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quarta-feira, 21 de março de 2018

Bruno Mars - 23/11/2017

Bruno Mars
O show do Bruno Mars para mim era algo bastante esperado, pois acredito que, junto com Justin Timberlake, ninguém faz música pop melhor hoje em dia. Não conhecia seu trabalho há muito tempo, mas depois que vi uma apresentação dele com a sua banda no The Voice americano cantando 'Uptown Funk' fui atrás e gostei de muita coisa que ouvi.

O som dele tem muito de Michael Jackson e seus movimentos de dança, algo que observei junto com milhares de outras pessoas no show, tem muito de James Brown. E que mistura boa essa, não?

Partimos para o show no Morumbi cedo, pois a ideia era ver o show de abertura da DNCE. A banda é claramente uma produção do Joe Jonas (sim, aquele do Jonas Brothers). Quando digo isso é porque a banda é muito competente no que se propõe a fazer, mas dá para ver que cada um é um personagem escolhido diretamente para sua posição no grupo e todos tem um visual bem característico. Nada é muito natural...

DNCE
Joe Jonas foi lá, pensou no som que queria fazer, escolheu a dedo mais três músicos e montou uma banda que tem um hit grande de 2015 e várias outras músicas mais ou menos conhecidas, faz algumas versões interessantes e provavelmente ganha muito dinheiro. Rs

Não é uma crítica à banda. Fazem um bom som, são divertidos e tem boas composições. É apenas uma constatação sobre o conjunto. Eu curti, dancei, cantei e conheci algumas coisas deles que não conhecia e passei a ouvir.

O setlist foi:
1. Gonna Fly Now (cover do Bill Conti)
2. Kissing Strangers
3. Naked (tem vídeo)
4. DNCE
5. Body Moves
6. Da Ya Think I'm Sexy? (cover do Rod Stewart)
7. Toothbrush
8. Pay My Rent
9. Seven Nation Army / Wannabe / Oops!... I Did it Again (várias versões)
10. Cake by the Ocean

Confesso que curti principalmente a música 'Kissing Strangers' e achei bem legal uma banda nova tocando Rod Stewart. Claro que eles finalizaram com 'Cake by the Ocean', seu principal sucesso, terminando o show lá em cima.


Passar por cima dessa vibe não foi complicado para o Bruno Mars. O show do cara não é um só mais um desfile de hits e/ou uma performance de dança, o que já seria muito bom. Mas o cara tem uma banda que se mexe pelo palco todo, toca nota sobre nota sem errar e realiza todas as coreografias junto com o seu líder. É um trabalho impecável.

O setlist foi:
Bruno Mards e Banda
1. Finesse
2. 24K Magic
3. Treasure (tem vídeo)
4. Perm
5. Calling All My Lovelies
6. Chunky
7. That's What I Like
8. Versace on the Floor
9. Marry You
10. Runaway Baby
11. Talking to the Moon
12. When I Was Your Man
13. Piano Solo
14. Locked Out of Heaven
15. Just the Way You Are
15. Uptown Funk (bis)

Bruno Mars
Um show super divertido. Espetáculo talvez seja a melhor palavra para descrever o que vimos nesta noite. É uma coisa meio como se fosse um musical. Curti muito o trabalho dele e achei o swing da banda toda MUITO foda.

Mas tenho críticas. Achei uma péssima escolha terminar o show, antes do bis, com uma música lenta. Antes do bis ficou um climão meio pata baixo. Além disso, o show teve apenas 1 hora e 30 minutos, o que eu acho muito pouco para um artista do calibre dele e também pelo preço que se cobrou por ingresso.

Claro que entendo que o importante não é o tempo, mas a qualidade do que ele se propõe a entregar. Mas hoje, a não ser que você tenha para lá de 60 anos (e às vezes nem assim), nenhum artista desse calibre faz um show menor do que duas horas. Particularmente fiquei frustrado. Mas o fato é que deu para conhecer mais o trabalho do artista e se divertir bem. Vamos ver o que ele produz no futuro, porque até aqui ele tem feito um trabalho muito bom.

terça-feira, 20 de março de 2018

U2 - 21/10/2017

Eu já havia visto dois shows do U2 e honestamente não via necessidade de estar em um terceiro, mas esta turnê era especial por ser focada no disco The Joshua Tree, comemorando 30 anos do quinto e um dos mais emblemáticos, discos da banda.

The Joshua Tree

Ingressos comprados na pré-venda. Um par extra comprado e irmão e cunhada vindo de Brasília. Tudo certo, partiu show.

Já citei várias vezes aqui, mas eu gosto de show no Morumbi. Consigo ir de carro, chegar fácil e sair rápido. Além disso, a pista é espaçosa e consigo ficar no fundo, perto do bar e ver o palco, o que é algo fantástico para um baixinho como eu.

O show de abertura foi do Noel Gallagher's High Flying Birds e foi um show bem legal. Ainda mais porque amigos que haviam ido no primeiro dia de apresentações haviam falado que o show era dispensável e a minha expectativa estava baixa. Confesso que tive a impressão oposta.

O setlist foi:
1. Everybody's on the Run
2. Lock All the Doors
3. In the Heat of the Moment
4. Riverman
5. Champagne Supernova (música do Oasis)
6. Holy Mountain
7. Half the World Away (música do Oasis)
8. Little by Little (música do Oasis)
9. Wonderwall (música do Oasis)
10. Don't Look Back in Anger (música do Oasis - tem vídeo)
11. AKA... What a Life!

Um show de abertura, logo curto, bem tocado e com praticamente metade do repertório de hits do Oasis. Como pode ser ruim? E é fato que as composições próprias do Noel também tem coisas bem interessantes. Logo, belíssimo show para esquentar e esperar o U2.

