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sexta-feira, 23 de março de 2018

Jamiroquai - 18/12/2017

Jamiroquai, junto com Foo Fighters, são as bandas que mais vi na vida. 6 vezes cada uma. Este ingresso foi comprado com bastante antecedência, que nem lembro quanto tempo antes. O show foi em uma segunda-feira, e conflitou com a festa de fim de ano da esposa e fui liberado para ver o show. Além disso, tinha feito uma cirurgia há 5 dias. Então pular e dançar, nem pensar.

Fui com mais três amigos, fiquei lá no fundão e em vez de beber e dançar, acho que pela primeira vez, vi um show da banda de maneira contemplativa. Sacando o guitarrista e todo seu swing aparentando fazer nenhum esforço para tirar aquele som. Vendo o baterista e desejando tocar só um pouco do que aquele cara toca. Dando uma olhada nas linhas do baixo e babando na técnica do cara. Observando as backing vocals e percebendo a potência que sai de cada uma delas. Ouvindo as nuances sutis de cada tecladista, mas que impactam todas as músicas. E também vendo o quanto o JK, vocalista, está inchado de tanto remédio para as costas (problema que fez a banda cancelar vários shows da turnê, enquanto ele estava internado).

Enfim, foi um dia para ver e ouvir. Um show para provar com os sentidos. E foi animal, pois como disse, nos shows do Jamiroquai eu sempre me acabava de dançar e cantar junto.

O setlist foi:

1. Shake It On
2. Little L
3. Automaton
4. The Kids
5. Space Cowboy (tem vídeo)
6. Alright
7. Cloud 9
8. Superfresh
9. Cosmic Girl
10. (Don't) Give Hate a Chance
11. Hey Floyd
12. Travelling Without Moving
13. Summer Girl
14. Seven Days in Sunny June
15. Canned Heat (com algumas parte de Revolution 1993)
16. Love Foolosophy
17. Deeper Underground (bis)

Como o show era da turnê do novo disco, Automaton, que tem uma pegada ainda mais eletrônica, foram cinco músicas novas: 'Shake It On', 'Automaton', 'Cloud 9', 'Superfresh' e 'Summer Girl'. Quase um terço do show. Claro que o público quer ouvir os clássicos, mas o pessoal já estava por dentro do novo material apresentado. As novas composições não fizeram feio.

De resto o show segue uma mistura de hits de todos os discos. Sempre dançante, com algumas baladinhas no meio, como 'Space Cowboy' e 'Seven Days of Sunny June'.

'Canned Heat' foi o auge do show. Platéia TODA dançando. TODA mesmo, menos eu. A troca de energia nestes momentos é o que vale a pena nos shows.

O bis ficou por conta de 'Deeper Underground', o que já é padrão. O que não é padrão é não ter uma segunda música no bis. Ficamos esperando e nada e eles tem tantos outros clássicos para tocar.

Enfim, mais um ótimo show dos caras. Swing do começo ao fim e apesar de um JK menos pilhado, ainda com comando total do público. Esperando pelo próximo, pois quero voltar a dançar e cantar junto!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Legião Urbana - 16/07/2016

Turnê Legião Urbana XXX
A Legião Urbana é uma das bandas ícone do rock nacional dos anos 80. Capaz de também ser a banda mais odiada. Não sei se é pelo Renato Russo ou por essa coisa meio devota que os fãs tem com a banda. Mas o fato é, é uma banda que ou você ama ou odeia.

Eu sou do grupo dos que ama. Primeiro porque amo rock. Segundo porque amo rock nacional. Terceiro porque amo os anos 80 musicalmente. E quarto porque fui criado em Brasília e desculpa o bairrismo, mas quem teve a chance de viver os anos 80 e 90 em Brasília, mesmo como criança, foi banhado de boa música e não perde a chance de valorizar isso.

Tinha comprado ingresso para o festival João Rock para ver o show XXX da Legião Urbana, isto é, comemorativo de 30 anos do primeiro álbum da banda. Mas pela vontade de fazer um curso, vendi e comprei para ver o show em São Paulo, no Citibank Hall. Então sábado de noite, com frio e chuva, fomos, eu e Marina (que gostou do show, apesar de não conhecer tudo) ver a banda. Apenas uma nota rápida pelo não aviso no momento da compra dos ingressos de que haveria um show de abertura e também pelo fato do show ter sido anunciado para 22:30, mas ter começado apenas às 23:10, o que para mim é uma falta de respeito com o público.

