Mostrando postagens com marcador Autódromo de Interlagos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Autódromo de Interlagos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de maio de 2018

Lollapalooza - 23/03/2018

Seguindo na hercúlea tarefa de colocar o blog em dia para ninguém ler (porque ler sobre show que já rolou há mais de um mês é foda), finalmente chegamos ao Lollapalooza 2018. Este ano mais uma vez o festival voltou a ter 3 dias, o que só havia acontecido uma vez quando o evento ainda acontecia no Jockey Clube de São Paulo. A diferença é que em 2013 a sexta-feira era um feriado (sexta-feira santa) e em 2018 foi uma sexta-feira comum. Resumindo, um dia para quem consegue matar o trabalho, sair mais cedo ou apenas para os jovens estudantes. Eu me encaixei na segunda categoria.

Já vale adiantar que este ano a entrada funcionou muito bem (não peguei fila nenhum dia). O sistema de pulseira seguiu e não sei se pelo aumento de estrutura ou melhoria no sistema, foi possível beber e comer com mais facilidade que em 2017 e sem as filas quilométricas (apesar de reclamações de valores depositados na pulseira que sumiam). Também havia vendedores de cerveja ambulantes, o que ajudou bastante (ano passado era só Skol Beats).

A saída também ocorreu de maneira super tranquila sem maiores problemas. Junto com a possibilidade de comer e beber sem maiores filas e de mais um dia de festival, a maior mudança deste ano foi a mudança do local do terceiro palco, que antes ficava na entrada. Os palcos secundários passaram a ser lado a lado. E no local do palco da entrada, a tenda eletrônica virou um novo palco. Isso aumentou o espaço para o Chefs Stage e da lojinha de lembranças do festival.

Uma última mudança foi não ter dois shows grandes encerrando a noite. Até ano passado eram sempre três atrações, sendo duas atrações de peso e uma atração eletrônica. Em 2018 seguiram as três atrações, mas sendo uma grande, uma eletrônica e uma atração de menor porte. Por isso, os shows principais da noite tiveram um público enorme nos três dias (bem diferente de anos anteriores). Pelo que entendi, a organização manteve o público de 100 mil pessoas por noite, o que começou ano passado. Se foi isso mesmo, não foi só um aumento de público, mas também uma concentração dele que explica a quantidade de gente nos shows principais em cada noite. De qualquer forma, muitos parabéns para a organização pela qualidade do som. Fantástico!

Mas vamos falar de música, pois de fato tem muito pouco para reclamar da edição deste ano. Dos três dias, só não gostei de algo que vi no domingo. Na sexta e no sábado, gostei muito de tudo que vi. Na sexta, chegando atrasados, afinal temos de trabalhar, chegamos para ver o Royal Blood.

Royal Blood
Royal Blood
Fomos em dois casais, sendo que dos quatro, três de nós estávamos no Austin City Limits e já tínhamos visto este show. Por isso vimos ele acontecer, mas sem prestar muita atenção. Não fomos nem muito perto do palco. Ficamos ouvindo, tomando a primeira cerveja e entrando no clima do Lollapalooza.

O setlist foi:
1. Where Are You Now?
2. Lights Out
3. Come on Over
4. You Can Be So Cruel
5. I Only Lie When I Love You
6. Little Monster
7. Hook, Line & Sinker
8. Hole in Your Heart
9. Ten Tonne Skeleton
10. Figure It Out
11. Out of the Black

Deixamos rolar tão tranquilo que não tenho muitos comentários e nem vídeo sobre os caras. Se quiser saber o que achei deste show, leia aqui!

Chance the Rapper
Ao contrário do show anterior, este foi uma apresentação que acabamos não conseguindo ver no Austin City Limits. Não sou um grande fã de hip-hop, mas curti muito o cara. O que me parece é que existe uma corrente nova de artistas deste gênero que já não estão na pegada tão gângster que era a moda e apresentam uma pegada mais musical, mais melódica.

Chance the Rapper
O setlist foi:
1. Mixtape
2. Blessings
3. Angels
4. Sunday Candy (música de Donnie Trumpet & The Social Experiment - tem vídeo)
5. Favorite Song
6. Cocoa Butter Kisses
7. Ultralight Beam (música de Kanye West)
8. I'm the One (música de DJ Khaled)
9. All We Got
10. No Problem
11. All Night
12. Same Drugs
13. Blessings (de novo)

A pegada mais tranquila, aliada ao talento do cara, mostra uma música bem diferente, mas sem deixar de ser o hip-hop norte-americano, tão conhecido. Artistas deste gênero normalmente tem pouca entrada no Lollapalooza do Brasil, mas a edição de 2018 foi bastante diferente e o Chance the Rapper abriu a porteira para outras apresentações muito boas que vieram depois.