Os destaques ficam para 'Champagne Supernova' e 'Wonderwall', clássicos mais fortes do Oasis e 'Don't Look Back in Anger', que já era uma música forte e ficou mais ainda, quando tornou-se isso contra o terrorismo na Inglaterra, sendo cantada até em estádios de futebol. Palmas para o Noel.


Mas na sequência vinha o U2 que começou com uma pedrada daquelas. Vamos direto para o setlist:

1. Sunday Bloody Sunday (tem vídeo)
2. New Year's Day
3. Bad (tem vídeo)
4. Pride (In the Name of Love - tem vídeo)
5. Where the Streets Have No Name
6. I Still Haven't Found What I'm Looking For
7. With or Without You
8. Bullet the Blue Sky
9. Running to Stand Still
10. Red Hill Mining Town
11. In God's Country
12. Trip Through Your Wires
13. One Tree Hill
14. Exit
15. Mothers of the Disappeared
16. Beautiful Day (bis)
17. Elevation (bis - tem vídeo)
18. Vertigo (bis)
19. Mysterious Ways (bis)
20. You're the Best Thing About Me (bis)
21. Ultraviolet (Light My Way) (bis)
22. One (bis)

Da primeira até a oitava música praticamente não deu para respirar. Uma pedrada atrás da outra e eu gosto mesmo é de hit e de cantar junto. E não dá para negar que o U2 é (ou foi) uma fábrica de hits. Foi fantástico. Mas melhor foi o timing do vídeo abaixo que a minha cunhada fez do início do show.


O meio do show foi meio morno. Ficou bonito porque aí o quem dá o show mesmo é o palco do U2. Com todas as variações de artes que eles sempre apresentam. Mas musicalmente, você consegue dar uma respirada.


E aí no bis começa tudo de novo, com clássico atrás de clássico. Alguns de álbuns mais recentes, mas para mim o que marcou mesmo foi 'One'. É uma música que eu adoro e aprendi a gostar ainda mais ouvindo uma versão do REM. Não tenho certeza, mas acredito que eu nunca tivesse ouvido ela ao vivo. Foi bem marcante.


E assim foi. Mais um show do U2. Cheio de clássico. Um palco foda. Uma banda quase infalível. Nenhuma surpresa que chamasse a atenção. Mas ao mesmo tempo um show com qualidade inquestionável. Eu diria que três shows do U2 é uma quantidade suficiente para vê-los. Mas provavelmente eu estarei lá no próximo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Black Sabbath - 04/12/2016

Mais uma vez a história se repete: os caras começam a vender ingresso tão cedo, que quando chegou perto do show, já tinha quase esquecido dele e estava sem nenhum tipo de expectativa. Mas lá fomos nós ver o Ozzy pela segunda vez e o Black Sabbath pela primeira.

Me juntei ao meu amigo biritinha Amilcar e fomos lá em um fim de tarde bem feio, todo nublado. Capa de chuva na mão e minha câmera de volta dos reparos, partimos rumo ao Morumbi. Parar o carro no lugar de sempre, não pagando os flanelinhas e escapando do trânsito louco do bairro.

A entrada foi suuuuuper longa. Se não foi a maior, foi uma das maiores filas que já peguei para entrar em um estádio. Isso porque saímos cedo, na intenção de pegar o final do primeiro show de abertura. Mas entramos só no meio segundo (depois do meu ingresso dar problema e ter de pegar uma segunda fila para que o código de barra pudesse ser lido corretamente).

Entramos e pensa num show lotado. Com filas gigantes para comprar cerveja no bar, garantimos uma no ambulante. E para minha baita surpresa, o show que estava rolando do Rival Sons, foi muito bom. Rock and roll de banda nova, mas com uma pegada clássica. Tenho de conhecer um pouco mais do som dos caras...

Com apenas minutos de atraso começou o show do Black Sabbath. E confesso, pela falta de expectativa por ter adquirido o ingresso meses antes, não estava esperando muita coisa. Imaginei que fosse ser curto, pois o Ozzy não aguenta muita coisa. E de fato foram 90 minutos de show, com direito a solos de guitarra, solo de baixo e solo de bateria, executados com perfeição.

O setlist foi:
1. Black Sabbath
2. Fairies Wear Boots
3. After Forever
4. Into the Void - tem vídeo
5. Snowblind
6. War Pigs
7. Behind the Wall of Sleep
8. N.I.B.
9. Rat Salad
10. Iron Man
11. Dirty Women
12. Children of the Grave
13. Paranoid (bis)

Eu poderia aqui dizer como foi música por música, mas foi tão foda tudo, que nem faz sentido. Claro que 'War Pigs', 'Iron Man' e "Paranoid", que confesso eu tinha esquecido e nem estava esperando mais tocar, foram as mais especiais, que dão arrepio. Clássico hit é clássico hit, não tem jeito.

O Ozzy ainda canta tudo e me espanta ele ainda lembrar de todas as letras, uma vez que ele mal consegue se mexer no palco. Mas sua voz já não alcança várias notas. A primeira vez que eu o vi ao vivo, ele já estava passado, mas a voz estava melhor. Inclusive, bom lembrar que são dois shows com Ozzy e dois temporais na cabeça. Que chuva cara!!!

Tony Iommi é a figura imaculada que no palco, chama a luz para ele e toca todos os acordes com perfeição, como se estivéssemos ouvindo o disco original. Parece que o tempo não passou para ele. Mas confesso que isso já era esperado...

Agora quem me chamou a atenção mesmo foi o Geezer Butler, pois o baixo dele é nervoso demais. Muita nota, rápido, dando um recheio nas músicas muito impressionante... O solo dele então, sensacional. Muito bom poder ver os três juntos de novo, já que o baterista original não veio. Tommy Clufetos, o substituto, toca bem, segura a onda, mas é poser demais para essa banda. De qualquer forma, fez lá o papel dele...