Legião Urbana com André Frateschi
Eu não tive a chance de ver a banda com Renato Russo, infelizmente, pela sua morte prematura, mas tive a chance de ver o Dado Villa Lobos algumas vezes ao vivo e tive a chance de ver ele e o Marcelo Bonfá tocando o repertório da Legião Urbana num especial da MTV de tributo com Wagner Moura nos vocais. E por mais trágico que tenha sido ouvir o Wagner, a energia foi demais, pois todo mundo cantava tudo do início ao fim. Desta vez quem acompanha a banda nos vocais é André Frateschi, ator e cantor, que apesar de não ter nenhuma semelhança com Renato Russo em sua voz, não faz feio e leva bem a banda. E claro, os dois integrantes originais da banda também cantam algumas músicas.

Em março de 2015 Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá conseguiram o direito de usar a marca Legião Urbana sem problemas, depois de uma longa disputa com Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, que controlava todos os direitos e os impedia de usar a marca. A junção desta conquista com a celebração dos 30 anos do primeiro álbum da banda causaram esta turnê. E o setlist dela tem sido:

1. Será
2. A Dança
3. Petróleo do Futuro
4. Ainda é Cedo
5. Perdidos no Espaço
6. Geração Coca-Cola - tem vídeo
7. O Reggae
8. Baader-Meinhof Blues
9. Soldados
10. Teorema
11. Por Enquanto
Intervalo: Profecia de Renato Russo - Trilha Sonora
12. Tempo Perdido
13. Daniel na Cova Dos Leões
14. Há Tempos
15. Quase Sem Querer
16. 1965 (Duas tribos)
17. Dezesseis
18. Meninos e Meninas
19. Eu Sei
20. Pais e Filhos
21. Angra dos Reis
22. O Teatro dos Vampiros
23. "Índios"
24. Faroeste Caboclo (bis)
25. Perfeição (bis)
26. Que País é Esse? (bis)

Legião Urbana com André Frateschi
As primeiras 11 músicas tocadas são exatamente o primeiro disco da banda, na mesma ordem. E foi fantástico, pois algumas das músicas não são das mais conhecidas, mas ainda sim são importantes na obra deixada pelo grupo. Em 'Geração Coca-Cola' uma explosão de energia (que pode ser vista no vídeo no fim do post) e em 'Por Enquanto', que tem uma versão mais popular cantada pela Cássia Eller, eles deixaram o público cantar a música quase toda. Um momento muito bonito.

Após um intervalo de 3 minutos, onde uma gravação do Renato Russo fala sobre quem éramos, somos e seremos, a banda voltou com 'Tempo Perdido' e eu confesso, chorei. Primeiro porque gosto muito da música, mas também porque foi a música que tocou na minha escola quando todos os alunos foram informados da morte do Renato Russo e foi um momento bastante marcante na minha vida de estudante do 2o grau.

'Quase Sem Querer' é outra música que me emociona, pelo fato de ter sido lançada logo após o último show da banda em Brasília, quando o Renato Russo quase foi enforcado e declarou que nunca mais voltaria à cidade. Este foi outro momento bastante marcante na vida de quem curtia a banda e estava em Brasília, pois o show terminou numa senhora confusão com o vocalista falando horrores da cidade. De fato foi bem triste aquilo tudo e essa música marcou aquele momento para mim.

Vários convidados participaram do show. O vocalista de uma nova banda de Fortaleza (confesso que não guardei o nome dele nem da banda) cantando '1965 (Duas Tribos)'. A banda Glass and Glue, que abriu o show, tocou 'Dezesseis' e a Miranda Kassin cantou 'Meninos e Meninas' e na sequência fez uma parceria com seu marido, André Frateschi, cantando 'Eu Sei'. Uns melhores que outros, mas todas as participações muito legais.

Legião Urbana com André Frateschi
Em 'Pais e Filhos', o Bonfá assumiu os vocais e convidou seu filho ao palco para tocar guitarra. As duas últimas músicas foram tocadas em meio a discursos dos momentos atuais.

