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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Rock in Rio 2017 - Final de Semana 1

Já virou tradição não ir ao Rock in Rio, mas acompanhá-lo pela TV. E só para não deixar passar em branco, queria registrar aqui as minhas impressões sobre os shows que pude ver.


Dia 15/09
- SG Lewis: um show morno, tanto pela banda, como pelo público que ainda chegava na Cidade do Rock. A vocação de produtor explicar o apelo mais pela música eletrônica, apesar de vários arranjos e alguns bons vocais. Achei chatinho para abrir um festival.

- Céu e Boogarins: a Céu tem um estilo todo próprio e encaixou perfeitamente com o Boogarins. Certamente seria um show mais lento, mas no meu ver, ainda infinitamente mais interessante que o show anterior. Mais musical e rico.

- Fernanda Abreu: o tempo esqueceu de passar para ela. Com disco novo, com algumas coisas interessantes, fez aquele show swingado com a Focus Cia de Dança e o Dream Team do Passinho. Mas honestamente, o som podia ser bem melhor. Falta preencher algo ali. Mas com todos os sucesso dela, deu para dançar e se divertir.

- Ivete Sangalo: é uma diva, cheia de hits, cheia de energia e um astral daqueles. Belo show. Mas desculpa, não sou de idolatrar gringo, mas com uma banda enorme dessas, cheia de músicos excelentes, o som parece que ainda falta algo. É verdade que a equalização do som do Multishow não ajudava muito (o que vale também para a Fernanda Abreu), mas se não foi isso, para o meu gosto, ainda dá para melhorar a qualidade dos arranjos. Precisamos aprender muito ainda em arranjos e produção com os gringos, infelizmente. Mas em termos de riqueza musical e energia, não teve para ninguém. Ela quebrou tudo!

- 5 Seconds of Summer: fiquei feliz pelos moleques em cima do palco quebrando tudo. Mas parou aí. A única coisa que consegui reparar no show foi o plágio a 'Hungry Like the Wolf' do Duran Duran na segunda música. Pop adolescente não é comigo.

- Pet Shop Boys: quantos clássicos tem uma banda? Um show inteiro no caso dos caras. Apesar da presença de palco ser quase nula, foi um baita show pelos clássicos da banda, tocados como as versões originais. Foi bem divertido.

- Maroon 5: começou cheio de hits, mas o tal Adam já não atingia nenhuma nota original. Isto é, pegou algumas das músicas mais famosas, tirou um pouco da energia e para mim, matou parte do show. De resto meio sem graça, sem energia, sem vibe. Meio qualquer nota.

Dia 16/09
- Shawn Mendes: o menino tem talento e uma legião de fãs. Não é meu estilo favorito, mas deu para ver uma qualidade ali.

- Maroon 5: de novo, a mesma coisa.

Dia 17/09
- Nile Rodgers & Chic: para mim, o melhor show do festival até aqui. Cheio de hits, baita qualidade musical, público junto. Demais. Nile Rodgers é um daqueles caras que sabe tudo, mas não tá no foco o tempo todo. Para mim, era show para o palco mundo.

- Walk The Moon: sério, que coisa chata!

- Alicia Keys: linda, carismática, canta muito, toca muito. Show lindo, inspirador. Merece todos os aplausos e mais alguns. Simpatia em pessoa, deu abertura para a causa indígena, para a música e dança brasileira em sua apresentação. De tirar o chapéu.

- Justin Timberlake: o show que eu queria mesmo ver neste Rock in Rio. Primeiro, que banda é aquela? Foda! E é aí, que felizmente ou infelizmente, eu comparo as bandas brasileiras. Tudo bem que a banda era enorme, mas o som que eles produzem é cheio, interessante, swingado e por aí vai. O Brasil descobrir como fazer isso na sua música pop. Justin, além de um repertório muito bom, tem carisma e é um baita artista. Eu gosto do som dele, sem vergonha nenhuma. Música boa de ouvir e dançar, além da presença de palco, dança, interação com público e banda. Parece que ele sabe bem escolher os produtores com quem trabalha. Uma pena não ter visto ao vivo e que ele não tenha feito nenhum show extra em São Paulo.

É isso. O segundo final de semana vou perder para ver o The Cult e o The Who em São Paulo e o Stevie Wonder em New York. Foi mal! :)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Queen Ao Vivo no Rock in Rio I - 1985

Se meu primeiro show foi no Rock in Rio II, isso se deve muito pela magia que a primeira edição do festival tinha (e tem ainda) sobre a minha pessoa. Na minha opinião e claro, para o meu gosto musical, nunca se fez e provavelmente nunca se fará um festival tão bom quanto o Rock in Rio I, de 1985.

Até hoje me arrepio quando vejo imagens deste festival, quando ouço o tema dele. Minha família tinha imagens, inclusive os comerciais, da transmissão da Globo dos shows e dos melhores momentos. Com quem será que ficou esta fita VHS?

