Mostrando postagens com marcador Pearl Jam. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pearl Jam. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Lollapalooza - 24/03/2018

Apenas uns 5 meses atrasado, sigo colocando o blog em dia e bora de 2o dia do Lollapalooza 2018, que foi um dos melhores dias desse festival que eu já vi. Chegamos cedo, mas não tão cedo, e acabamos não vendo o primeiro show do dia que o André queria ver, mas conseguimos ver Anderson Paak.

Anderson Paak
Anderson Paak na bateria
Sabe aquele cara que você tem vontade de ser amigo, mesmo sem conhecer? Ele é o Anderson Paak. Você chega, o palco vazio, você fica quase na frente. Sonzinho swingado ou seria um hip hop swingado? R&B da melhor qualidade, um hip hop cheio de malemolência.

Ele começa cantando, você vai curtindo. E de repente o cara entra na bateria e segue cantando. Mas ele toca muito. Ele canta muito. Ele sorri o tempo todo. Sabe quando um profissional te passa a impressão de que ele está se divertindo enquanto trabalha? É isso que se vê no palco. Uma pessoa feliz e transbordando essa felicidade do palco para a platéia.

Ninguém o conhecia. Eu só tinha ouvido falar graças ao meu amigo Rafael. E todo mundo curtiu, muito! Eleito por todos como um dos melhores shows do festival e seguramente a revelação.

Que volte mais e com mais trabalhos, pois com certeza ainda tem muita lenha para queimar.


David Byrne
David Byrne começando o show
No meu ponto de vista, este foi o melhor show do festival em 2018. David Byrne é o cara que comandou o Talking Heads. Mas ele é muito mais que isso. Ele é o cara que faz um show que merecia ser performado em Inhotim, porque é uma peça de arte contemporânea.

Um cenário totalmente limpo, acinzentado. O chão e as paredes. Ele começa sozinho no palco, com uma mesa, uma cadeira e um cérebro na mão. Ao começar a cantar, você imagina que aquilo será uma merda. Que viagem é essa? Mas aquilo é só o início da coisa toda...

Apesar de querer vê-lo muito, estava receoso, pois haviam me dito que em ocasiões anteriores ele havia se recusado a tocar músicas do Talking Heads e havia sido até rude com a platéia que pedia músicas da banda. Não foi o que aconteceu dessa vez. O setlist foi:

1. Here
2. I Zimbra (música do Talking Heads)
3. Slippery People (música do Talking Heads)
4. Everybody's Coming to My House - tem vídeo
5. This Must Be the Place (Naive Melody) (música do Talking Heads)
6. Once in a Lifetime (música do Talking Heads)
7. Toe Jam (música do Brighton Port Authority)
8. I Dance Like This
9. Every Day Is a Miracle
10. Blind (música do Talking Heads)
11. Dancing Together
12. The Great Curve (música do Talking Heads)
13. Burning Down the House (música do Talking Heads)

David Byrne e toda a banda no palco
Com o repertório recheado de Talking Heads, com um cenário sem amplificadores, cabos ou instrumentos e uma banda enorme que tocava tudo sem cabos (inclusive uma bateria completa que se dividia entre 3 e 5 pessoas), mais do que um show, a apresentação era uma performance.

Todas as músicas tinham coreografia. Todos os componentes da banda tinham seu papel. Um mix de música e teatro. E recomendo a todos. Uma surpresa e tanto tudo que ele levou ao público.

E finalizar com 'Burning Down the House' foi ápice de uma experiência perfeita. Quem não conhecia, vibrou. Quem conhecia, berrava. Não importa a idade, David Byrne quebrou a banca nesse Lollapalooza.


Mano Brown
O antigo/atual líder dos Racionais foi o principal nome nacional do festival de 2018, ao meu ver. Tocou em horário nobre, antes de um dos shows mais bombados, no palco ao lado.