O bis não deixou escapar o maior sucesso da banda, 'Faroeste de Caboclo'. Direto e reto sem errar. E uma grata surpresa de ver o vocalista convidado colocando toda sua marca na música. 'Perfeição' e 'Que País é Esse?' finalizaram a noite, mais uma vez em meio a discursos sobre o momento que vivemos no mundo e no Brasil. Impressionante como anos depois muita coisa não mudou.

Ver a Legião para mim significa reviver meus 23 anos em Brasília. Significa reviver uma época e um estilo musical que eu adoro. Significa ouvir rock nacional de verdade, em alguns momentos mais pop, em outros mais depressivo e em muitos momentos, ouvindo claramente as influências das bandas internacionais que nós ouvimos.

Fico feliz também pelos músicos que podem usar a marca que eles tanto trabalharam para construir. E por nós que podemos voltar a ouvir ao vivo músicas que marcaram as nossas vidas. Um gostinho no vídeo abaixo.

Vida longa ao rock nacional! Vida longa ao rock de Brasília!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Caetano e Gil - 22/08/2015

Caetano Veloso e Gilberto Gil nunca foram dos meus artistas prediletos. Pela educação musical familiar que eu tive, este nunca foi um tipo de som que era tocado em casa. Com o tempo, Gilberto Gil, com sua aproximação maior do pop, passou a chamar minha atenção em determinados momentos da vida, mas nada que fizesse ele tocar no meu rádio. Até tenho o disco acústico dele no meu computador, mas a verdade é que ele nunca esteve entre os mais tocados por aqui.

Mas a vida passa. Alguns preconceitos vão caindo. Suas prioridades vão mudando. Você se casa e fica sabendo de um show deles e imagina que sua mulher gostaria ir, pois ela sim gosta muito de ambos os artistas. Tentei comprar ingresso sem sucesso para vários dias deste show, mas por sorte, uma amiga com ingressos a mais nos vendeu um par que nos permitiu ver a apresentação no Citibank Hall, em São Paulo.

Eu, sentado, vendo um show de Caetano e Gil. E enquanto via prestava atenção e tudo e me via ali, pensei sobre uma vida toda onde diversos preconceitos musicais meus foram caindo e descobertas foram acontecendo.

Minha formação musical é toda baseada no rock and roll ouvido pelos meus irmãos mais velhos e consequentemente trasladado a mim. Por conta disso era o cara estranho no colégio e na faculdade, apesar de que quanto mais velho eu ia ficando, mais o rock and roll ia ficando mais próximo dos meus amigos também. Na pré-escola fui levado para a diretoria, pois pedi para tocar uma música no pátio da escola que 'Sexo' do Ultraje a Rigor. Tomei um baita esporro e nem sabia o porquê. Mas adorava aquela música... Fui cabeludo, andei só de preto por pouco tempo, andei só de calça outro tempo (rs), usei anéis de caveira pegos "emprestados" da minha irmã, pintei o cabelo. Enfim, toda aquela cena do jovem que quer aparecer.

O tempo foi passando e veio o primeiro ponto fora da curva. Meu pai me levou ao Teatro Nacional de Brasília para ver a Orquestra Filarmônica de Brasília tocar. O primeiro impacto foi forte, mas meus pré-conceitos fincaram pé e eu disse que odiei. No dia seguinte, tendo absorvido aquilo, falei para minha mãe que "pensando melhor", eu tinha gostado do concerto sim.

Anos depois, já na faculdade, amigos me convenceram a ir ao carnaval de Salvador. Depois de muito bater o pé e ser o único que não queria ir, cheguei com uma cara de ** na Bahia, mas saí entendendo que aquela música tinha um propósito (tanto que voltei uma segunda vez). Já morando em São Paulo e a trabalho, vi dois dias seguidos de shows do Chitãozinho e Xororó. Fui trabalhar de cara amarrada, porque sertanejo é algo que até hoje não ouço, mas pude ver no backstage a dedicação e o profissionalismo de um pessoal que está ali fazendo música e passei a ter respeito por qualquer gênero, por mais que eu não aprecie.

Com os anos passei a gostar de música eletrônica, indie rock, a ouvir jazz, blues e assim a vida foi indo... O tempo foi passando, a intolerância foi dando lugar a curiosidade e ao respeito e fui começando a gostar de outras coisas e a respeitar e tolerar e até mesmo, porque não, me divertir com outras. Graças a Deus!