Este foi o segundo último show da banda no Brasil, pois da última vez disseram ser a última turnê. Mas se este foi o último mesmo, fiquei feliz de poder ver. O Black Sabbath é algo tão único, que ver ao vivo causa uma sensação estranha. Parece que você está vendo algo original sendo criado na sua frente... Não sei explicar, mas eles são bons demais... Parabéns para os caras e felizes daqueles que puderam ver essa obra de arte.

Fiquem com toda a maestria da banda em 'Into the Void'.

terça-feira, 1 de março de 2016

Rolling Stones - 27/02/2016

Ok, a coisa mais importante deste post é que finalmente vi a maior banda viva ao vivo. Finalmente eu consegui ver um show dos Rolling Stones. E valeu a ralação para conseguir o ingresso, a espera e a ansiedade. Eu paguei, claro em algum momento achei que valia a pena pagar o que cobraram pelo show, mas sim, é muito caro. Mesmo eu tendo pago, não faz sentido. Ainda menos sentido faz a enorme taxa de conveniência e muito menos ainda a taxa de R$ 8,00 para imprimir meu próprio ingresso na minha casa, na minha impressora, com a minha tinta e o meu papel. Coisas que nunca conseguirei explicar. Mas eu vi os Rolling Stones.

Compra de ingressos pelo site bem estável e organizada. Chegada ao estádio do Morumbi de carro tranquilo como sempre. Entrada um pouco bagunçada, mas sem grandes confusões.

Cheguei, infelizmente contra o meu próprio planejamento, atrasado para ver o show de abertura com o Titãs, que tocou o seguinte:

Titãs
1. Lugar Nenhum
2. AA UU
3. Diversão
4. Flores
5. Sonífera Ilha
6. Comida
7. Cabeça Dinossauro
8. Marvin
9. Desordem
10. Homem Primata
11. Polícia - tem vídeo
12. Bichos Escrotos
13. Aluga-se (cover do Raul Seixas)

O Titãs deve ser a maior banda do rock nacional ainda tocando em larga escala (eu diria que a esta banda seria a Plebe Rude, mas eles não fazem turnê ou produzem mais como os Titãs) e por isso, creio que a escolha foi acertada.

Os integrantes todos tocando e cantando (faz algum tempo que acabou aquela banda gigante) e um setlist baseado no Cabeça Dinossauro com algumas ótimas adições fez um show de 50 minutos bem animado. Como disse, atrasado como cheguei, perdi metade do show. De 'Cabeça Dinossauro' em diante cheguei, cantei, pulei, peguei cerveja e decidi onde ia ficar (acompanhado de uma galera que foi junto). Tudo ao mesmo tempo...


Belo show. Com o papo em dia, no intervalo encontrei uma outra série de amigos que não havia combinado de encontrar no meio de cerca 60 mil pessoas. Tudo deu certo!

Às 21 horas em ponto, depois de um breve vídeo, LADIES AND GENTLEMEN, THE ROLLING STONES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

1. Jumpin' Jack Flash
2. It's Only Rock 'n' Roll (But I Like It) - tem vídeo
3. Tumbling Dice
The Rolling Stones
4. Out of Control
5. All Down the Line
6. She's a Rainbow (votada pelo público)
7. Wild Horses
8. Paint It Black
9. Honky Tonk Women
10. Slipping Away (Keith Richards no vocal)
11. Before They Make Me Run (Keith Richards no vocal)
12. Midnight Rambler
13. Miss You
14. Gimme Shelter
15. Start Me Up
16. Sympathy for the Devil
17. Brown Sugar
18. Encore:
19. You Can't Always Get What You Want (bis - com o Coral Sampa)
20. (I Can't Get No) Satisfaction (bis)

Sobre o show, o que dizer? Só pedrada! Se você por acaso não conhecia tanto uma música, podia apenas curtir som (ótima qualidade no show de abertura e no principal), absorver a enorme influência da música negra americana no som dos britânicos e/ou apenas dançar.

(Para quem leu a biografia do Keith Richards, vale a observação do bom momento da banda. Quando o Mick Jagger deixa o cara cantar duas músicas, significa que os egos estão, pelo menos mais ou menos, domados. Depois de tanto tempo, já era hora...)

Mick Jagger
Olhar para o palco mostra a qualquer um, que apesar de fogos de artifícios em dois momentos, que apesar dos telões de uma qualidade ridícula de boa e do bom português do Mick Jagger (praticado com seu filho brasileiro?), o bom rock and roll é feito com simplicidade. Poder olhar ao Keith Richards e ao Ron Wood fazendo (poucos) acordes simples e ao Charlie Watts e perceber uma batida super simples... Ok, tem banda de apoio (teclados, metais, backing vocals) e o andamento caiu bastante, mas é um som simples, feito por gênios que transformam o simples no belo (eu sempre achei o simples mais belo).

Música boa, técnica, produção, uma grande espera pela banda. Mas o mais importante do show, pra mim, é uma confirmação de algo que já escrevi sobre aqui no blog (com certeza após o show do Bruce Springsteen): a alegria e o prazer no que se faz, aumentam a nossa longevidade. 

Um vocalista e um guitarrista com 72 anos, um guitarrista de 68 anos e um baterista de 74 anos. O que você vê? Sorrisos e no caso do Mick Jagger, muito movimento e danças pelo palco. Sério, se eu chegar aos meus 70 tão bem quanto meus pais e os Rolling Stones (que consumiram uma quantidade de álcool e drogas um pouco superior ao que os meus devem ter consumido), seguramente terá sido uma vida muito bem vivida. Viva a música, viva a vida feliz, vida a qualidade de vida. E obrigado Rolling Stones por mais um belo espetáculo de música.

E eu aqui, ainda não consigo get satisfaction enough! Lollpalooza 2016 vem aí!