Uma pena que o preconceito de muitos não permitiram que uma galera fosse ver o show: seja porque não gosta de Racionais ou porque gosta de Racionais e som da carreira solo dele é muito diferente. Vou te falar: QUE PUTA SHOW!

Mano Brown
O setlist foi:
1. Nave mãe
2. Mal de amor
3. Gangsta boogie
4. Boa noite são Paulo - tem vídeo
5. Louis Lane
6. Dance, dance, dance
7. Eu te proponho
8. Cassiano
9. Flor do gheto (com Max de Castro)
10. Amor distante
11. Adicto/ de frente pro mar
12. Hear to heart
13. Você e eu só
14. Felizes

Há muito tempo o Brasil não produzia um som tão black, tipo Tony Tornado, que fosse consumido em larga escala. Tem gente fazendo, mas ninguém consegue chegar ao grande público. Mano Brown quebrou essa resistência.

Levou o funk, o charme, o swing e o romantismo para o palco. E por mais que seja estranho ver o cara de palavras tão diretas e pesadas do Racionais ali, naquele papel, o show é fantástico. Abaixo ao preconceito! Mano Brown trouxe mais uma faceta da música nacional ao grande público e a galera gostou.

Todo ano levanto essa bandeira. Queria ver mais bandas e artistas nacionais nos horários e palcos principais do Lollapalooza. Para isso, nossa produção precisa melhorar. E acho que estamos percorrendo este caminho. Foi legal demais!


Imagine Dragons
Imagine Dragons começando
De longe, mas de loooooonge o show mais bombado do Lollapalooza. Assim como havia sido a primeira aparição dos caras por aqui.

Honestamente, eu não sou muito fã. Mas todo mundo queria ver, então fiquei para ver também. A maioria do pessoal não animou a ver o Mano Brown e ainda bem, pois guardaram lugar no palco. Muita gente ficou do David Byrne esperando o Imagine Dragons, para guardar lugar. Muita gente chegou no intervalo para guardar lugar. E quando começou o show, mal tinha espaço para respirar.

O setlist foi:
1. I Don't Know Why
2. Believer
Imagine Dragons no palco
3. It's Time
4. Gold
5. Downfall
6. Whatever It Takes
7. I'll Make It Up to You
8. Intermission
9. Mouth of the River
10. Yesterday
11. Next to Me - tem vídeo
12. Start Over - tem vídeo
13. Demons
14. Intermission
15. Rise Up
16. On Top of the World
17. Thunder
18. Walking the Wire
19. Radioactive

Marcelo e Lucas curtindo o Imagine Dragons
Os caras são bons. Não dá para negar. E entre a performance de todas as músicas com perfeição, a interação com o público é matadora. Incluindo um depoimento sobre depressão, pedindo apoio a causa (que foi bem legal).

Apesar de nova, a banda tem diversos hits já, o que transforma o show numa catarse coletiva. Também é legal ver toda uma nova geração curtindo festival por causa de caras como eles. Inclusive o Lucas, filho do meu amigo Marcelo, que pela segunda vez estava vendo os caras, mas a primeira num festival. E como sempre é, foi legal para caramba poder vê-lo, ainda criança, curtir o show e o festival todo. É muito legal poder ver o interesse da molecada por rock ao vivo.

Eu posso não gostar o quanto eu quiser, mas é fato que o Imagine Dragons sempre leva multidões para os seus shows no Brasil e neste não foi diferente. Palmas para os caras pelo trabalho deles. Foi uma bela apresentação.


Pearl Jam
Pensa numa banda que eu gosto. Agora numa banda que nunca vi um show que eu gostasse. É o Pearl Jam. Ou o som estava baixo, ou o som estava ruim, ou o local era uma merda, ou estava cheio demais. Mas nunca consegui curtir um show deles como gostaria, até este dia. FOI FODA!!!