Não posso dizer que saí do show do Caetano e do Gil amando ambos, mas seguramente saí com um respeito muito maior pelos artistas. Ambos são lendas vivas da música e poder estar ali e vê-los apenas na voz e no violão foi de fato um privilégio. O setlist foi:

1. Back in Bahia 
2. Coração vagabundo 
3. Tropicália 
4. Marginália II 
5. É luxo só (música de João Gilberto)
6. É de manha 
7. As camélias do quilombo do Leblon 
8. Sampa 
9. Terra 
10. Nine Out of Ten 
11. Odeio Você 
12. Tonada de Luna Llena (música de Simón Díaz)
13. Eu vim da Bahia 
14. Super Homem (A Canção) 
15. Come prima (música de Tony Dallara)
16. Esotérico - tem vídeo
17. Tres Palavras 
18. Drão 
19. Não Tenho Medo da Morte 
20. Expresso 2222 
21. Toda menina baiana 
22. São João xangô menino 
23. Nossa gente 
24. Andar com fé 
25. Filhos de Gandhi 
26. Desde que o samba é samba 
27. Domingo no parque 
28. A luz de Tieta - tem vídeo
29 .Leãozinho 
30. Three Little Birds (música de Bob Marley)

O show conta com ambos cantando suas músicas e juntos, cantando músicas de um e de outro e claro, composições em que criaram juntos. Confesso que curti mais a parte em que o Gilberto Gil comanda, pois acho suas composições, seu clima, mais pra cima, animado. Mas o Caetano Veloso tem uma profundidade muito forte em suas composições. E como violonistas, ambos dispensam comentários, pois são ótimos.

A platéia formada quase que 100% com fãs da dupla, deu o clima da noite cantando tudo e mais um pouco, batendo palma e gritando em alguns momentos (o que é totalmente desnecessário e deselegante, por mais que a intenção seja fazer um elogio). De qualquer maneira achei uma baita experiência participar deste show. Me abriu mais a cabeça, me fez pensar sobre como a gente evolui nos nossos gostos e claro, curti um belo espetáculo de música. E seguramente ainda tenho um bom caminho pela frente...

Longa vida à MPB brasileira. E parabéns aqueles todos que suportaram e suportam este gênero musical, para que ainda hoje estas duas lendas vivas sigam fazendo um show desta qualidade. Eu só não gostaria de estar na pele deles na hora de escolher o repertório, pois deve ser muito complicado...

Deixo um gostinho do que foi esta noite nos vídeos (já tradicionais!).

- Esotérico


- A Luz de Tieta


sexta-feira, 13 de março de 2015

Joss Stone - 11/03/2015

Joss Stone, diva
Joss Stone gosta mesmo de tocar no Brasil, como falou no palco. Não sei quantas vezes ela veio ao país nos últimos anos, mas este foi segundo show dela que eu fui. E só fui graças a uma promoção da Tickets For Fun, site de venda de ingressos da produtora Time For Fun, pois aproveitando uma promoção, comprei dois pelo preço de um. E depois de comprar ingressos para o casal, descobri que pelo menos outros 4 casais de amigos estariam lá também. Sucesso e explica a casa lotada!

Um pouco atrasado por conta do trânsito e ainda chocado em pagar os R$ 50,00 pelo estacionamento, chegamos ao show no Citibank Hall, a maior das casas de show em São Paulo.

Só soube que perdemos algumas músicas no final do show, mas deu para dançar, curtir, rir e ficar (desculpa Marina!) encantado pela Joss Stone: continua gata, charmosa e muito simpática em cima do palco. Para saber o que perdemos e o que vimos, o setlist foi:

Joss Stone, musa
1. You Had Me 
2. Super Duper Love 
3. Molly Town 
4. The Love We Had (A cappella) 
5. Wake Up 
6. Could Have Been You 
7. Star 
8. Love Me 
9. Music/Jet Leg 
10. Stuck On You 
11. I Put A Spell On You (cover do Screamin’ Jay Hawkins)
12. The Answer 
13. Karma 
14. Harry's Symphony (England) 
15. Fell in Love with a Boy - tem vídeo
16. Right to Be Wrong (bis)
17. Landlord (bis)
18. Some Kind of Wonderful (cover do Soul Brothers Six) (bis)

E foi isso, pelo trânsito, perdemos as duas maiores pedradas ou as duas músicas mais famosas dela. 'You Had Me' e 'Super Duper Love' são as músicas mais pop dela e quando a vi pela primeira vez, ela também as usou para abrir a pista lá em cima.