IT'S ONLY ROCK AND ROLL! BUT I LIKE IT! :)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Metallica - 22/03/2014

Depois de duas edições do Rock in Rio vendo o Metallica pela TV, era chegada a hora de vê-los ao vivo em São Paulo, em apresentação única, em uma turnê pequena programada pela América do Sul durante a gravação do novo disco da banda, com o objetivo de arejar a cabeça dos 4 doidos. E uma turnê diferente, focada naquilo que os fãs querem ouvir: Metallica by Request!

Metallica by Request e votação durante o show

Todo o setlist do show já era conhecido antes da apresentação, com a exceção de duas músicas: uma escolhida pela banda e outra também escolhida pelo público, por mensagem de texto, em votação que rolou durante o show também. As opções eram 'Ride the Lightning', 'The Day that Never Comes' ou 'Memory Remains'.

O setlist foi:

1. Battery 
2. Master of Puppets 
James no telão
3. Welcome Home (Sanitarium) 
4. Fuel
5. The Unforgiven
6. Lords of Summer 
7. Wherever I May Roam 
8. Sad but True 
9. Fade to Black 
10. ...And Justice for All 
11. One 
12. For Whom the Bell Tolls 
13. Creeping Death 
14. Nothing Else Matters 
15. Enter Sandman 
16. Whiskey in the Jar (bis) 
17. The Day that Never Comes (bis) 
18. Seek & Destroy (bis)

Metallica todo no palco
18 músicas que mostram o porquê é uma das maiores (ou a maior, para muitos) bandas de porrada do mundo. Ao mesmo tempo que clássicos são uma maravilha, confesso que os últimos 4 shows do Metallica que vi (2 ao vivo e os 2 do meio pela TV no Rock in Rio) me soaram meio iguais. Os clássicos já não podem ficar de fora e o show acaba soando meio igual.

A ideia de atender os fãs, tendo eles entrando no palco, conversando um pouco com James e anunciando a próxima música, assim como o fã clube nas coxias laterais do palco, mostram que o Metallica é uma banda muito preocupada com seus fãs e que pensa sempre em coisas diferentes agradá-los

O início de 3 músicas do Master of Puppets te deixa zonzo. É muito rápido. 'Fuel', apesar de de ser de um dos discos menos idolatrados, ReFuel, para mim, é de uma energia doida e muito boa. Primeira vez que ouvi esta música ao vivo e tome bater cabeça.

'The Unforgiven' dá uma quebrada, mas eu quero ouvir porrada. Chega 'Lords of Summer', música escolhida pela banda para a noite, porrada pura e mais parecida com o estilo apresentado pela banda em seu último álbum.


James tocando violão e guitarra
O show segue passando por músicas do Black Album, Ride the Lightning e And Justice for All. Na hora do cover, o público escolheu 'Whiskey in the Jar', a pior escolha possível na minha opinião. Apesar de tocar bastante em rádios rock, é uma das piores coisas que o Metallica já fez, acho eu. Na última música escolhida pelo público, fomos de 'The Day that Never Comes', do último disco da banda. Diga-se de passagem, escolha vaiada pelo público, mas ao final, algo novo no repertório clássico e única música do último disco da banda.

Como sempre, 'Seek and Destroy' fecha o show, num mix de euforia e devoção, mas mais uma vez, seguindo a tradição.

Baita show, porrada pura, banda super afiada. Trujillo de fato trouxe uma energia nova pra banda (já há algum tempo, fato, mas é bom vê-lo ali), mas o disco novo e uma renovada no repertório farão bem a banda. Que venha o próximo show... Mais do mesmo (pelo menos nos últimos 4 shows), mas sempre bom pra caralho!

Para quem não conhece 'Lords of Summer' ainda, segue o vídeo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Bon Jovi e Nickelback - 22/09/2013

Há alguns anos atrás o Bon Jovi esteve em São Paulo e me arrependi amargamente de não ter ido ao show, pois todos disseram que foi um show recheado de clássicos e muito divertido. Afinal de contas, vamos combinar, né? O Bon Jovi vive dos seus clássicos dos anos 80 e 90.

Nickelback
Como mais um que aproveitou o Rock in Rio para dar um alô em São Paulo, lá fomos nós num domingo a noite para Estádio do Morumbi. Estádio lotado e um show meia boca, sem tantos clássicos como todos queriam (e muitos já sabiam depois de ver o show do Rio transmitido pela TV).

O show de abertura foi do Nickelback, que é conhecido por seu rock farofa, de baladas, mas que se julga uma banda de rock pesado. As críticas do show do Rock in Rio foram ótimas, então cheguei cedo para ver e eles me apresentaram exatamente o que eu esperava. Apesar de começar com duas músicas bem pesadas, o resto do show tem um bando de balada romântica e caras de preto fazendo pose de caras maus. Mas na verdade é um rock muito superficial e sem muito conteúdo mesmo.

Depois veio quem todos estavam lá pra ver, o já quase um senhor, Bon Jovi.

O setlist foi:

1. That's What the Water Made Me
2. You Give Love a Bad Name
3. Raise Your Hands
4. Runaway
5. Lost Highway
6. Whole Lot of Leavin'
7. It's My Life
8. Because We Can
9. What About Now
10. We Got It Goin' On
11. Keep the Faith
12. (You Want to) Make a Memory
13. Captain Crash & the Beauty Queen From Mars
14. We Weren't Born to Follow
15. Who Says You Can't Go Home
16. I'll Sleep When I'm Dead (com Start Me Up dos The Rolling Stones)
17. Bad Medicine (com Shout do The Isley Brothers)
18. Wanted Dead or Alive (bis 1)
19. Have a Nice Day (bis 1)
20. Livin' on a Prayer (bis 1)
21. Oh, Pretty Woman (cover do Roy Orbison) (bis 2)
22. Born to Be My Baby (bis 2)

O Bon Jovi sabe que tem fãs loucos que conhecem tudo, mas sabe que a grande a maioria está lá pelos clássicos e por isso os distribui pelo show. O começo foi morno, mas já na segunda música, 'You Give Love a Bad Name' e a galera não canta junto, berra! Na sequência o momento axé, com 'Raise Your Hands' e um mergulho nos anos 80 e seus teclados, com "Runaway'.