O setlist foi:
1. Wash
2. Corduroy
3. Do the Evolution
4. Why Go
5. Mind Your Manners
Pearl Jam no palco com uma multidão na platéia
6. Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town - tem vídeo
7. Can't Deny Me
8. Even Flow
9. Happy Birthday to You (cover do Mildred J. Hill & Patty Hill)
10. Mountain Song (cover do Jane’s Addiction com Perry Farrell)
11. Breath
12. Pulled Up (cover do Talking Heads)
13. Unthought Known
14. Jeremy - tem vídeo
15. Sirens
16. Down
17. Better Man
18. Hold On
19. Black
20. Once
21. Lukin
22. Porch
23. Smile (bis)
24. Comfortably Numb (cover do Pink Floyd - bis)
25. Alive (bis)
26. Baba O'Riley (cover do The Who - bis)
27. Yellow Ledbetter (bis)

Era a quarta vez que estava vendo os caras. O show lotado, pela nova estratégia do festival de ter apenas uma banda grande no fechamento. O som bom até lá atrás, onde gosto de ficar. Espaço para curtir, sem ficar se batendo nas pessoas. Bares pertos, apesar de muita gente na fila. Eu estava genuinamente feliz.

E um mix incrível no repertório, cheio de hits da banda, de covers de músicas de outras bandas fodas, além de uma participação especial do Perry Farrel, amigo dos caras e dono do festival.

Que maneira de encerrar o melhor dia de Lollapalooza que já vi. Primeiro porque tinha pouca expectativa. Segundo porque todos os artistas nos surpreenderam com grandes apresentações. E porque finalmente eu consegui ver um show do Pearl Jam que eu de fato aproveitasse. Como eu gosto disso. Foi mais um dia que fui embora para casa muito feliz! E ainda tinha mais um dia.

- Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town


- Jeremy

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Eddie Vedder - 07/05/2014

Eddie Vedder foi um show bastante esperado. Só ele no palco e o público, sentado, podendo apreciar uma voz já consagrada no Pearl Jam e um repertório que seguramente teria músicas da banda, mas também músicas solo dele, principalmente do filme "Into the Wild"(ou "Na Natureza Selvagem"), que tem uma trilha sonora incrível.

Eddie Vedder
E de fato valeu tudo que estávamos, Marina e eu, esperando. O show começou meio morno, com músicas um pouco mais desconhecidas, versões de outros artistas, e um estranhamento da platéia, que estava acostumada a ver o Eddie Vedder com sua banda e fazendo muito barulho. Mas com sua interação com o público, músicas mais conhecidas e com os olhos acostumando com ele sozinho ali no palco, o show cresceu e muito.

Nota mais que negativa, infelizmente, para nós, o público. Fomos avisados para NÃO tirar foto com flash e para fotos e vídeos se restringirem ao mínimo possível. O show, segundo uma americana da produção e uma tradutora, foi feito para ser curtido ali, naquele momento e não através da tela do celular. Bastou o Eddie Vedder entrar no palco e flashes começaram a pipocar de todos os lados e milhares de telas de celular sugiram no meu campo de visão. E assim seguiu até o fim do show. Alguns entenderam, outros fizeram imagens limitadas (eu estou nesse grupo, afinal de contas, não poderia deixar o blog sem nada), mas muita gente simplesmente desrespeitou o pedido do artista até o fim (e posso ver isso na timeline das minhas redes sociais, com gente postando diversos vídeos e fotos). Mas anda se compara aos flashes sendo disparados durante toda a apresentação... :(

Além disso, os gritos histéricos, pedidos de música e outras manifestações quaisquer em voz alta, constantemente interrompiam o artista que foi sutil, porém deixou seu recado em relação a isso ("é impossível ouvir Deus, quando o diabo grita", "é assim que você faz eles se calarem" depois de fazer um moonwalk ou "guardem suas vozes para algo útil, como cantar comigo"). Somando-se isso ao entra e sai de gente durante todo o show, que começou por volta das 21:40 e foi até a 00:20, fez com que chegasse a conclusão que precisamos aprender a nos portar durante uma apresentação intimista como esta.