LCD Soundsystem
Eu havia visto esta banda num Skol Beats em 2006, quando esta banda era agrupada junto com o DJ's de sons eletrônicos. Hoje representante do estilo indie, o show do LCD Soundsystem tinha mais fã saudosista do som dos caras do que a galera mais jovem que curte a pegada eletrônica. Tinha tão pouca gente em relação a outros shows, que conseguimos andar e ficar na frente do palco sem o menor esforço.
LCD Soundsystem

O setlist foi:
1. Daft Punk Is Playing at My House
2. I Can Change
3. Call the Police
4. Get Innocuous!
5. You Wanted a Hit
6. Tribulations
7. Movement
8. Someone Great (tem vídeo)
9. Yr City's a Sucker
10. Tonite
11. Home
12. Dance Yrself Clean
13. All My Friends

Foi um show bacana demais, mas confesso que não entrei muito na energia dos caras, pois estava cansado (era sexta-feira e tínhamos trabalhado o dia todo) e porque o som dos caras é um som diferente. Quem é fã entende, mas para quem não é fã, é um som que demora para você entender e curtir.

Dançamos um pouco, mas sem nos desgastarmos muito, pois ainda tinha show pela frente. A verdade é que acho que o LCD Soundsystem não é uma banda para o Lollapalooza. É um show para lugar menor ou para um festival que tenha mais o seu perfil.


Red Hot Chili Peppers
Eu havia prometido a mim mesmo que não veria mais o RHCP desde o show do Rock in Rio de 2001, que foi uma verdadeira merda. Som baixo, vocalista desafinado e festival lotado demais por uma invasão do público não controlada pela organização. Mas já que estava no Lollapalooza e eles estavam lá, tivemos uma segunda chance. O comentário principal é: os caras tem muitos hits. E assim sendo, foi um bom show. Mas nem tanto...

O setlist foi:
1. Intro Jam
Red Hot Chili Pepper ao fundo,
em um show LOTADO
2. Can't Stop
3. Snow ((Hey Oh))
4. Otherside
5. Dark Necessities (tem vídeo)
6. Menina mulher da pele preta (música de Jorge Ben tocada e canta solo pelo guitarrista Josh)
7. Sick Love
8. Nevermind
9. Californication
10. Aeroplane
11. Blood Sugar Sex Magik
12. Hump De Bump
13. The Adventures of Rain Dance Maggie
14. Pea
15. Higher Ground (música do Stevie Wonder)
16. Under the Bridge
17. By the Way
18. Encore Jam (bis)
19. Goodbye Angels (bis)
20. Give It Away (bis)

Sério, era uma pedrada após a outra. Não dá para dizer que não é legal ir a um show onde você basicamente canta tudo junto e ainda curte umas músicas de um dos primeiros CD's que você comprou na vida (Blood Sugar Sex Magik).

Mas... apesar de cantar melhor, Anthony Kiedis segue desafinando. Anos de carreira e o cara ainda deixa muito a desejar ao vivo. Além disso, pausas longuíssimas entre uma música e outra. E para finalizar sessões repetidas de improviso entre o guitarrista Josh e o baixista Flea enchiam uma linguiça quase sem fim.

Para mim uma banda que sempre foi conhecida pela sua energia, e eu entendo que o tempo passou e a idade chegou, me parece que tem uma dinâmica de show muito chata. Mas valeu!

Ver 'Menina Mulher da Pele Preta' do Jorge Ben sendo tocada pelo guitarrista, além de curtir 'Aeroplane', 'Blood Sugar Sex Magik', 'Higher Ground' (que agora já posso dizer que ouvi o original e a versão do RHCP), 'Under the Bridge' e 'Give It Away' em uma mesma apresentação, por mais chata que seja a dinâmica, não pode ser um show ruim. E não foi! Mas assim terminamos o primeiro dia e partimos para casa, pois ainda tinham mais dois...

terça-feira, 28 de março de 2017

Lollapalooza - 26/03/2017

O segundo dia do Lollapalooza, segundo a imprensa tinha menos gente que o primeiro, mas ainda assim, tinha mais gente que as edições anteriores. Cerca de 90 mil pessoas e apesar de terem melhorado um pouco o esquema dos bares, as filas continuaram para comer e beber. Volto a dizer que este é o único ponto de melhora que vejo do festival. O segundo dia foi ainda melhor que o primeiro. E começou mais cedo também, pelo menos para mim...