Bon Jovi
Seguem músicas novas e clássicos já dos anos 2000 e todos conhecem, mas nem todos gostam. 'Keep the Faith' deu uma segurada na galera, mas o que voltou a animar mesmo o público foi 'Start Me Up' dos Rolling Stones. Ok que foi só um trecho, mas eu e muitas outras pessoas gostaríamos de ter ouvido a música toda. Para finalizar o set principal, 'Bad Medicine' misturada com 'Shout', no que pra mim foi o melhor momento do show (mesmo considerando os clássicos que ainda viriam). Foi divertido cantar mais de 5 minutos a mesma coisa juntos sem parar.

No primeiro bis 'Wanter Dead or Alive' para cantar junto, 'Have a Nice Day' para tentar animar, mas sem muito sucesso e 'Living' on a Prayer' para êxtase da platéia. No segundo bis, 'Oh, Pretty Woman' e mais um momento de êxtase com 'Born to Be My Baby', mas já com muita gente já indo embora.

Foi um show legal, para cantar algumas músicas conhecidas, mas de verdade não me empolgou. Não foi aquele show que você fica ligado, esperando a próxima música. Em muitos momentos, a verdade é que achei chato pacas. O que queria era ter sorrido e cantado do início ao fim, com mais interação do Bon Jovi, mas a verdade é que não isso aconteceu.

Show burocrático, sonolento e sem grande impacto no final... Bom, show do Bon Jovi conferido.

Vídeo the 'Who Says You Can't Go Home' para não deixar a peteca a cair. Não foi de outro clássico, pois eu também queria gritar junto!


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Roger Waters - 03/04/2012

Quando penso em grandes espetáculos no que se refere aos shows que vou, as grandes referências que tenho em mente são U2 e Madonna. E justamente o mesmo arquiteto que fez os palcos e estruturas dos shows Zoo TV e 360 do U2 (Mark Fisher - colei essa desta reportagem aqui. Aproveite para ver os detalhes do palco neste link também) foi quem criou o INCRÍVEL palco da turnê 'The Wall', disco original do Pink Floyd, mas interpretado nesta ocasião por Roger Waters e sua bem foda banda de apoio.

Em primeiro lugar, preciso fazer um agradecimento formal para Marina Greca, que me convenceu a ir ao show e me encheu o saco e foi comprar os ingressos sozinha! Obrigado! (tá bom ou precisa de mais?) Na segunda noite de shows em São Paulo, depois de shows no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, o estádio do Morumbi estava lotado desde as cadeiras colocadas no gramado até as cadeiras cobertas e arquibancadas do estádio. Aqui um breve comentário negativo: fomos nas cadeiras inferiores e por causa de tantos camarotes que existiam, as pessoas das cadeiras estavam todas em pé por falta de lugares bons para sentar. Em determinado momento, tiveram de abrir os assentos de um camarote para acomodar parte das pessoas. Aos poucos os VIP's tem ganho mais espaço em todos os setores das platéias dos shows, o que é uma pena. Mas com o camarote liberado, vimos o show devidamente sentados e confortáveis, o que foi ótimo para nos permitir absorver tudo que estava por vir.

É importante ressaltar que o 'The Wall' não é apenas um show, mas um grande espetáculo áudio e visual. E pelo que vi, uma vez que nunca fui grande fã do Pink Floyd e nunca achei a banda uma das melhores coisas para se ouvir (agressões começando em 3, 2, 1...), de fato há momentos que você não precisa de fato conhecer a música que está tocando. Enquanto sua audição experimenta músicas muito bem tocadas e efeitos sonoros perto da perfeição, sua visão é preenchida com luzes, projeções em qualidade nunca antes vistas nos telões (no caso o muro tema do show), bonecos gigantes e mensagens políticas (inclusive a tão falada referência ao Jean Charles, brasileiro assassinado pela policia britânica). Até por isso, este post será um pouco diferente: 3 vídeos e todas as fotos com qualidade boa o suficiente para serem postadas (não só algumas para ilustrar o texto. Aqui, o texto seguramente não será suficiente para transmitir a experiência que foi tal evento).

O show começou pontualmente às 21 horas, com o público não respeitando os pedidos de não utilizar os flashes, que poderiam atrapalhar as projeções do telão. Pena! Mas nada que atrapalhasse o show.

O setlist foi:

1o ATO
1) In the Flesh?
2) The Thin Ice
3) Another Brick in the Wall (Parte 1)
4) The Happiest Days of Our Lives
5) Another Brick in the Wall (Parte 2)
6) Mother (versão extendida)
7) Goodbye Blue Sky
8) Empty Spaces
9) What Shall We Do Now?
10) Young Lust
11) One of My Turns
12) Don't Leave Me Now
13) Another Brick in the Wall (Parte 3)
14) The Last Few Bricks
15) Goodbye Cruel World

2o ATO
16) Hey You
17) Is There Anybody Out There?
18) Nobody Home
19) Vera
20) Bring the Boys Back Home
21) Comfortably Numb
22) The Show Must Go On
23) In the Flesh
24) Run Like Hell
25) Waiting for the Worms
26) Stop
27) The Trial
28) Outside the Wall

O show começa com 'In the Flesh?' e uma multidão maluca por experimentar pela primeira vez tudo aquilo: Roger Waters, ótima música e grandes efeitos! Logo na primeira música, que já haviam me dito que eu tinha de filmar (e assim o fiz), é possível entender alguns pontos. Existem caixas de som espalhadas por todo estádio, inclusive nas arquibancadas. Quando aviões começam a dar rasantes, helicópteros passam rasgando o céu, rajadas de metralhadoras são disparadas e crianças gritam, numa realidade que é difícil de acreditar (você se pega olhando pra cima tentando achar o helicóptero ou o avião), você entende o porquê de tais caixas de som estarem ali. Aquilo é o maior home theater que já vi. Eu filmando e de repente um avião desce de cima do estádio, caindo atrás do muro e explodindo! Cacete! Isso é o show? Ali tive a certeza de que ia amar o que veria na sequência, mesmo sem ser fã de Pink Floyd (agressões em 3, 2, 1...).