Comprei os shows do Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho em DVD deste festival e agora, para a felicidade de muitos, o canal o oficial do Queen no YouTube disponibilizou o show completo da banda.

Para quem curte Queen, tá aí!


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Rock in Rio - Impressões do 2o Final de Semana

Então, o Rock in Rio acabou! Como fiz do 1o final de semana, não posso deixar de falar do 2o também!

Na quinta-feira, 29/09, já dividi minhas impressões! Pena que perdi a Joss Stone e a Legião Urbana!

Na sexta-feira, 30/09, o que eu posso dizer? Nada que eu quisesse ver e de fato não vi. Soube que o Lenny Kravtiz foi meio chato e que quem mandou na cidade do rock foi Ivete Sangalo, o que não me surpreende em nada. A baiana é foda e apesar de ser um dos críticos sobre estilos neste Rock in Rio, percebi que tem espaço para todos e que meu problema é que não gosto mesmo da Claudia Leite (e eu já vi a Ivete Sangalo botar todo mundo para dançar e pular algumas vezes).

No sábado, dia 01/10, também não vi nada. Mas soube que o show do Maroon 5 foi surpreendente (terei de ver na próxima) e o Coldplay fez o que faz de melhor (eu vi em Portugal este ano e gostei MUITO). Vi na TV rapidamente o show do Jorge Drexler com a Tiê no palco sunset e apesar de não conhecer nenhum dos dois, gostei muito de ambos.

No domingo, dia 02/10, vi pouca coisa. Vi o show da Pitty, que foi uma das coisas mais pavorosas que vi na vida (ela resolveu deixar de ser roqueira para ficar pagando de gostosa no palco e na minha opinião, não é nem um nem outro). Vi parte do show do Evanescence e apesar de não gostar do estilo musical e da postura poser, a banda toca bem e a vocalista tem uma voz incrível. Revi o show do System of Down (fica para o próximo post comentários sobre o show todo que vi em SP) e confesso que fui dormir no show do Guns and Roses (e pelo que vi pelo YouTube no dia seguinte, fiz bem, pois o Axl já não canta nada e a banda é fraca... Mas vi muita gente que adorou. Na minha opinião a banda acabou em 91 e esqueceram de avisar ao vocalista da banda).

E o festival acabou! Observações que acho válidas:
- Bom ter novamente este festival que marcou a nossa história musical de volta. E pelo público que levou, mais uma vez marcou
- De fato o festival é grande suficiente para ter espaço para todos. Acho honestamente que existe espaço para melhorar as bandas trazidas, mas valeu
- O palco sunset que deveria ter sido muito legal, acabou alternando bandas em vez de misturá-las, conforme proposta original da coisa
- A estrutura pode não ter funcionado nos primeiros dias, mas funcionou muito bem no resto do festival

Que venha o próximo em 2013!

(E deixo um vídeo feito no único dia em que fui para lembrar a emoção do tema do festival, que desde 85 vem nos trazendo alegrias musicais)

Stevie Wonder - 29/09/2011

Sim, o show do Jamiroquai me frustrou um pouco, mas a noite era dele: Stevie Wonder! Para quem não sabe, este foi o show de número 146. E era um dos 3 shows que eu queria ver antes de morrer (ou que eles morressem).

Estávamos lá e mal sabíamos que estávamos prestes a ver o melhor show do Rock in Rio (eleito pelo público e eu concordo). Tudo começa com um teclado tocando. Fabio diz que é o roadie e Otavio diz que é o próprio! E assim, vamos por um tempo. A banda entra, o som continua e de repente ele entra sozinho e vai até o microfone. E tudo começou...

Antes de seguir, preciso colocar aqui o setlist.

1) How Sweet It Is (To Be Loved By You) - cover do Marvin Gaye
2) My Eyes Don't Cry 8
3) Master Blaster (Jammin')
4) The Way You Make Me Feel - cover do Michael Jackson
5) Higher Ground
6) Visions
7) Living for the City
8) Don't You Worry 'bout a Thing
9) The Girl From Ipanema
10) Você Abusou
11) Send One Your Love
12) Overjoyed
13) My Cherie Amour
14) Signed, Sealed, Delivered
15) Sir Duke
16) I Wish
17) Isn't She Lovely
18) You Are The Sunshine of My Life
19) I Just Called to Say I Love You
20) Superstition
21) As
22) Another Star (bis)

Bom, o setlist deveria falar por si só, mas eu vou descrever este show! ESTE SHOW TEVE A MAIOR E MAIS EMPOLGANTE SEQUÊNCIA DE HITS QUE EU JÁ VI E OUVI! Tudo começa com How Sweet It Is, versão dele e sensacional! Público já delirando, cantando junto, fazendo 'la la la la la la' em um só tom... Boa forma de começar.

