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quarta-feira, 21 de março de 2018

Bruno Mars - 23/11/2017

Bruno Mars
O show do Bruno Mars para mim era algo bastante esperado, pois acredito que, junto com Justin Timberlake, ninguém faz música pop melhor hoje em dia. Não conhecia seu trabalho há muito tempo, mas depois que vi uma apresentação dele com a sua banda no The Voice americano cantando 'Uptown Funk' fui atrás e gostei de muita coisa que ouvi.

O som dele tem muito de Michael Jackson e seus movimentos de dança, algo que observei junto com milhares de outras pessoas no show, tem muito de James Brown. E que mistura boa essa, não?

Partimos para o show no Morumbi cedo, pois a ideia era ver o show de abertura da DNCE. A banda é claramente uma produção do Joe Jonas (sim, aquele do Jonas Brothers). Quando digo isso é porque a banda é muito competente no que se propõe a fazer, mas dá para ver que cada um é um personagem escolhido diretamente para sua posição no grupo e todos tem um visual bem característico. Nada é muito natural...

DNCE
Joe Jonas foi lá, pensou no som que queria fazer, escolheu a dedo mais três músicos e montou uma banda que tem um hit grande de 2015 e várias outras músicas mais ou menos conhecidas, faz algumas versões interessantes e provavelmente ganha muito dinheiro. Rs

Não é uma crítica à banda. Fazem um bom som, são divertidos e tem boas composições. É apenas uma constatação sobre o conjunto. Eu curti, dancei, cantei e conheci algumas coisas deles que não conhecia e passei a ouvir.

O setlist foi:
1. Gonna Fly Now (cover do Bill Conti)
2. Kissing Strangers
3. Naked (tem vídeo)
4. DNCE
5. Body Moves
6. Da Ya Think I'm Sexy? (cover do Rod Stewart)
7. Toothbrush
8. Pay My Rent
9. Seven Nation Army / Wannabe / Oops!... I Did it Again (várias versões)
10. Cake by the Ocean

Confesso que curti principalmente a música 'Kissing Strangers' e achei bem legal uma banda nova tocando Rod Stewart. Claro que eles finalizaram com 'Cake by the Ocean', seu principal sucesso, terminando o show lá em cima.


Passar por cima dessa vibe não foi complicado para o Bruno Mars. O show do cara não é um só mais um desfile de hits e/ou uma performance de dança, o que já seria muito bom. Mas o cara tem uma banda que se mexe pelo palco todo, toca nota sobre nota sem errar e realiza todas as coreografias junto com o seu líder. É um trabalho impecável.

O setlist foi:
Bruno Mards e Banda
1. Finesse
2. 24K Magic
3. Treasure (tem vídeo)
4. Perm
5. Calling All My Lovelies
6. Chunky
7. That's What I Like
8. Versace on the Floor
9. Marry You
10. Runaway Baby
11. Talking to the Moon
12. When I Was Your Man
13. Piano Solo
14. Locked Out of Heaven
15. Just the Way You Are
15. Uptown Funk (bis)

Bruno Mars
Um show super divertido. Espetáculo talvez seja a melhor palavra para descrever o que vimos nesta noite. É uma coisa meio como se fosse um musical. Curti muito o trabalho dele e achei o swing da banda toda MUITO foda.

Mas tenho críticas. Achei uma péssima escolha terminar o show, antes do bis, com uma música lenta. Antes do bis ficou um climão meio pata baixo. Além disso, o show teve apenas 1 hora e 30 minutos, o que eu acho muito pouco para um artista do calibre dele e também pelo preço que se cobrou por ingresso.

Claro que entendo que o importante não é o tempo, mas a qualidade do que ele se propõe a entregar. Mas hoje, a não ser que você tenha para lá de 60 anos (e às vezes nem assim), nenhum artista desse calibre faz um show menor do que duas horas. Particularmente fiquei frustrado. Mas o fato é que deu para conhecer mais o trabalho do artista e se divertir bem. Vamos ver o que ele produz no futuro, porque até aqui ele tem feito um trabalho muito bom.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Inesquecível! Michael Jackson e The Jacksons

Quando se trata de Michael Jackson, quase tudo é inesquecível, mas em 2001 houve uma apresentação televisionada que entraria para a história.

Dias 07 e 10 de setembro foram realizados dois shows em homenagem aos 30 anos de carreira solo de Michael Jackson. Estas apresentações foram transmitidos em novembro (eu tinha na minha mente que era em outra data, mas parece que não) do mesmo ano, de forma editada, em um especial de 2 horas pela CBS nos Estados Unidos.