O show continua com o que com certeza foi a música mais cantada, 'Another Brick in the Wall'. Momento mágico, com as crianças entrando no palco e cantando a parte delas, fazendo coreografia e ajudando no espetáculo (acredito que locais, mas não entendi o agradecimento do tal do Roger Waters). Elas dividiram o palco com um boneco gigante de um professor.

Logo após, Roger Waters não deixou o clima teatral tomar conta e falou com a galera em bom e pausado português, o que na minha opinião sempre faz uma diferença (já citei no blog algumas exceções). E o show continuou no 1o ato, com o muro que começou despedaçado sendo montado. 'Mother' deixou a galera em êxtase, enquanto Roger Waters fazia um dueto com ele mesmo, em imagens dele tocando a mesma música em 1980.

O muro ficou completo no final do 1o ato, quando Roger Waters canta a última música aparecendo sozinho no buraco deixado pelo último tijolo ainda não colocado. Finalizada 'Goodbye Cruel World', o último tijolo foi colocado, o muro completo e começou o intervalo. Durante a pausa o muro completo mostrou fotos de pessoas mortas em combate, ataques terroristas, etc. (pelo menos assim parecia e assim eu li por aí).

O 2o ato começou com 'Hey You'. Chegamos em 'Nobody Home' e ele aparece cantando no que parece ser uma sala que se abre no meio da parede do lado esquerdo do palco. O show segue e em 'Comfortably Numb', além da galera cantando, Roger Waters aparece sozinho na frente do palco. Em alguns momentos, seu segundo vocalista e seu guitarrista aparecem no topo do muro para as partes mais importante da música. Memorável! Entre os músicas, um telão vertical.

Quando começa 'In the Flesh', um porco com mensagens políticas aparece flutuando. Um tanto surreal! Em 'Run Like Hell', a banda toda que estava atrás do muro, aparece na frente do palco, praticamente fazendo um dueto com o telão em forma de muro, de tão impressionantes que são as imagens. Há um vídeo disso! Amém!

Em 'The Trial' o muro vem abaixo! Literalmente! Quase todos aqueles tijolos colocados ali, um por um, vão ao chão. E a banda toda, apenas com pandeiros, violões, bandolins e similares cantam 'Outside The Wall', com Roger Waters apresentando cada integrante da banda, antes que os mesmos saíssem do palco e o show, quer dizer ESPETÁCULO, terminasse! (minha memória ralou para lembrar de tudo... Algumas referências eu confesso que roubei de outros sites).

Mas isso foi apenas uma narração de fatos do show! O que aconteceu mesmo ali, nenhuma palavra pode explicar. Se você não foi, veja se há tempo de ir até o México ver o show por lá ou em algum outro país pelo qual ele ainda vai passar.

De todos espetáculos que eu vi, seguramente esse foi o mais impressionante. Não é só um show de música. Não é só um espetáculo visual. Não é somente uma ópera rock. Não é somente um dos discos mais importantes da história do rock tocado na íntegra. É TUDO ISSO JUNTO! E feito com algo perto da perfeição. Sei que isso não é uma competição, mas CHUPA U2 e seu palco de 360 graus. Vão ter de ralar um pouco mais para chegar neste nível (a sorte é que eles tem um pouco mais de tempo que o Roger Waters, que já vai nos seus 68 anos).

Mas o que mais me impressionou foi a qualidade das imagens no telão. Nunca vi, em TV nenhuma, a qualidade ali mostrada. Parecia que meus olhos estavam vendo algo impressionantemente novo. Parecia que a realidade era aquela parede e não o que estava ao redor, de tão nítidas que eram as imagens. Nem sei se é isso mesmo, mas acho que é o mais próximo que consigo fazer para explicar a sensação em palavras.

E conforme escrevi mais acima, abaixo os vídeos feitos do show e diversas fotos do palco, em ordem cronológica. Espero que gostem, pois este post foi difícil!

(PS: o hambúrguer pós show foi no Milk & Mellow. Deve ser a lanchonete mais antiga de todas que já fui e ainda não conhecia. Atendimento para bebidas e batata foram incríveis, mar o garçom vacilou no pedido dos sanduíches e estes demoraram. Pelo visto não é o padrão e a comida estava muito boa. Logo, terão uma segunda chance qualquer dia desses)

- Abertura: In the Flesh?


- Mother


- Run Like Hell


FOTOS:
(antes do show começar)

(uma amostra do telão)

(professor de 'Another Brick in the Wall')

(coro de crianças de 'Another Brick in the Wall')





(antes do último tijolo fechar o muro)

(fotos de mortos em combate no intervalo)





(tocando em cima do muro)



(banda tocando na frente do muro)


(o porco)

(última música e despedida da banda já com o muro derrubado)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pearl Jam - 04/11/2011

YEAH! Pearl Jam baby! Uma das bandas com mais atitude que ainda nos habita! Eddie Vedder e sua trupe passam pelo Brasil 5 anos depois dos shows no Pacaembu e lá fui eu de novo. Não só eu, pois além da galera toda que eu sabia que ia, encontrei muita gente no show: (além da companhia da prima Keka, do namorado da prima Henrique, do primo Zeca) encontrei lá o famoso Mini Me (guilherme Rebelo), Crazy (Bruno), Rachel e Gustavo (casal pilhado), Flavia e Marina (companheiras de show), Laura, Aline e Helena (amigas presentes sempre nas horas mais divertidas) e Sassá (amiga da prima). E ainda tinha muito mais gente conhecida por lá... Resumindo, todo mundo queria ver esse show.