O show continua e chegamos em outro ponto alto com o cover de The Way You Make Me Feel do Michael Jackson. Uma palavra: ESPETACULAR! Eu sou fã do Michael Jackson, então a música de um gênio tocada por outro, só pode ser marcante.
No meio das músicas o mestre vai pedindo que repitamos alguns sons com ele! Mas ele não sabe brincar... Dá pra pedir coisas menos complexar Sir?

Seguimos com Higher Ground e a primeira piração da platéia dançando muito! Algumas músicas mais calmas e vem Don't Worry About a Thing que eu acho muito boa! Mas essa foi apenas uma prévia para uma sequência de músicas brasileiras.

Garota de Ipanema na versão em inglês e Você Abusou trouxeram de fato a platéia para o lado dele. A empatia estava cravada! Agora era só coordenar. Mas devo ressaltar que a platéia toda cantando Garota de Ipanema com ele só tocando foi marcante (por ser música brasileira, por ser uma grande estrela da música mundial reconhecendo o valor da nossa música, por ser um bando de brasileiro cantando aquela música pra lá de orgulhosos) e rivaliza com o mosh de 4 metros de altura do Slipknot como o momento mais marcante do Rock in Rio pra mim (ainda estou tentando decidir. Pode dar empate?).

E aí começa a tal maior sequência de hits que eu já vi num show! Um hit atrás do outro! Parecia que a cada música era uma nota mais alta na escala musical. Todo mundo em êxtase! Para mim, êxtase atingido com Sign, Sealed, Delivered e Superstition.

Os clássicos Isn't She Lovelly, You Are the Sunshine of My Life e I Just Called to Say I Love You matam o show e a platéia, na parte romântica, mas ainda dançante do show (sem contar que pirei com Overjoyed e Sir Duke antes... CARA, COMO TEVE MÚSICA BOA NESSE SHOW).

Para terminar As, com participação especial de Janelle Monae, que já andava ali pelo palco cantando uma coisa ou outra! Um bis com Another Star e acabou...

Como acabou? Foram só 15 minutos! Ao terminar este show vi que minha teoria de que quando um show parece que foi rápido demais, é porque você aproveitou tanto que nem viu o tempo passar! E assim foi... Rápido, dançante, empolgante, extasiante. Um daqueles shows que eu poderia ir toda semana, mesmo sabendo o perrengue que foi para chegar e ir embora...

Obrigado MESTRE! Como disse Otavio: este show não matou minha vontade de ver Stevie Wonder, apenas aumentou a vontade de vê-lo de novo (se possível, num show menor numa casa de show)!

(Abaixo dois vídeos: o primeiro do momento especial da platéia cantando Garota de Ipanema. O segundo, o show completo para quem quiser ver o que foi isso! Fico sem vídeos meus, pois eles nunca fariam justiça a este espetáculo.)



Jamiroquai - 29/09/2011

Eu de fato fui ao Rock in Rio para ver duas coisas: Jamiroquai e Stevie Wonder (este último, no próximo post). Mas confesso que tinha a esperança de ver outras coisas, tipo a Joss Stone (ai ai...). Mas cheguei em tempo de ver a tal da Ke$sha apenas e confesso que passei (ou passamos, uma vez que os amigos todos com quem eu estava também não fizeram questão de ver).

Mais uma vez eu digo que os posts das resenhas de show tem o título padrão, mas se chamasse esse de algo, chamaria de "Perrengue Válido", porque foi foda chegar até a tal cidade do rock.

Então foi isso: ponte aérea de Congonhas ao Santos Dummond às 14, taxi para casa. Espera os amigos, taxi para o aterro do Flamengo. Ônibus comum até o terminal alvorada na Barra da Tijuca, outro ônibus até o Rock in Rio e uma pequena caminhada. Tempo total: 3 horas (só de ônibus e caminhada)!!! Aí você me pergunta: a organização do festival foi uma merda, né? E eu te respondo: não! Não tivemos problema nenhum em pegar quaisquer dos ônibus e chegar na cidade do rock. 5a feira na hora de maior trânsito, não tinha como escapar do caos, ainda mais com tanta gente indo ao mesmo lugar.

Chegando lá nós ignoramos a tal da Ke$sha (música ruim, figura estranha e movimentos desconexos...faltou apenas palmas aleatórias, diria Fabio Ludwig!) e fomos comer! Surpresa, quase zero de fila no Bobs. Comemos, bebemos e demos uma volta na cidade do rock. Depois banheiro e surpresa: pouca fila e limpos! Agora ferrou: achar um lugar bom pra ver os shows e de novo: lugar sensacional longe, de frente pro palco, sem confusão e com o som alto! Tudo o que eu gosto num show! E assim fomos e aqui começam os comentários sobre os shows (no caso deste post, sobre um só...).