Mas falemos do show. O setlist foi esse (enorme, né?):

1. Walking the Cow (música de Daniel Johnston)
2. Trouble (música de Cat Stevens)
3. Dead Man (música do Pearl Jam)
4. Can't Keep (música do Pearl Jam)
5. Sleeping By Myself 
6. Without You 
7. Soon Forget (música do Pearl Jam)
Eddie Vedder e o público
8. Light Today 
9. Throw Your Arms Around Me (música de Hunters & Collectors)
10. I'm One (música do The Who)
11. Speed of Sound (música do Pearl Jam)
12. I Am Mine (música do Pearl Jam) tem vídeo*
13. Man of the Hour (música do Pearl Jam)
14. Wishlist (música do Pearl Jam)
15. Far Behind 
16. Setting Forth 
17. Guaranteed 
18. Long Nights (com Glen Hansard, mas houve algum problema técnico)
19. You've Got to Hide Your Love Away (música dos Beatles)
20. Unthought Known (música do Pearl Jam)
21. Picture in a Frame (música de Tom Waits)
22. Future Days (música do Pearl Jam)
23. Masters of War (música de Bob Dylan)
24. Porch (música do Pearl Jam)
25. Sleepless Nights (música do The Everly Brothers com Glen Hansard) tem vídeo*
26. (I Won't Hold On...) (com Glen Hansard) (sem nome da música oficial)
27. Society (música de Jerry Hannan com with Glen Hansard)
28. Falling Slowly (música de The Swell Season com Glen Hansard)
29. Last Kiss (música de Wayne Cochran)
30. Should I Stay or Should I Go (música do The Clash com Marcelo, fã, cantando)
31. Off He Goes (música do Pearl Jam)
32. Open All Night (música de Bruce Springsteen)
33. Better Days 
34. Hard Sun (música de Indio com Glen Hansard) (bis)

Como escrito mais acima, o show começou meio morno. Gritos de fãs, mas devagar. Eddie Vedder então aos poucos começou a interagir com a platéia, falando da sua sorte em poder vir ao Brasil de vez em quando, como era bom tocar aqui, com seu português esforçado. Além disso, músicas mais conhecidas começam a aparecer no setlist.

Eddie Vedder e Glen Hansard
Começa com uma guitarra, pega um violão, toca um ukulele (pouca gente vi tocar isso tão bem ou até mesmo tocar isso. Só meu amigo Rafael Ramos! Rs). Chama o Glen Hansard, que fez o show de abertura, para tocar baixo numa música e erra tudo. Chama ele depois para fazer um backing vocal na música 'Sleepless Night', sem nenhum tipo de amplificador ou microfone, num momento ÚNICO! Glen volta depois com um violão.

Usa um gravador de rolo, para colocar (ou simplesmente fingi que usa para ilustrar) sons complementares ou playback de uma banda ao fundo. Toca em um cenário simples, acolhedor. Fica sozinho de frente para todo o público, dominando (com um erro ou outro ao tocar) a situação.

As músicas do Pearl Jam e da trilha sonora de 'Into the Wild' chamam a platéia pra cima. O Eddie Vedder pede para a platéia levantar, que aí fica louca, pois vem tentando fazer isso há algum tempo. Alguns começam a pular como se fosse um show da banda completa. E ninguém mais senta. Cada aplauso, todos de pé, pois ele merece. Ele ouve que é Deus do Marcelo, um fã chamado ao palco para cantar 'Should I Stay or Should I Go' com ele no palco, enquanto o ukulele é tocado.

'Hard Sun', com Glen no palco, encerra um show em que todos ficaram meio hipnotizados, se sentindo um pouco íntimos do Eddie Vedder, querendo chamar ele para uma cerveja depois do show.