A apresentação toda e as homenagens foram memoráveis. Mas houve pouco mais 10 minutos muito especiais, quando anunciados por Elizabeth Taylor, Michael entra para fazer um medley com o The Jacksons.

Inicialmente como Jackson 5, os 5 irmãos começaram a banda em 1964 e fizeram muito sucesso, contratados pela gravadora Motown. Em 1975, reclamando da falta de liberdade de criação na Motown, assinaram um contrato com a Epic Records. Deste momento em diante, passaram a chamar-se The Jacksons, pois a antiga gravadora ficaria com os direitos sobre o nome e o logo original da banda. Dos 5 irmãos, apenas Jermaine, casado com a filha do dono da Motown, mudaram de gravadora. Para continuar como um grupo de 5, o irmão mais novo Randy, substituiu Jermaine.

E o que fez da apresentação de 2001 histórica? O fato de ter sido a primeira reunião do grupo desde o seu fim. Além disso, foi uma apresentação que contou com os 6 irmãos Jackson. E claro, foi uma das aparições de Michael Jackson, que sempre levavam o público ao delírio.

'Can You Feel It', 'ABC', 'The Love You Save', 'I Want You Back', 'I'll Be There' e 'Shake Your Body (Down To The Ground)' foram as músicas escolhidas e que você pode ver nos vídeos abaixo. Eles também tocaram 'Dancing Machine', com o N'Sync, banda do então muito jovem Justin Timberlake, considerado por muitos, o substituto do rei do pop, mas claro sem toda a sua majestade.

Aproveitem a nostalgia. Pois muita gente que ama estes caras, nunca tiveram a oportunidade de vê-los ao vivo, nem pela TV. Inesquecível!





sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A Música Pop - O Início / Michael Jackson

A Música Pop, agora, toda 6a, aqui no Shows, Música e Afins.


Faz tempo que queria escrever uma coluna no blog. Finalmente o tema veio até mim: a música pop! Mas num sentido um pouco mais amplo da coisa.

Pop, genericamente, é algo relacionado a cultura do povo, popular.

A Música Pop, no sentido literal é definida como aquela produzida para fins comerciais, geralmente direcionada a um público jovem e que tem suas composições mais simples em relação a outros estilos.

Mas aqui, com a Música Pop, quero falar não só daquilo que é feito para povo, não só do que é comercial e não só do que é simples. Quero falar daquilo que virou pop, que caiu nas graças das multidões e que marcou época. Que está ou esteve na boca de todos. Que se tocar, você vai se lembrar!

São artistas (muito populares ou aqueles que só produziram um ou dois hits), músicas (hits, divertidas, pesadas, entre tantas) e performances memoráveis... Diversas situações que gostaria aqui de escrever sobre... Claro, por preferências pessoais, imagino que devo acabar caindo mais para a música internacional, para o rock pop e provavelmente para os anos 80 e 90. Mas... vamos ver para onde isso caminha!

Eu particularmente sou um fã do pop, no sentido amplo da coisa. Não sou o tipo que baixa álbuns inteiros. Gosto daquela música que faz sucesso. E as vezes, gosto da música antes dela fazer sucesso, mas ela cai nas graças do povo. Meu ouvido gosta do que todo mundo gosta. Mas, sempre com limites, claro!

Isso de fato decola semana que vem... E para marcar este começo, O Rei do Pop!

Michael foi um dos maiores artistas negros da história até aqui (existem tantos artistas negros brilhantes, que mesmo sabendo que ele pode ter sido o maior expoente, não tenho a segurança para afirmar que de fato ele foi o maior)! Tornou-se o maior artista pop da história não só pela sua música, mas também pelo carisma (que depois de velho passou a ser mais excentricidade) e principalmente pela sua interpretação e dança. Tudo junto.

Putz! Sério que eu vou escrever o que todo mundo já sabe? Provavelmente sim, mas estou escrevendo sobre o Michael Jackson para poder lembrar sobre o passo de dança mais pop da história: o moonwalk.

Ele foi apresentado pela primeira vez dia 25 de março de 1983 no show especial para a TV, Motown, Yesterday, Today, Forever. Não poderia concordar mais com o título do show. Os Jacksons, contratados pela Motown quando ainda eram uma banda, se apresentaram na comemoração dos 25 anos da gravadora e Michael depois fez a performance solo de Billie Jean, composta por ele mesmo e gravada já pela Epic.

Segundo Michael Jackson, o passo foi inventado junto com as crianças com quem brincava em Indiana, onde nasceu. Mal sabia ele que este passo o sacramentaria como o artista como o maior nome da época em que foi apresentado e o estabeleceu como o artista pop mais importante da história, até aqui.

Então foi assim... Direto do túnel do tempo!