Não sei se já disse isso aqui, mas digo de novo de qualquer forma: Jamiroquai é minha banda atual favorita! Eu nasci na época errada e gosto de tudo que é velho! Mas apesar de ser uma banda com alguam história, o Jamiroquai toca um funk bem atual, mas sem deixar bem presente no som deles todas as influências! Agora eu gosto mesmo da banda principalmente pelo baixão pesado e cheio de notas!

E o show do Jamiroquai começou, mas foi lento (se eu comparar com outros shows deles que eu já vi). Show com músicas muito boas, cheio de arranjos como sempre, mas curto e sem alguns dos principais hits da banda! Alguns disseram que na TV dava para ver eles reclamando de problemas técnicos, mas eu não vi. Curti muito, mas sei que eles podem fazer melhor.

Foram só 11 músicas e senti falta de clássicos como Virtual Insanity e Space Cowboy! E ainda assim, não foi um dos shows mais dançantes que já fui deles. Além disso, tocaram algumas músicas novas que o público desconhece e se a galera não anima, o show acaba ficando meio devagar.

O setlist teve Rock Dust Light Star, Main Vain, Cosmic Girl, High Times, Little L, Morning Glory, Canned Heat, Love Foolosophy, Travelling Without Moving, Deeper Underground e White Knuckle Ride. Quando tocou Deeper Underground eu sabia que o show estava acabando e não acreditei. Uma vez mais pensei como prefiro vê-los em shows menores, em casas de shows.

De qualquer forma dancei e cantei tudo que podia (como diz uma amiga minha Marcela, decorei todo o livrinho de letras). Outra coisa que reparei neste show: é foda gravar um vídeo quando você quer curtir e dançar. Você começa a gravar e toca aquela música que você quer curtir e você desiste... e assim vai... Por isso, a partir deste show revi a política de sempre ter um vídeo (até porque, quanto mais longe, mais zoom e mais tremido fica... Rs).

E aquela invejinha batendo, pois meu amigo Chris que também estava lá com passes de backstage do Jamiroquai, em breve iria ver os amigos deles, nada mais nada menos que todos os caras que tocam metais na banda! Porra, eu quero ser amigos dos caras também Chris!

Bom, por aqui fico com os comentários sobre o Jamiroquai. Afinal, a noite era para ver o mestre Stevie Wonder (próximo post). E o show foi tão bom, que já adianto aqui que a estrutura do Rock in Rio surpreendeu positivamente e que a volta para casa foi tranquila, apesar de termos chegado em casa quase 6 da manhã!

E espero a volta deles o quanto antes para um show completo e dançante, como sempre é! FESTA DAS BOAS! Então pode dançar no vídeo abaixo (apesar de tremido e curto)...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Saga das Duas Palhetas

Caros, me permitam postar aqui o texto escrito no Facebook pelo amigo Francisco Chaves sobre a saga para conseguir duas palhetas do Metallica! Espero que curtam o texto como eu curti!

A Saga das Duas Palhetas
Por Francisco Chaves

Abaixo o relato de um apaixonado por Heavy Metal, que esperou mais de 12 horas para cumprir um objetivo que começou em Janeiro de 2010.

Alguns discordam, mas eu não conheço fã de um estilo musical mais apaixonado por sua música do que o metaleiro. Podem falar o que for: música muito pesada, barulhenta, do mal, sem sentido, e até: musica do demo. E é por causa desse tipo de música que eu, certas vezes, faço coisas que mais parece um ato ‘adolescentico’ sem sentido, mas que no fundo, me alimenta desde que eu me entendo por gente.

Esta história começa em 2010, quando eu havia me prometido que: vou ver um dos dois shows do Metallica na grade e vou pegar uma palheta! O show de sábado eu não consegui comprar para pista VIP, então, deixei para domingo, consegui chegar na grade, ao fim do show uma ‘chuva’ de
palhetas passava por cima de mim, e eu não consegui pegar nenhuma. Ok, todos sabem que aquele domingo foi especial, eu não posso reclamar! (abaixo o porquê)


25 de setembro, 2011

Eu e um casal de amigos nos encontramos na praia do flamengo para caminharmos até o castelo e pegar o bendito ônibus especial que nos levaria até a cidade do rock. No papo dentro do ônibus, chegamos a mesma conclusão: que estamos ficando velhos e ficando sem paciência para aturar grandes multidões. Então combinamos: vamos achar um local legal para assistir aos shows, vamos descansar durante o show das bandas que não nos interessavam e estar prontos para as grandes
bandas, sem pressão, empurra-empurra ou qualquer outro tipo de confusão.

Chegando a cidade do rock, fomos nos habituando ao local, eu fui atrás de comida. Nos surpreendemos com a grande e organizada estrutura, nem parecia que aquilo era Brasil. Meia hora dentro da cidade do rock, já havíamos combinado tudo que conversamos no ônibus: NADA DE CONFUSÃO! Fomos assistir ao show do Korzus no palco sunset, sempre naquele esquema, tranqüilidade. Show aliás que me surpreendeu muito, pesado, empolgante, BOM (mas não vim fazer resenha de show).