Joss Stone, espetáculo
Cheguei já em 'Molly Town', dançando devagarzinho. Casa cheia, achamos uma clareira ao lado direito do palco, ao fundo e perto do bar. Local perfeito! :)

Foi um show bem mais tranquilo do que o primeiro que vi. Menos dançante, mais soul. Mas com muita, muita mesmo, interação com a platéia. Ela agradecia a todo final de música e como bem observado pela minha quase esposa, falando "Obrigada!", acertando o gênero, o que é raro. Rs Conversou muito com o público, atendendo a diversos pedidos de música (umas tocadas do início ao fim, outras com apenas partes a capella). Esbanjou charme e simpatia. Ganhou mais alguns fans.

Em 'Right to Be Wrong' ela falou tanto, que começou a bater papo com o público, começou a falar de caipirinha e quase esqueceu de finalizar a música. Em 'Fell in Love with a Boy', o baixo que acompanha a cantora mostrou que a banda também é muito boa e deixaram isso claro na música final, para dançar segundo a Joss Stone, fazendo uma versão muito boa de 'Some Kind of Worndeful'.

Minha impressão da primeira apresentação fica: delícia de som, gostoso de dançar. Show calmo, mas ainda assim animado. Não foi ainda? Vá ver. Se não pelo som, pela Joss Stone.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Djavan - 06/06/2014

Sabe o que é melhor do que ir a um show? É ir a um show legal, que você não esperava ir, pois recebeu um convite em cima da hora para ganhar dois ingressos. Ainda mais legal quando é para ver um dos artistas preferidos da sua namorada (eu vou a tantos shows que eu gosto, que é bom levá-la nos shows que ela curte também) e que você até gosta, mas acaba gostando mais depois do show.

Djavan
Pelo convite, obrigado Renata! Por topar ir a um show em cima da hora, obrigado Marina.

Show sentados em uma mesa para 4 pessoas, onde ficamos praticamente sozinhos o show todo, numa posição ótima, no Citibank Hall. Não dá para pedir muito mais que isso, quando é um convite.

Chegamos com tempo de nos sentarmos e esperarmos um pouco o show começar. E ao começar, um som que eu curto, bem "swingado", "funkeado", sendo um mix de música brasileira, mas com alguma influência da música negra americana. A vontade era de levantar e dançar.

Claro, que depois vieram músicas aos montes, misturando novas, os grandes hits e algumas outras que os fãs conheciam e eu não. O setlist foi:

1. Rua dos Amores 
2. Pecado 
3. Acelerou 
4. Já Não Somos Dois 
5. Asa 
Djavan e Banda
6. Meu Bem Querer 
7. Vive 
8. Curumim (tem video)
9. Mal de Mim 
10. Anjo de Vitrô 
11. Irmã de Neon (tem vídeo)
12. Bangalô 
13. Oceano 
14. Retrato da Vida 
15. Flor de Lis 
16. Serrado 
17. Cigano 
18. Samurai 
19. Seduzir 
20. Nem Um Dia (bis) 
21. Se... (bis)
22. Sina (bis) 

O que mais me chamou atenção no show todo foi "Oceano". Música antiga, clássica, cantada por todos, com apenas o violão do Djavan dando o tom. Um coro quase perfeito. Impressionante o alcance da música, que fez até quem não estava nem aí pro show e só tomando seu vinho, cantar.

O bis também, tocando "Se..." e "Sina" na sequência foi um momento de êxtase para os fãs e claro, já com todos em pé dançando, principalmente na segunda música, com um arranjo mais dançante mesmo, indicando aquele fim de festa.

Ao final, tentamos ir ao camarim conhecer o Djavan, já que o nosso convite nos dava acesso a isso. Mas foi tanto empurra, empurra, gente se amontoando, cotoveladas e até uma certa confusão, causada por falta de educação (daqueles que tinham convite para o camarim e não), que desistimos. Uma pena, seria uma bela forma de terminar uma noite inesperada.

Fica o registro dos vídeos.