Fiquei um bom tempo digerindo o que tinha acontecido no Morumbi antes de conseguir ter uma opinião sobre o show. Acho que um show não é feito só de música, mas também pela banda, platéia, empolgação, energia, etc. E infelizmente este show não teve só coisa boa na minha opinião. Então precisei de muito tempo para formar minha opinião. Mas antes que saibam qual é ela, segue o setlist do evento.

1) Go
2) Do The Evolution
3) Severed Hand
4) Hail Hail
5) Got Some
6) Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town
7) Given To Fly
8) Gonna See My Friend
9) Wishlist
10) Amongst The Waves
11) Setting Forth (Eddie Vedder - Trilha Sonora do filme Into the Wild)
12) Not For You (Modern Girl by Sleater Kinney Tag)
13) Even Flow
14) Unthought Known
15) The Fixer
16) Once
17) Black
18) Just Breathe (bis 1)
19) Inside Job (bis 1)
20) State Of Love And Trust (bis 1)
21) Olé (Single sem lançamento em um álbum - bis 1)
22) Why Go (bis 1)
23) Jeremy (bis 1)
24) Last Kiss (cover de Wayne Cochran - bis 2)
25) Better Man (bis 2)
26) Spin The Black Circle (bis 2)
27) Alive (bis 2)
28) Baba O'Riley (cover do The Who)
29) Yellow Ledbetter (bis 2)

Sim senhoras e sinhores! Quase 30 músicas de puro rock and roll! Grunge de Seattle (não, grunge não é um monstro como uma vez disse a estagiária aqui de onde eu trabalho). E diga-se passagem, dava para sentir até o cheiro de naftalina no estádio. De repente, todo mundo tirou suas camisas de flanela xadrez do armário! Rs

A primeira música do show deixou claro exatamente o que eu vi dali em diante. Um show com muita energia da banda, mas com UMA MERDA DE SOM! Se eu encontrar o engenheiro de som responsável pelo evento, eu mato! Não sei se foi o vento que tava bombando, se tinha caixa de som a menos, se tinha menos torre para reforçar o som que o necessário ou se faltou potência, mas o som tava uma merda! Meu achismo diz que era o vento, pois por vezes o som vinha com tudo e outras horas ficava muito longe! O vídeo do show abaixo deixa isso bem claro! E a primeira música foi isso, a porrada que é Go com aquele som lá no fundo... Empolgação no palco e nem tanto na galera, porque aquela pancada não chegava! Onde ficou o grave o show eu não sei? Não ouvi linha de baixo, não senti bumbo da bateria explodindo no peito! Como disse, o som estava uma merda!

O show continua com algumas pedradas que deixam a galera doida (pelo menos todo mundo ainda lembra o refrão). Rola uma música da trilha sonora do Into the Wild (Na Natureza Selvagem), toda composta pelo Eddie Vedder e achei irado, pois adoro o filme! E a primeira metade do show passou assim: vento, som meio longe, algumas pedradas e a galera pirando nos refrões famosos.

Mas aí começa a segunda metade do show! E que segunda metade! Começou um pouco antes já com Even Flow, mas daí foi pedrada, dois bis, hits, galera pulando, o som ainda uma merda, todo mundo cantando junto, o som ainda uma merda e vento! Sequência depois de Even Flow com The Fix, Once e Black! Depois no primeiro bis para me matar de vez State of Love and Trust (porra, até agora não acredito que eles tocaram essa música. Quando ele anunciou, dei um grito e ficou todo mundo olhando em volta! Porra, eu curto muito a música e o André Mertens achou que foi de presente de aniversário para ele! Hmmmmmm...) e a galera delirando com Jeremy! E o vento soprando e o som uma merda.

No segundo bis um Last Kiss para fazer todo mundo cantar além do refrão (essa é mais novinha e aí nego ainda lembrava a letra toda). Better Man para fazer uns chorarem de emoção. Chega o maior momento do show com Alive e uma multidão se esgoelando e lembrando como era legal os anos 90! O show terminou com Yellow Ledbetter. Oi? Sim, com essa música! Eu não terminaria o show com ela, mas com o tradicional cover da banda! Kick out the Jams? I Belive in Miracles? Rockin' in the Free World? Nada disso! Baba O'Riley! THE WHO!!! Que surpresa!

"Don't cry
Don't raise your eye
It's only teenage wasteland"


INCRÍVEL! E para mim o show terminou aí! Pronto! E o vento forte! E o som uma merda! Mas valeu! Pelos clássicos. Pela banda. Pela atitude. Porque eu acho o Eddie Vedder foda e por mais estranho que isso pareça, eu queria ser o cara! Que faz rock and roll há 20 anos! Que surgiu do nada numa banda em Seattle e que tinha tudo pra ser deixada de lado, pois todo mundo só queria saber do Nirvana! Mas que lança disco ao vivo, briga com a Ticket Master, faz turnê, muda o setlist toda noite e que se esforça pacas para ser uma banda que sempre faz shows inesquecíveis!

Como bem disse Sassá Korman (sim, a amiga da prima citada no início do post): "Ontem o Pearl Jam provou que ninguém precisa de um palco que gira 360 graus para fazer o bom e velho rock n’ roll.
Também mostrou que banda boa de verdade não precisa se apoiar em cenários pirotécnicos, telões gigantes, figurinos ou cortes de cabelo espalhafatosos para fazer um show do caralho. Eddie Vedder ainda tem a voz mais incrível e afinada do mundo sem precisar usar nenhum tipo de Pro Tools ou coisa que o valha. O resto da banda também continua dando seu show a parte. Fico muito feliz em saber que um show desses ainda lota um estádio e mantém viva a melhor coisa do mundo que é e sempre vai ser o rock n’ roll feito com talento e sem frescura."