Depois do show do Korzus, falei para esse casal que ia dar uma volta, e eles iriam descansar no show do Angra, primeira vez que descumpro o que havia combinado. Encontrei mais dois amigos (CP e Marcio) e caminhamos um pouco (lembram que eu deveria estar descansando?). Encontrei mais 3 amigos, e fomos atrás de comida, fiquei uns bons 40 minutos na fila da pizza (lembram que eu deveria estar descansando?). Comemos e fomos para o palco mundo. Chegando lá, decidimos ficar
parados num local bom para ver os principais shows. Caminhamos um pouco para frente, sempre aquela dificuldade, muita gente sentada enquanto rolava o show da tal banda Gloria, e eu posso dizer a vocês: pessoas sentadas no meio de uma multidão, não ajuda! É mais difícil de se locomover. Eu pensava em vários momentos: "Eu deveria fazer o mesmo, usar um show menos atrativo e as trocas de bandas para sentar"! Meus pés já doíam bastante, as pernas também. Um dos meus amigos, João, ficou com vontade de ir ao banheiro, e eu disse a ele que não iria acompanhá-lo. Demoramos para chegar onde estávamos (bem ao lado da mesa de som): ‘João, me encontra aqui depois’.

Foi neste momento que olhei para o palco e pensei: “eu acho que da pra chegar lá, eu quero uma palheta do Metallica, e vai ser hoje!”. Durante o show do Gloria, era muito difícil a locomoção! muitas pessoas sentadas, paradas, batendo papo e isso dificulta demais na hora de ir se espremendo. Acho que durante o Gloria consegui avançar no máximo uns 5 metros e nada mais. Entre Gloria e Coheed and Cambria, consegui avançar mais um pouco. Olhava para trás e via a mesa de som (onde comecei) muito perto, as costas doíam demais (lembre-se que em momento nenhum eu sentei, nem por um misero minuto).

Começa o show do Motorhead, a galera se empolga. E como uma onda me levando para frente, consigo avançar uns bons metros. Perfeito, eu pensava... A galera dá uma esfriada, e eu vou tentando avançar aos poucos. Eu sabia que a música Ace of Spades faria com que o pessoal se empolgasse novamente, e seria uma nova oportunidade para avançar mais. A tática é simples, quando as rodas se abrem, muitos se afastam andando para atrás, basta vc ir para frente, passar da roda, e você
ganhou muitos metros. No meio do caminho vc toma uns trancos fortes, faz parte. A música não vinha, eu sabia que eles iam tocá-la, mas ia ficar para o fim do show.

Um detalhe importante sobre ir chegando perto da grade é que, pessoas cada vez mais vão tomando conta de seus lugares com mais força, como se fossem pássaros guardando seus ninhos cheios de filhotes. A bendita música começa a ser tocada e a galera se empolga mais uma vez, BINGO! Eu ganho mais alguns metros, nesse momento eu paro, pois era impossível avançar. Penso: “assim que acabar esse show, vou sentar, não agüento mais!” O Show acaba e como num piscar de olhos, todos a minha volta estão sentados, e eu em pé, sem espaço para sentar. Olho para trás e vejo a mesa de som mais distante, mas ainda não tenho muita noção se estou de fato perto da grade ou não. Olho para cima e vejo que ainda não cruzei as 3 linhas da tirolesa que havia na frente do palco: o caminho era longo.

A montagem de palco do Slipknot demora mais do que o esperado. Eu começo a mexer meus pés, mudá-los de posição, tentava encontrar uma maneira que os fizesse doer menos e para piorar, a banda entra sem musica. Faz um clima, demora a se soltar e aí já estavam todos em pé, mas para chegar onde eu queria, eu precisava do agito da galera. Era impossível ganhar espaço no: "licença, licença". Você pede para passar, o cara nem se mexe, você força, ele força contra, e quando você
vê, você não saiu do lugar. Eles enfim iniciam a primeira música. Mais uma vez aquela onda, eu nem preciso fazer força, vou andando para frente, ganho muitos metros, a galera acalma, eu consigo avançar mais um pouco. Nesse momento me deparo com um grupo de amigos onde havia uma menina morrendo de sede, cansada, quase desistindo de ficar ali. Ela implorava por água e num instante de distração, deu um passo para trás, e eu, meio que na diagonal, tomei o lugar dela. Acreditem, cada lugar ganho era uma vitória. Foi nesse momento em que percebi que já estava perto da grade, pois um fotógrafo levantou a câmera em direção a galera e se eu tava vendo a câmera bem, é porque faltava pouco. O Slipknot agitava bem a galera, e num certo momento, pediu para que todos se abaixassem, aí eu pensei: “Vou abaixar, na hora de pular e eu saio correndo para frente”. Não deu outra, ganhei mais alguns bons metros. Fiquei ali, o show acabou, e consegui, mais ou menos contar quantas pessoas faltavam para a grade. Apenas 9 pessoas.