Um exemplo de artista carismático, completo. Que não vive só daquilo que o projetou. Mas é capaz de se reinventar e se conectar ao público de uma forma totalmente diferente. Longa vida a ele! Eddie Vedder. Que você possa surfar nas ondas do público brasileiro mais vezes.

Abaixo, um agradecimento ao Brasil, juntamente com uma do Pearl Jam e um trecho dele e Glen mandando ver a capela para todo o público.

* vídeos removidos por ordem do Pearl Jam, por violação de direitos autorais. Minha opinião: por mais que entenda a lei de direitos autorais, o blog não tem nenhum objetivo financeiro e trata de valorizar a obra do artista. Uma pena que o material não possa ser usado, pois de fato só confirmava a qualidade da apresentação.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Lollapalooza – 31/03/2013


Domingo de Páscoa. Já acostumados com a lama e malandros em relação a saída, vamos direto de música.

- Kaiser Chiefs
Sensacional é o que se pode falar do show. As músicas todo mundo já conhecia, mas a energia do vocalista, Ricky Wilson impressionou a maioria. Correndo de um lado para o outro, subindo na galera, andando pelos corredores no meio da multidão e até subindo na torre de iluminação, ele aprontou.

Leu discurso em português, botou pilha na galera e deu um daqueles shows que acorda qualquer um. No meu caso, grata surpresa, pois em 2005, quando os vi, tinha sido apenas um show bom.

Como primeiro show do dia que via, foi uma bela introdução para o que viria a seguir. E antes de seguir veja o vídeo de 'Kinda Girl You Are'.


- The Hives
Sem dúvida nenhuma o melhor show do Lollapalooza 2013. O som, a atitude, a simpatia, tudo cativa no show dos caras.

Grandes sucessos ou não, todo mundo dançou durante toda a apresentação. A banda, do vocalista ao baterista, completamente pilhada, mesmo tocando de cartola e fraque. Todos são performáticos.

Claro que os holofotes ficam no vocalista Per Almqvist, que conversa com a multidão o tempo todo, anuncia as músicas, desce até a plateia para dar autógrafo numa capa de disco, faz todos rirem e sim, faz pelo menos 50 mil pessoas sentarem para levantarem explodindo junto com o refrão da sua última música. Simplesmente ESPETACULAR!

Energia e animação de sobra para quem gosta de rock and roll. Como no vídeo de 'My Time is Coming', abaixo.


- Planet Hemp
Show nacional mais esperado. Como todo show que antecede o principal show da noite, pensei que fosse estar vazio. Depois do Pearl Jam, seguramente foi o show mais cheio do festival.

O show foi dividido em três atos, passando pelas fases e álbuns da banda. Infelizmente a estrutura do palco secundário do festival não tinha potencia para segurar o som até o fundo, onde ainda tinha muita gente curtindo.

Mas mesmo quem não fuma, conhece a banda e se divertiu com as músicas mais conhecidas. De resto, era um show para quem gostava mesmo da banda, pois teve muito hard core, coisa que até então não tinha aparecido no festival.

Junto com o DJ Marky e Criolo, foram as estrelas nacionais do festival, seguramente. E aqui rola 'Zerovinteum'.


- Pearl Jam
O show mais esperado do festival, com certeza foi o mais cheio. 2 horas e 15 minutos recheadas de clássicos, com todo mundo cantando a plenos pulmões. Os clássicos do álbum Ten foram os que mais tiveram o coro acompanhando.

Sem estar em turnê e no meio da gravação de um disco, Eddie Vedder parecia bem cansado. E pediu pela ajuda do público para cantar, mas a apresentação rolou tranquila e clássica como sempre.

Discurso de apoio ao casamento gay, cover dos Ramones, cover do The Who. Enfim, inesquecível como sempre. E sem dúvida, o melhor show da banda no Brasil, principalmente pela qualidade do sim, que desta vez não ficou baixo. No vídeo de 'Jeremy' abaixo tá foda de ouvir, mas é porque a galera canta alto pacas.