- Curumim


- Irmã de Neon

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Eddie Vedder - 07/05/2014

Eddie Vedder foi um show bastante esperado. Só ele no palco e o público, sentado, podendo apreciar uma voz já consagrada no Pearl Jam e um repertório que seguramente teria músicas da banda, mas também músicas solo dele, principalmente do filme "Into the Wild"(ou "Na Natureza Selvagem"), que tem uma trilha sonora incrível.

Eddie Vedder
E de fato valeu tudo que estávamos, Marina e eu, esperando. O show começou meio morno, com músicas um pouco mais desconhecidas, versões de outros artistas, e um estranhamento da platéia, que estava acostumada a ver o Eddie Vedder com sua banda e fazendo muito barulho. Mas com sua interação com o público, músicas mais conhecidas e com os olhos acostumando com ele sozinho ali no palco, o show cresceu e muito.

Nota mais que negativa, infelizmente, para nós, o público. Fomos avisados para NÃO tirar foto com flash e para fotos e vídeos se restringirem ao mínimo possível. O show, segundo uma americana da produção e uma tradutora, foi feito para ser curtido ali, naquele momento e não através da tela do celular. Bastou o Eddie Vedder entrar no palco e flashes começaram a pipocar de todos os lados e milhares de telas de celular sugiram no meu campo de visão. E assim seguiu até o fim do show. Alguns entenderam, outros fizeram imagens limitadas (eu estou nesse grupo, afinal de contas, não poderia deixar o blog sem nada), mas muita gente simplesmente desrespeitou o pedido do artista até o fim (e posso ver isso na timeline das minhas redes sociais, com gente postando diversos vídeos e fotos). Mas anda se compara aos flashes sendo disparados durante toda a apresentação... :(

Além disso, os gritos histéricos, pedidos de música e outras manifestações quaisquer em voz alta, constantemente interrompiam o artista que foi sutil, porém deixou seu recado em relação a isso ("é impossível ouvir Deus, quando o diabo grita", "é assim que você faz eles se calarem" depois de fazer um moonwalk ou "guardem suas vozes para algo útil, como cantar comigo"). Somando-se isso ao entra e sai de gente durante todo o show, que começou por volta das 21:40 e foi até a 00:20, fez com que chegasse a conclusão que precisamos aprender a nos portar durante uma apresentação intimista como esta.

Mas falemos do show. O setlist foi esse (enorme, né?):

1. Walking the Cow (música de Daniel Johnston)
2. Trouble (música de Cat Stevens)
3. Dead Man (música do Pearl Jam)
4. Can't Keep (música do Pearl Jam)
5. Sleeping By Myself 
6. Without You 
7. Soon Forget (música do Pearl Jam)
Eddie Vedder e o público
8. Light Today 
9. Throw Your Arms Around Me (música de Hunters & Collectors)
10. I'm One (música do The Who)
11. Speed of Sound (música do Pearl Jam)
12. I Am Mine (música do Pearl Jam) tem vídeo*
13. Man of the Hour (música do Pearl Jam)
14. Wishlist (música do Pearl Jam)
15. Far Behind 
16. Setting Forth 
17. Guaranteed 
18. Long Nights (com Glen Hansard, mas houve algum problema técnico)
19. You've Got to Hide Your Love Away (música dos Beatles)
20. Unthought Known (música do Pearl Jam)
21. Picture in a Frame (música de Tom Waits)
22. Future Days (música do Pearl Jam)
23. Masters of War (música de Bob Dylan)
24. Porch (música do Pearl Jam)
25. Sleepless Nights (música do The Everly Brothers com Glen Hansard) tem vídeo*
26. (I Won't Hold On...) (com Glen Hansard) (sem nome da música oficial)
27. Society (música de Jerry Hannan com with Glen Hansard)
28. Falling Slowly (música de The Swell Season com Glen Hansard)
29. Last Kiss (música de Wayne Cochran)
30. Should I Stay or Should I Go (música do The Clash com Marcelo, fã, cantando)
31. Off He Goes (música do Pearl Jam)
32. Open All Night (música de Bruce Springsteen)
33. Better Days 
34. Hard Sun (música de Indio com Glen Hansard) (bis)

Como escrito mais acima, o show começou meio morno. Gritos de fãs, mas devagar. Eddie Vedder então aos poucos começou a interagir com a platéia, falando da sua sorte em poder vir ao Brasil de vez em quando, como era bom tocar aqui, com seu português esforçado. Além disso, músicas mais conhecidas começam a aparecer no setlist.