Passei a montagem do show do Metallica inteiro ali, sabendo que quando a primeira nota fosse tocada, mais agito viria, e eu conseguiria ganhar mais alguns metros. O problema de estar a 9 pessoas da grade, é que aquelas ondas que te levam para frente, onde você ganha alguns metros, nesse caso, te levam para o lado ou para trás, então, a partir desse momento, era pessoa a pessoa.

Começa a montagem do palco do Metallica. As pessoas estavam exaustas! Eu estava morto! Tudo doía! Ali onde estava era bem apertado, muito quente, sem água. Eu sabia que na primeira música do Metallica, a galera ia se mexer. Apagam-se as luzes, Ectasy of Gold começa, e a banda sobe ao palco. Consigo avançar pouco. Mas estava mais perto e fiquei mais umas 6 músicas no mesmo lugar. Aí, na Master of Puppets, o povo se agitou mais uma vez, e eu consigo avançar. Estava a 3 pessoas da grade e ali fiquei até a ultima música. Eu sabia que quando Seek and Destroy começasse, eu teria alguma chance. Ela mal começou e eu consegui avançar mais dois lugares: estava uma pessoa da grade.

Quando a produção do show começou a jogar as bolas, eu pensei: 'a galera vai tentar tocar na bola, é a minha chance'. O cara que tava na minha frente, tentou dar uma de goleiro. Sei lá porque ele tentou agarrar a bola: era enorme, não tinha como agarra-lá sem perder o equilíbrio. Ele se jogou, e se inclinou para o lado, eu vi a grade ali praticamente vazia, estiquei o braço, segurei nela e em seguida abracei: tava eu lá! Esperei a música acabar, aí era só esperar a chuva de palhetas.

A primeira onda passou, na hora eu pensei, vai acontecer de novo, não vou conseguir pegar. Kirk Hammet enche a mão, vem na minha frente e joga um monte de palhetas, eu salto de mão aberta, e fecho a mão assim que sinto a primeira palheta bater. Tava lá! Dentro da minha mão! Em seguida vieram mais e mais palhetas. Uso a mesma tática e dá certo outra vez. Estou satisfeito, era hora de ir embora. Olho pro lado, um cara me pergunta: você pegou duas? Sim, porque? Pô cara, me dá uma aí! Eu não consegui, é o meu sonho... Não cara, sinto muito, mas eu lutei um dia todo por isso, da próxima você irá conseguir, acredite, boa sorte...

Indo em direção a saída, eu percebi que mal podia andar. Estava com muitas dores, mas eu tava tão feliz e realizado que eu só pensava em mostrar para todo mundo as minhas palhetas!

Obrigado a Uplay, que me presentiou no fim do ano passado com o ingresso do Rock In Rio. :)

E o recompensa...

Rock In Rio - Impressões do 1o Final de Semana

Escrevo este post ansioso, pois amanhã será meu dia de ir ao Rock in Rio (bem chamado pela minha amiga Flavia de Funk in Rio, pois amanhã é dia do swing!).

Mas depois de ver algumas coisas pela TV, não poderia deixar de fazer alguns comentários baseado nas impressões que tive (mais no último domingo, dia do metal, em que vi mais coisas).

Começo pelo dia 23/09, sexta-feira. Curti os primeiros shows do Palco Sunset. Achei uma pena ter perdido o show inicial do Móveis Coloniais de Acaju de Brasília, pois a transmissão do Multishow começou depois. Mas os shows seguintes tiveram um mix legal, principalmente Ed Motta e Andreas Kisser. Divertido demais!

A abertura no palco principal, na minha opinião, foi muito brega. Não curti. Fora isso, o Milton Nascimento cantando Queen ficou meio forçado, apesar de achar o cara um ícone. Outra coisa que achei uma pena foi a regravação que fizeram do tema do Rock in Rio. Essa música me fazia arrepiar quando era mais novo, sinônimo de um grande festival. Ver os artistas de música pop do Brasil (porque já não temos mais grandes nomes de rock) cantando a música, destruiu isso pra mim.

Abertura com Titãs e Paralamas achei bem legal! Aquele show que todo mundo gosta de ver e se diverte. Claudia Leitte não vi e honestamente, eu não quis ver. Acho ela chata e forçada e mesmo sabendo que muita gente vai me chamar de radical, não vejo sentido numa artista como ela no Rock in Rio. Também perdi a Katy Perry, sabendo que ela tem um show divertido (comentários que ouvi é que ficou entre o infantil e a malícia. Bom para todas as idades). Elton John vi um pouco e com tantos clássicos, impossível não curtir. Rihanna, de quem eu tinha alguma expectativa, achei o repertório bom, o figurino dela espetacular, a banda incrível, mas ela muito fraca (deixou as backing vocals cantando e complementava o show).