- Vance Joy
O Vance Joy é a confirmação de que estou ficando velho e as novas ondas da música mundial tem pessoas muito jovens. Até aí, problema algum. Diferente de várias outras bandas atuais com som indie/adolescente, ele tem uma coisa um pouco mais sóbria, mas sem perder a pegada jovem. Com influências mais antigas, ele mistura muitas coisas novas e velhas no seu som.
Vance Joy

O setlist foi:
1. Mess Is Mine
2. Red Eye
3. The Chain (cover do Fleetwood Mac)
4. Winds of Change (tem vídeo)
5. All I Ever Wanted
6. Fire and the Flood
7. Call If You Need Me
8. From Afar / Wasted Time
9. Georgia
10. Best That I Can
11. Riptide
12. You Can Call Me Al / Cheerleader (cover do Omi)

O setlist mostra bem essa mistura de influências do Vance Joy, com cover do Fleetwood Mac, com seu próprio som, incluindo o grande hit 'Riptide' que é bem legal e uma versão de 'Cheerleader', hit da temporada passada, para fechar o show. Mas tudo tem o estilo dele.

Vi bastante potencial no som dele. Se jovem já está nessa pegada, o som tem tudo para se desenvolver em algo ainda melhor.


Catfish and the Bottlemen
PS: tentei correr para ver o fim do show do Catfish and the Bottlemen, que estava marcado para terminar em um determinado horário e terminou 10 minutos antes. Fiquei sem ver quase nada, mas foi legal ter um cheio do finalzinho que vi. Fiquei curioso para ver mais.

- Jimmy Eat World
Eu tenho um carinho especial por esta banda, pois a conheci quando fui estudar nos EUA. Marcou uma época para mim. Era aquela bandinha animada da universidade. Mas... o tempo passou.

O setlist do show dos caras foi:
1. Bleed American
Jimmy Eat World
2. Big Casino
3. My Best Theory
4. Get Right
5. I Will Steal You Back
6. You Are Free
7. Hear You Me
8. Futures
9. Work (tem vídeo)
10. Pain
11. 23
12. Sure and Certain
13. The Authority Song
14. A Praise Chorus
15. Sweetness
16. The Middle

O tempo passou e o som dos caras não evoluiu. É aquela mesma coisa há mais de 15 anos. Além disso, a diferença do rock inglês para o norte-americano é o que segundo vira um negócio meio, desculpem-me pela expressão, mela cueca com o tempo, invariavelmente. Tipo Capital Inicial, sabe? Rs Músicas sem força, sem pegada, que chamam zero a atenção de quem não é fã da banda.

Foi legal vê-los, uma vez que foi a primeira apresentação dos caras no Brasil. Mas nada mais que isso... Como sempre no Lollapalooza, o maior, e talvez único, hit da banda, 'The Middle' ficou para o fim. O vídeo abaixo é de outra música e peço desculpas pela qualidade do som que ficou péssima.


- Duran Duran
O Duran Duran seguramente era a banda mais antiga do festival e não fizeram feio. Muito pelo contrário. Na minha opinião fizeram um dos melhores shows do Lollapalooza de 2017. Desfilaram hits, sobrou simpatia, transbordou talento.

Duran Duran e Céu
O setlist dos caras foi:
1. The Wild Boys
2. Hungry Like the Wolf
3. A View to a Kill
4. Last Night in the City
5. Come Undone (tem vídeo)
6. Notorious (tem vídeo)
7. Pressure Off
8. Ordinary World (com a participação especial da Céu)
9. (Reach Up for the) Sunrise / New Moon on Monday
10. White Lines (Don't Don't Do It) (cover do Grandmaster Melle Mel)
11. Girls on Film (tem vídeo)
12. Rio

Começando pelo visual que apesar de mais moderno, isto é, sem os blazers com ombrera, ainda tem as cores dos anos 80, vibrantes, o show começou numa sequência matadora de hits que já valeria o ingresso. Quando parecia que não podia melhorar, a Céu fez uma participação muito legal em 'Ordinary World' (veja aqui!).

Galera dançando no show do Duran Duran
A sequência final também foi arrebatadora e mesmo entendendo a filosofia do festival, ainda me questiono porque estes caras com a história e qualidade que tem e seguem apresentando, só tem uma hora de apresentação e em um horário não considerado imporante. Quem foi ver os caras não se arrependeu. Volto a dizer, foi um dos melhores shows do festival.

Na sequência uma série de vídeos da apresentação, sendo que um vale a pena menção, pois um figura estava liderando uma pequena galera em coreografias durante o show. Consegui filmar uma palhinha em 'Girls on Film', afinal estamos todos ali para nos divertir, certo?

Come Undone

Notorious

Girls on Film - com direito a coreografia

- Two Door Cinema Club
Para mim, o melhor show do festival pelo simples motivo de que a banda mescla bem o que o festival busca: um mix de medalhões (os caras já tem alguma história, não muita, mas tem), som novo (o indie rock deles continua afiado e bem diferente das bandas contemporâneas) e que trazem público.