Até as próximas sextas!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Stevie Wonder - 29/09/2011

Sim, o show do Jamiroquai me frustrou um pouco, mas a noite era dele: Stevie Wonder! Para quem não sabe, este foi o show de número 146. E era um dos 3 shows que eu queria ver antes de morrer (ou que eles morressem).

Estávamos lá e mal sabíamos que estávamos prestes a ver o melhor show do Rock in Rio (eleito pelo público e eu concordo). Tudo começa com um teclado tocando. Fabio diz que é o roadie e Otavio diz que é o próprio! E assim, vamos por um tempo. A banda entra, o som continua e de repente ele entra sozinho e vai até o microfone. E tudo começou...

Antes de seguir, preciso colocar aqui o setlist.

1) How Sweet It Is (To Be Loved By You) - cover do Marvin Gaye
2) My Eyes Don't Cry 8
3) Master Blaster (Jammin')
4) The Way You Make Me Feel - cover do Michael Jackson
5) Higher Ground
6) Visions
7) Living for the City
8) Don't You Worry 'bout a Thing
9) The Girl From Ipanema
10) Você Abusou
11) Send One Your Love
12) Overjoyed
13) My Cherie Amour
14) Signed, Sealed, Delivered
15) Sir Duke
16) I Wish
17) Isn't She Lovely
18) You Are The Sunshine of My Life
19) I Just Called to Say I Love You
20) Superstition
21) As
22) Another Star (bis)

Bom, o setlist deveria falar por si só, mas eu vou descrever este show! ESTE SHOW TEVE A MAIOR E MAIS EMPOLGANTE SEQUÊNCIA DE HITS QUE EU JÁ VI E OUVI! Tudo começa com How Sweet It Is, versão dele e sensacional! Público já delirando, cantando junto, fazendo 'la la la la la la' em um só tom... Boa forma de começar.

O show continua e chegamos em outro ponto alto com o cover de The Way You Make Me Feel do Michael Jackson. Uma palavra: ESPETACULAR! Eu sou fã do Michael Jackson, então a música de um gênio tocada por outro, só pode ser marcante.
No meio das músicas o mestre vai pedindo que repitamos alguns sons com ele! Mas ele não sabe brincar... Dá pra pedir coisas menos complexar Sir?

Seguimos com Higher Ground e a primeira piração da platéia dançando muito! Algumas músicas mais calmas e vem Don't Worry About a Thing que eu acho muito boa! Mas essa foi apenas uma prévia para uma sequência de músicas brasileiras.

Garota de Ipanema na versão em inglês e Você Abusou trouxeram de fato a platéia para o lado dele. A empatia estava cravada! Agora era só coordenar. Mas devo ressaltar que a platéia toda cantando Garota de Ipanema com ele só tocando foi marcante (por ser música brasileira, por ser uma grande estrela da música mundial reconhecendo o valor da nossa música, por ser um bando de brasileiro cantando aquela música pra lá de orgulhosos) e rivaliza com o mosh de 4 metros de altura do Slipknot como o momento mais marcante do Rock in Rio pra mim (ainda estou tentando decidir. Pode dar empate?).

E aí começa a tal maior sequência de hits que eu já vi num show! Um hit atrás do outro! Parecia que a cada música era uma nota mais alta na escala musical. Todo mundo em êxtase! Para mim, êxtase atingido com Sign, Sealed, Delivered e Superstition.

Os clássicos Isn't She Lovelly, You Are the Sunshine of My Life e I Just Called to Say I Love You matam o show e a platéia, na parte romântica, mas ainda dançante do show (sem contar que pirei com Overjoyed e Sir Duke antes... CARA, COMO TEVE MÚSICA BOA NESSE SHOW).

Para terminar As, com participação especial de Janelle Monae, que já andava ali pelo palco cantando uma coisa ou outra! Um bis com Another Star e acabou...

Como acabou? Foram só 15 minutos! Ao terminar este show vi que minha teoria de que quando um show parece que foi rápido demais, é porque você aproveitou tanto que nem viu o tempo passar! E assim foi... Rápido, dançante, empolgante, extasiante. Um daqueles shows que eu poderia ir toda semana, mesmo sabendo o perrengue que foi para chegar e ir embora...

Obrigado MESTRE! Como disse Otavio: este show não matou minha vontade de ver Stevie Wonder, apenas aumentou a vontade de vê-lo de novo (se possível, num show menor numa casa de show)!

(Abaixo dois vídeos: o primeiro do momento especial da platéia cantando Garota de Ipanema. O segundo, o show completo para quem quiser ver o que foi isso! Fico sem vídeos meus, pois eles nunca fariam justiça a este espetáculo.)