Saldo do primeiro dia foram shows ok (para mim o Elton John deveria ter fechado) e muita reclamação do caos na cidade do rock (assaltos, filas, confusão).

No sábado, 24/09, do palco Sunset só vi a Esperanza Spalding com Milton Nascimento e foi MUITO bom! Depois vi a abertura do NX Zero, que tinha potencial para ser uma banda legal (eu de verdade acho), mas prefere fazer letras melosas e focar nas melodias mais lentas. Depois vi o Stone Sour que tem um som bem legal, além de mostrar parte do Slipknot sem máscaras (quero ouvir mais dessa banda). Perdi o show do Capital Inicial, que apesar de achar que deveria ter parado nos anos 80, teve o show bastante elogiado pelo que li nas redes sociais e internet. Perdi o Snow Patrol, mas ainda bem (vi um show deles e achei para lá de sonolento). Por último perdi o Red Hot, mas mais pela vontade de não ver, uma vez que o show da edição de 2001 tinha sido bem fraco (há quem diga que foi melhor este ano).

Saldo do segundo dia: mais rock rolando e parece que o caos continuou!

Finalmente o dia 25/09 trouxe o rock e o metal para a cidade do rock! Vi o Matanza no palco Sunset e achei divertido como sempre é. Perdi o Korzus que foi bem elogiado por quem viu. Angra com a ex-mina do Nightwish foi divertido, porque ela é uma pessoa estranha, mas valeu o mix. Sepultura e Tambours Du Bronx foi pra mim o melhor show (acho que batucada bem feita sempre combina bem com a maior parte dos tipos de música).

Palco principal perdi os dois primeiros shows. O Gloria passo, mas por tocar uma porradaria e ser uma das poucas bandas fazendo isso com alguma escala no Brasil (porque tem uma molecada que gosta), deveria ter mais espaço (não que eu goste!) e o Coheed and Cambria é muito diferente pra mim, apesar de ser um som interessante.

Depois tivemos três shows dos melhores! Motorhead e o Deus Lemmy! Rock and roll old school e finalmente vi o batera tocando, que por sinal é um monstro! Depois Slipknot com um show teatral, onde muitos tiveram medo, mas com direito a uma participação incrível da galera e mosh de 4 metros de altura! INESQUECÍVEL! E por último, mas não menos importante, Metallica! Já vi e a banda é tudo aquilo mesmo, mas o setlist foi um dos melhores que já vi. Só clássicos, uns que nunca imaginei ver ao vivo! E esse dia sim, me arrependi de não ter ido.

Saldo do terceiro dia: uma enorme dor de cotovelo por não ter ido!

Fora isso o que se ouve falar é: caos no transporte especial, filas pra comer e beber, assaltos e problemas técnicos nos palcos. O Brasil está finalmente em condições financeiras de trazer estas bandas e criando uma cultura de festival no 2o semestre (Rock in Rio, Planeta Terra, About US, SWU, entre outros). Tá na hora da gente aprender a fazer festival, para poder prover um espetáculo de qualidade e confortável a todos nós que pagamos fortunas pelos ingressos aqui. De qualquer forma, muito bom ter a oportunidade de ver grandes shows para quem gosta (tipo eu!).

De qualquer forma, amanhã é minha vez! UHUUUUUUUUUUUUUUUU!

(Fica o vídeo do momento mais inesquecível do Rock in Rio até aqui com o Slipknot)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

2001 - Capítulo I: A SAGA do Rock in Rio

O ano de 2001 começou bem curioso em relação a shows! Em janeiro teríamos o tão esperado Rock in Rio III - Por Um Mundo Melhor!

Capítulo I - A SAGA do Rock in Rio (dividindo o post por sugestão da amiga, cantora, atriz, modelo e manequim, Camila Rondon)
Eu, estudante universitário que era, morador de Brasília, tinha sérias dificuldades em ir ao evento! Com que grana? Por qual meio de transporte? Com que tempo? Nerd que sempre fui, estava em vias de começar o meu primeiro estágio e também estava fazendo aulas do curso de verão, para adiantar minha formatura (aulas de MMQD - Métodos e Modelos Quantitativos para Tomada de Decisão).

Idéias começaram a brotar vindas da minha pessoa e também de um bando de outros desesperados que queriam sair do planalto central para ir até o Rio de Janeiro ver os tais shows. Primeiro foco era: sábado, 13 de janeiro de 2001. Queríamos ver REM! Sim, e de quebra queríamos conferir a nova sensação Foo Fighters e por que não Beck também?

Então surgiu uma inusitada parceria que ficou marcada para todo o sempre: a agência de turismo que vendia pacotes para shows "Du, Dudu e Edu" (formada por mim - Eduardo Perdigão, pelo Ed - Eduardo Oliveira e pelo Eduardo - Eduardo Políbia?)!