E assim finalizamos o Lollapalooza, com muita lama, estrutura boa, Heineken mandando no festival e junto com a organização cobrando 8 reais no copo da cerveja, mas com um lineup primoroso e muita música boa.

Para 2014 as datas de 18, 19 e 20 de abril já estão definidas como sendo as datas do evento. Esperemos apenas, que diante de tantas especulações sobre o mercado de entretenimento no Brasil, que os preços baixem um pouco. R$ 330,00 por dia, por mais que tenhamos impostos e o problema da má utilização das carteirinhas de estudante, vai acabar matando o festival. Ou que se pense em formas alternativas, como desconto para quem compra os 3 dias, etc.

O festival é bom, mas como tudo no Brasil e principalmente em São Paulo, tão puxando demais.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pearl Jam - 04/11/2011

YEAH! Pearl Jam baby! Uma das bandas com mais atitude que ainda nos habita! Eddie Vedder e sua trupe passam pelo Brasil 5 anos depois dos shows no Pacaembu e lá fui eu de novo. Não só eu, pois além da galera toda que eu sabia que ia, encontrei muita gente no show: (além da companhia da prima Keka, do namorado da prima Henrique, do primo Zeca) encontrei lá o famoso Mini Me (guilherme Rebelo), Crazy (Bruno), Rachel e Gustavo (casal pilhado), Flavia e Marina (companheiras de show), Laura, Aline e Helena (amigas presentes sempre nas horas mais divertidas) e Sassá (amiga da prima). E ainda tinha muito mais gente conhecida por lá... Resumindo, todo mundo queria ver esse show.


Fiquei um bom tempo digerindo o que tinha acontecido no Morumbi antes de conseguir ter uma opinião sobre o show. Acho que um show não é feito só de música, mas também pela banda, platéia, empolgação, energia, etc. E infelizmente este show não teve só coisa boa na minha opinião. Então precisei de muito tempo para formar minha opinião. Mas antes que saibam qual é ela, segue o setlist do evento.

1) Go
2) Do The Evolution
3) Severed Hand
4) Hail Hail
5) Got Some
6) Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town
7) Given To Fly
8) Gonna See My Friend
9) Wishlist
10) Amongst The Waves
11) Setting Forth (Eddie Vedder - Trilha Sonora do filme Into the Wild)
12) Not For You (Modern Girl by Sleater Kinney Tag)
13) Even Flow
14) Unthought Known
15) The Fixer
16) Once
17) Black
18) Just Breathe (bis 1)
19) Inside Job (bis 1)
20) State Of Love And Trust (bis 1)
21) Olé (Single sem lançamento em um álbum - bis 1)
22) Why Go (bis 1)
23) Jeremy (bis 1)
24) Last Kiss (cover de Wayne Cochran - bis 2)
25) Better Man (bis 2)
26) Spin The Black Circle (bis 2)
27) Alive (bis 2)
28) Baba O'Riley (cover do The Who)
29) Yellow Ledbetter (bis 2)

Sim senhoras e sinhores! Quase 30 músicas de puro rock and roll! Grunge de Seattle (não, grunge não é um monstro como uma vez disse a estagiária aqui de onde eu trabalho). E diga-se passagem, dava para sentir até o cheiro de naftalina no estádio. De repente, todo mundo tirou suas camisas de flanela xadrez do armário! Rs

A primeira música do show deixou claro exatamente o que eu vi dali em diante. Um show com muita energia da banda, mas com UMA MERDA DE SOM! Se eu encontrar o engenheiro de som responsável pelo evento, eu mato! Não sei se foi o vento que tava bombando, se tinha caixa de som a menos, se tinha menos torre para reforçar o som que o necessário ou se faltou potência, mas o som tava uma merda! Meu achismo diz que era o vento, pois por vezes o som vinha com tudo e outras horas ficava muito longe! O vídeo do show abaixo deixa isso bem claro! E a primeira música foi isso, a porrada que é Go com aquele som lá no fundo... Empolgação no palco e nem tanto na galera, porque aquela pancada não chegava! Onde ficou o grave o show eu não sei? Não ouvi linha de baixo, não senti bumbo da bateria explodindo no peito! Como disse, o som estava uma merda!