Eddie Vedder e Glen Hansard
Começa com uma guitarra, pega um violão, toca um ukulele (pouca gente vi tocar isso tão bem ou até mesmo tocar isso. Só meu amigo Rafael Ramos! Rs). Chama o Glen Hansard, que fez o show de abertura, para tocar baixo numa música e erra tudo. Chama ele depois para fazer um backing vocal na música 'Sleepless Night', sem nenhum tipo de amplificador ou microfone, num momento ÚNICO! Glen volta depois com um violão.

Usa um gravador de rolo, para colocar (ou simplesmente fingi que usa para ilustrar) sons complementares ou playback de uma banda ao fundo. Toca em um cenário simples, acolhedor. Fica sozinho de frente para todo o público, dominando (com um erro ou outro ao tocar) a situação.

As músicas do Pearl Jam e da trilha sonora de 'Into the Wild' chamam a platéia pra cima. O Eddie Vedder pede para a platéia levantar, que aí fica louca, pois vem tentando fazer isso há algum tempo. Alguns começam a pular como se fosse um show da banda completa. E ninguém mais senta. Cada aplauso, todos de pé, pois ele merece. Ele ouve que é Deus do Marcelo, um fã chamado ao palco para cantar 'Should I Stay or Should I Go' com ele no palco, enquanto o ukulele é tocado.

'Hard Sun', com Glen no palco, encerra um show em que todos ficaram meio hipnotizados, se sentindo um pouco íntimos do Eddie Vedder, querendo chamar ele para uma cerveja depois do show.

Um exemplo de artista carismático, completo. Que não vive só daquilo que o projetou. Mas é capaz de se reinventar e se conectar ao público de uma forma totalmente diferente. Longa vida a ele! Eddie Vedder. Que você possa surfar nas ondas do público brasileiro mais vezes.

Abaixo, um agradecimento ao Brasil, juntamente com uma do Pearl Jam e um trecho dele e Glen mandando ver a capela para todo o público.

* vídeos removidos por ordem do Pearl Jam, por violação de direitos autorais. Minha opinião: por mais que entenda a lei de direitos autorais, o blog não tem nenhum objetivo financeiro e trata de valorizar a obra do artista. Uma pena que o material não possa ser usado, pois de fato só confirmava a qualidade da apresentação.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Monobloco - 28/01/2012

Esse show do Monobloco não foi apenas mais um show! Foi também a despedida de número 4 que fiz do meu emprego, que larguei depois de praticamente 8 anos. Foi não só uma despedida, mas uma forma de lavar a alma e largar muita energia antiga, além de dar boas vindas a esta nova fase, que só Deus sabe o que me reserva (neste momento estou curtindo somente descanso...).

A noite começou com o DJ Creolina tocando vários sambas e clássicas do rock/pop nacional, que eu não ouvia num show ou balada há muito tempo. O cara tocou 'ska' do Paralamas! A galera aqueceu bem e logo na sequência, a 1:30 da manhã, o Monobloco entrou no palco do Citibank Hall.

O show foi como todo outro show do Monobloco: energia bombando, todo mundo dançando e lista de músicas padrão. Duas diferenças marcaram esta noite: a minha despedida e o fato deste ter sido o último show do Monobloco no Citibank Hall (vão acontecer outros eventos na casa, mas serão os últimos, pois infelizmente esta casa de shows vai dar lugar a mais um edifício em São Paulo).

Então assim fomos até o fim do show. Ok, acabou, certo? Não... A banda toda volta para o palco e anuncia que por este ser o último show no Citibank Hall, que eles irão tocar um pouco mais. E assim foi, por mais 30 minutos. E durante estes 30 minutos a bateria tocou no chão, no meio de toda a platéia.

Mas não parou por aí! A balada seguiu com a bateria saindo as 4:30 da manhã para o estacionamento da casa de shows, com a maior parte da platéia ainda seguindo, em puro clima de carnaval. E o carnaval tá chegando... E repito: todo mundo tem de ir ver o Monobloco uma vez na vida ou talvez todo mês, toda semana...

Dois vídeos para matar o post: o vídeo de 'Chove Chuva' (muito adequado por sinal, porque chuva ajuda a lavar a alma como eu bem queria...) e do batuque da bateria no meio da galera. Energia boa! E QUE VENHA O CARNAVAL!