Mas ainda espero um show deles com som descente no Brasil! Porque há 5 anos atrás também não foi dos melhores... Como falei, o som tava uma merda (como dá pra ver no vídeo abaixo... E sim, eles erraram a entrada da música! E não foi a única errada que eles deram! Banda de verdade também erra!)!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

2008

2008 foi um ano de poucos shows, mas de ocasiões muito especiais!

2008 musicalmente falando começou em julho. Fui convidado para 2 semanas de treinamento em Lisboa (2a vez que iria para lá no verão, mas seria o 1o verão em que conhecia mais gente por lá). Foi neste verão que eu comecei a namorar a Marta (hoje minha grande amiga), que fiquei muito amigo do sportinguista Rui Mota, que pude conhecer melhor meu amigo malaio Romuald, que reencontraria com o luso-holandês Edward (depois da sua temporada no Brasil) e que pude conhecer melhor, meu hoje braço direito, Elisabete. Foram 15 dias de muito trabalho, muito sol e muita diversão com esse grupo de grandes amigos!


Além dos citados acima, todos amigos feitos no trabalho, juntaram-se a nós para abrilhantar a temporada: Margarida, Filipa e Sara, amigas da Marta (todos até aqui citados na foto acima, com o Edward no anexo, já que faltou ao jantar que todos foram). E foi com a turma da Marta que fui pela primeira vez ao Optimus Alive: festival de música em Lisboa e patrocinado por uma das operadoras de celulares local. O festival tinha vários shows interessantes, mas acabamos indo apenas no sábado, pois as amigas da Marta iam e porque no domingo já voltaria ao Brasil.

Antes de falar dos shows, alguns pontos que acho que marcaram no festival: o lugar onde são os shows é um espaço na beira do rio Tejo, com um pôr do sol lindo e com um vento que não para; o local é enorme e além de palcos e tendas com shows simultâneos acontecendo, a estrutura de banheiros, bebida e comida era impecável, além de ser um espaço grande e confortável; por último, o local do show é ao lado de uma estação de trem, um terminal de ônibus e pontos de taxi, o que torna tudo mais fácil na saída (mesmo que nós tenhamos ido de carro)! Rs

Neste dia vimos Donavon Frankenreiter (o figura da foto ao lado, que parece que parou no tempo com seu visual anos 70. O bigode é estilo, vai?), que é um pupilo do Jack Johnson e na minha opinião, muito melhor que ele. Som levinho e muito, mas muito divertido mesmo! Eu gosto muito! Você fica lá, ouvindo, se divertindo e tomando uma cerveja. Ótimo para um final de tarde.

Depois vimos Neil Young! Estava ali muito por causa dele e por causa daquela lembrança do Rock in Rio! E o show continua bom, mas a platéia não estava com ele. Show bom, burocrático, bem tocado e foi só. A apresentação do Rock in Rio valeu bem mais.

Por último Ben Harper (o 1o show dele que via no ano). Show legal, músicas boas, mas por vezes fica cansativo. Mas curto tanto algumas músicas, que valeu a pena. Ele estava muito em evidência por conta da música Boa Sorte (Gook Luck) em parceria com a Vanessa da Mata e não deu outra: quando tocou essa, a galera foi ao delírio! Lembrando que estávamos em outro país, mas de língua portuguesa e que consome muito música brasileira. Foi o momento onde a platéia virou a Vanessa da Mata cantando as vozes em português e o Ben Harper mandou o resto. E foi nesse momento que eu e a Marta realizamos que ficaríamos uns bons meses sem nos vermos depois daquele dia. O show foi ótimo e a música marcou esse momento. É ou não é Martinha?

De volta ao Brasil, em setembro foi a vez do Ben Harper tocar aqui. Dessa vez no festival About Us na Chácara do Jockey e a música do momento foi tocada mais uma vez, agora com a Vanessa da Mata em pessoa, que tinha feito o primeiro concerto da noite (mas eu não vi). Mesmo show que havia visto em Portugal, com essa diferença. Gravei com o celular e virou toque de celular para lembrar da namorada a quilômetros de distância.

Mas nesse dia fui mesmo para ver o show do Dave Matthews Band, que só tinha visto no Rock in Rio, mas numa apresentação muito curta. E o show foi MARAVILHOSO! Porque a banda é muito boa e adoro as músicas, porque tem um dos bateristas mais fodas que já vi tocar (Carter Beauford) e porque o show foi todo dedicado a LeRoi Moore, saxofonista da banda que havia morrido um tempo antes. Foi um momento especial... Adoro essas coisas de estar num espaço a céu aberto, bonito, cheio de natureza perto, com uma música bem tocada no palco... Tipo algo divino! Foi SENSACIONAL! E ainda não me dei por satisfeito. Quero ver outros shows deles...

2008 fechou em dezembro com as visitas do meu irmão Gustavo, cunhadinha Erica e dos grandes amigos Guilherme e Isabela para o show da Madonna no Morumbi. Eu nunca tinha visto e assim como Michael Jackson, era algo que eu queria muito ver.

Na boa: um grande (ótimo) musical! Mas achei um péssimo show de música! Muitas interrupções, versões, efeitos. Se não me engano só houve uma ou duas músicas que conseguimos cantar junto e aproveitar. O resto eram alguns minutos até entender que música era, de tão alteradas que as versões estavam. Valeu! Madonna: check! Posso até ir de novo, mas saiu da lista de um daqueles shows que tinha de ver antes de morrer.

E a retrospectiva já já acaba! Vou ter de ir a muitos shows para continuar alimentando este blog!