O show continua com algumas pedradas que deixam a galera doida (pelo menos todo mundo ainda lembra o refrão). Rola uma música da trilha sonora do Into the Wild (Na Natureza Selvagem), toda composta pelo Eddie Vedder e achei irado, pois adoro o filme! E a primeira metade do show passou assim: vento, som meio longe, algumas pedradas e a galera pirando nos refrões famosos.

Mas aí começa a segunda metade do show! E que segunda metade! Começou um pouco antes já com Even Flow, mas daí foi pedrada, dois bis, hits, galera pulando, o som ainda uma merda, todo mundo cantando junto, o som ainda uma merda e vento! Sequência depois de Even Flow com The Fix, Once e Black! Depois no primeiro bis para me matar de vez State of Love and Trust (porra, até agora não acredito que eles tocaram essa música. Quando ele anunciou, dei um grito e ficou todo mundo olhando em volta! Porra, eu curto muito a música e o André Mertens achou que foi de presente de aniversário para ele! Hmmmmmm...) e a galera delirando com Jeremy! E o vento soprando e o som uma merda.

No segundo bis um Last Kiss para fazer todo mundo cantar além do refrão (essa é mais novinha e aí nego ainda lembrava a letra toda). Better Man para fazer uns chorarem de emoção. Chega o maior momento do show com Alive e uma multidão se esgoelando e lembrando como era legal os anos 90! O show terminou com Yellow Ledbetter. Oi? Sim, com essa música! Eu não terminaria o show com ela, mas com o tradicional cover da banda! Kick out the Jams? I Belive in Miracles? Rockin' in the Free World? Nada disso! Baba O'Riley! THE WHO!!! Que surpresa!

"Don't cry
Don't raise your eye
It's only teenage wasteland"


INCRÍVEL! E para mim o show terminou aí! Pronto! E o vento forte! E o som uma merda! Mas valeu! Pelos clássicos. Pela banda. Pela atitude. Porque eu acho o Eddie Vedder foda e por mais estranho que isso pareça, eu queria ser o cara! Que faz rock and roll há 20 anos! Que surgiu do nada numa banda em Seattle e que tinha tudo pra ser deixada de lado, pois todo mundo só queria saber do Nirvana! Mas que lança disco ao vivo, briga com a Ticket Master, faz turnê, muda o setlist toda noite e que se esforça pacas para ser uma banda que sempre faz shows inesquecíveis!

Como bem disse Sassá Korman (sim, a amiga da prima citada no início do post): "Ontem o Pearl Jam provou que ninguém precisa de um palco que gira 360 graus para fazer o bom e velho rock n’ roll.
Também mostrou que banda boa de verdade não precisa se apoiar em cenários pirotécnicos, telões gigantes, figurinos ou cortes de cabelo espalhafatosos para fazer um show do caralho. Eddie Vedder ainda tem a voz mais incrível e afinada do mundo sem precisar usar nenhum tipo de Pro Tools ou coisa que o valha. O resto da banda também continua dando seu show a parte. Fico muito feliz em saber que um show desses ainda lota um estádio e mantém viva a melhor coisa do mundo que é e sempre vai ser o rock n’ roll feito com talento e sem frescura."