Sim! Os 3 Eduardos resolveram alugar um ônibus, comprar ingressos, vender pacotes e com isso bancar a sua ida ao dito festival! Primeiro ponto: alugar o ônibus! Janeiro, verão e Rock in Rio! Impossível achar um disponível! Finalmente fechamos com o ônibus mais velho que existia disponível em Brasília (adianto que por sorte nossa, dias antes da viagem até este lixo deixou de estar disponível e nos conseguiram um ônibus vindo do sul mais novinho! MARAVILHA!). Saímos por Brasília vendendo pacotes, enquanto pedi a minha avó no Rio que comprasse os 46 ingressos pro show!

E assim fomos! Poucos desconhecidos! A maioria amigos que queriam ir conosco! Até pacote para um Marcelo, que conhecíamos como Ronaldo e descobrimos que Ronaldo era seu apelido (!!?!?!?!?) vendemos! E assim conseguimos vender os 43 pacotes (porque os outros 3 lugares eram dos Eduardos).

Então dia 12 de janeiro, 20 horas, saímos da rodoviária de Brasília em direção ao Rio de Janeiro, cidade maravilhosa. No dia seguinte, depois de uma viagem com algumas paradas, bebedeira sem parar, passageiros quase ficando para trás por decidir fumar cigarrinhos do capeta nas paradas que fizemos e incontáveis DVD's (ou ainda eram fitas de vídeo?) do REM, chegamos.

Eu, com toda minha carioquês candanga, fiquei responsável por guiar o motorista até a nossa primeira parada: Shopping Fashion Mall! E lá chegamos! Que merda, a vaga de ônibus do hotel perto estava ocupada. Ô seu polícia, como faço para parar meu ônibus por aqui? Para ali naquele espaço, que eu tiro os cavaletes para você e depois você libera uma cervejinha pra gente! Eu topei e diga-se de passagem foi a primeira e última vez que fiz isso! Nunca mais o farei!

Descemos, mandamos o velho Bob's de almoço! Keka (prima) e Sandro, que estavam na casa da prima, ao lado do shopping, descem com uma sacola CHEIA DE INGRESSOS! UHUUU! Tudo dando certo! Resolvem pegar carona conosco! E no auge da minha inocência, comprei duas garrafas de cerveja long neck "pros polícia" e ao voltar pro ônibus as entreguei! Não meu querido! Não é essa cerveja e nem posso beber durante o trabalho! Opa, ok! Entendi! Toma cincão! Meu querido, nós somos 4! Então toma mais cincão utilizando o método mais credito de todos: o de apertar a mão do sujeito com o dinheiro na palma da mão e passar! Valeu!

Ok, agora vamos ao Rock in Rio! Perdemos a entrada e nosso anfitrião Sandro, consegue convencer o cara a deixar o ônibus fazer o retorno no pedágio da linha amarela! Agora sim chegamos à Cidade do Rock!

Começamos o dia com Cássia Eller. Depois dançamos ao som de Fernanda Abreu! Shows muito bons e surpreendentes! A gente tinha ido para ver as estrelas internacionais, não duas minas brasileiras! Mas curtimos! Depois Barão Vermelho e todos os clássicos que a gente tinha visto Cazuza cantar no Rock in Rio I! MEMORÁVEL!

Depois o primeiro show esperado: Beck! Me limito a dizer que foi legal ouvir as músicas conhecidas. Mas não gostamos de shows burocráticos, sem interação conosco! Somos a melhor platéia do mundo porra! Não falou conosco, ponto negativo pra ele!

Segundo show da noite: Foo Fighters! Diga-se de passagem, o primeiro de três que já vi deles! E como é bom! Porradaria e muita energia do começo ao fim! Tinha acabado de comprar o último álbum deles e ver todo mundo pulando e cantando junto foi sensacional! Fiquei fã ali!

Terceiro e último show da noite: REM! Que show! FODA! MUITO FODA! Eu que conhecia 3 músicas e aprendi mais algumas na repetição sem fim dos DVD's da banda no ônibus, fiquei chocado com o show! Muito bom! Cantei tudo! E mais uma banda que fiquei muito fã naquele dia!

Ufa, acabou! Saímos de Brasília às 20 horas de sexta! São 3 da manhã de domingo! Vamos caminhar até o ônibus! É longe pra cacete! Então vou comer o último cachorro quente dessa barraquinha com muita maionese! E viva, não morri (daí em diante acredito que posso comer qualquer coisa!)! De volta ao ônibus, eu e Eduardo pegamos um taxi até onde ele estava e buscamos o resto da galera! E bora pra casa! Eu, mais uma vez, tive de guiar o motorista até o final da serra de Petrópolis e nunca dormi tão rápido na minha vida, depois que o motorista já estava encaminhado! Primeira parada: banho e comida! Dormir mais e ao final do domingo, chegar em Brasília! Sensação de dever cumprido e de que valeu a pena pra caralho!