Mas ainda espero um show deles com som descente no Brasil! Porque há 5 anos atrás também não foi dos melhores... Como falei, o som tava uma merda (como dá pra ver no vídeo abaixo... E sim, eles erraram a entrada da música! E não foi a única errada que eles deram! Banda de verdade também erra!)!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

2005 - Capítulo V: Os outros shows de 2005

2005 tinha de acabar em algum momento (quero ver como vou falar dos shows todos de 2011 que aconteceram antes da criação deste blog), né? Então vamos aos shows deste ano que não estavam dentro de nenhum festival.

- Capítulo V: Os outros shows de 2005
O primeiro show avulso que fui em março de 2005 foi o show do Lenny Kravitz. Foi bom, pois estava fazendo novos amigos em São Paulo e porque ouvi várias músicas que eu gosto. Mas de verdade, achei o show fraco.

O show foi no Pacaembu e me acompanharam (ou eu acompanhei) Mauricio Manfrini e Marina Rondon. Cheguei atrasado no show e chovia. Motivos suficientes para já não gostar do evento, mas o show do Lenny Kravitz tem muita coisa instrumental e definitivamente não é o tipo de show para estádio. Mais um que eu adoraria ter visto numa casa de shows. Mas valeu pelos novos amigos!

Em maio fui na loucura e na FNAC comprei ingressos para dois shows no Credicard Hall: Orishas e Eagle Eye Cherry! Ninguém quer ir? Vou sozinho! Felizmente, achei companhia.

O primeiro show foi o do Orishas. Conhecia uma música e baixei várias depois do show. Gostei muito e por vários motivos: o mix de rap e música latina/caribenha é boa demais para dançar. Depois porque tava quente e os figurinos femininos estavam sensacionais! Terceiro porque dona Fernanda Azevedo me acompanhou e foi uma ótima companhia!

Menos de uma semana depois foi o show do Eagle Eye Cherry. Alguns anos antes, ainda morando em Brasília, vi um show dele pela TV no Free Jazz Festival e fiquei morrendo de inveja! Dessa vez não ia deixar passar. Marcelo (o primo), Camila e Nariz me acompanharam e vou te falar: show para casal. Achei beeeeeeeeeeeeeem chato! Para compensar pulamos tudo que podíamos quando ele tocou 'Save Tonight'. Mas foi só!

Para finalizar o ano tivemos um dos shows mais esperados no Brasil até então: Pearl Jam. Como o show foi no sábado e no Pacaembu, aproveitamos para fazer um churrasco de aquecimento no próprio bairro na casa da extinta 'É Tutoria' (antiga agência de propriedade do já antes citado neste blog, Thiago Hackradt). Fomos já calibrados pro show e com uma galera!

O início do show foi de total decepção, principalmente pelo fato do som estar MUITO baixo. Problema comum na época para todo e qualquer show que eu ia (resolvido em todos os shows que vou no Morumbi atualmente. Local onde será o show do Pearl Jam este ano). Para resolver o problema, me juntei ao guerreiro PH Nunzio e fomos lá para frente para ouvir melhor o show. Não poderia ter sido melhor. O show merecia uma confusão para justificar o peso das músicas da banda e um show tão esperado, merecia ser bem ouvido.

Vários clássicos, direito a Ramones (I Believe in Miracles) e MC5 (Kick out the Jams). Valeu muito e é por isso que vou de novo neste show de 2011. Alguns acharam tão bom, que nem vão em 2011 para não correr o risco de ver algo pior que em 2005 (assim poderão manter a lembrança de algo histórico).

Na volta, o churrasco continuou. E me pediram para não citar, mas como esquecer que o tal guerreiro PH Nunzio esgasgou com um pedaço de carne e foi pro hospital desengasgar? Mas nem vou comentar o fato, pois é sacanagem!

Resumo de 2005: vários festivais sensacionais, principalmente o meu primeiro em Portugal. O Claro que é Rock infelizmente deixou de existir e alguns (apenas alguns!) dos shows que vi, veria de novo facilmente. Que venha mais Pearl Jam, Pixies, Foo Fighters, Orishas, Queens of the Stone Age, Arcade Fire... e o que mais der!