O show no palco principal do festival não encheu como o de outras bandas, mas ainda assim trouxe uma galera. A curtição foi bem confortável e com bastante espaço para dançar. Para quem já conhecia o som, foi a confirmação de que os caras fazem bem o que fazem e para quem não conhecia direito, me incluindo nessa e muitos dos que estavam ao meu lado, foi uma grata surpresa.

O setlist foi:
Two Door Cinema Club
1. Cigarettes in the Theatre
2. Undercover Martyn
3. Do You Want It All?
4. This Is the Life
5. Changing of the Seasons
6. Bad Decisions
7. Lavender
8. Next Year (tem vídeo)
9. Come Back Home
10. Something Good Can Work
11. Are We Ready? (Wreck)
12. Gameshow
13. Sleep Alone
14. I Can Talk
15. Sun
16. Someday
17. What You Know

O resumo do show é: dançar! Muito! Apesar de uma postura e figura meio apática, o vocalista e líder da banda Alex Trimble faz seu trabalho muito bem. O resto da banda também entrega um som diferente, sem aquela perfeição do Metallica que não erra uma nota, mas que vejo com bons olhos, pois deixa o som mais orgânico (ok, tentei achar uma palavra melhor e não consegui).

Para mim, o grupo mandando 'What You Know' foi o momento auge do festival. Energia explodindo para tudo que era lado. Veja aqui!

Recomendo super. Mesmo eu que já tinha visto os caras no segundo Lollapalooza Brasil me impressionei com a apresentação deste ano.


- The Weeknd
Ok, eu confesso, eu curto 'Can't Feel My Face' e por isso queria ver o show do cara. Entre um milhão de referências que você acha no som do cara, que também é produtor de R&B, não gostei muito do que ouvi, apesar do show LOTADO me dizer que o errado devo ser eu.

O setlist do show foi:
The Weeknd
1. Starboy
2. False Alarm
3. Glass Table Girls
4. Party Monster
5. Reminder
6. Often
7. Acquainted
8. Rockin'
9. In the Night
10. Earned It
11. Wicked Games
12. Ordinary Life / Stargirl Interlude
13. Six Feet Under
14. Low Life / Might Not
15. The Morning
16. Sidewalks
17. Secrets / Can't Feel My Face (tem vídeo)
18. I Feel It Coming
19. The Hills

Junto com o 1975, foram os dois sons mais adolescentes daquilo que vi no festival. E o cara tem tanta referência no som dele, que fica difícil de saber quem ele é. Você nota Bruno Mars e consequentemente Michael Jackson. Eu ouvi algo de Boyz II Men em algumas músicas e dá pra ouvir muita boy band em outras também. E claro, você nota Daft Punk no som, até pela colaboração que os caras fizeram.

Foi legal ver o show lotado, galera toda mexendo a mãozinha e pulando junto, mas o som do cara não me agradou no geral. Tem coisa muito legal, mas o resto é pop/adolescente demais para mim.


- Strokes
O principal show da segunda noite tinha alta expectativa do público, com a volta do Strokes ao Brasil. E os caras conseguiram fazer a apresentação mais nonsense que eu já vi (sabe aquela coisa meio Nirvana no Hollywood Rock?). Dava raiva e você pulava quase ao mesmo tempo.

O setlist do show foi:
The Strokes
1. The Modern Age
2. Soma
3. Drag Queen
4. Someday
5. 12:51
6. Reptilia
7. Is This It
8. Threat of Joy
9. Automatic Stop
10. Trying Your Luck
11. New York City Cops
12. Electricityscape (tem vídeo)
13. Alone, Together
14. Last Nite
15. Heart in a Cage (bis)
16. 80s Comedown Machine (bis)
17. Hard to Explain (bis)

Enquanto uns defendem Julian Casablanca dizendo que ele é meio blasé e é normal o jeito dele e isso caracteriza a banda, o fato é que as pausas enormes entre uma música e outra, suas piadas totalmente sem graça e intervenções sem nenhum tipo de explicação, brocharam bastante o público em uma apresentação que poderia ser histórica.

Lollapalooza LOTADO!
Apresentando uma seleção musical muito focada no disco Is This It de 2001, foi uma chuva de clássicos, somados a outros hits de outros discos. Seguramente foi um dos setlists mais fodas do final de semana.

Era isso, você se acabava durante a música e depois ficava 5 minutos do Julian falando besteira até saber o que mais viria por aí, para aí cantar junto de novo.

Ah, mas a banda é assim! Que bosta, diria eu. Um saco ver um show onde o vocalista, líder da banda e quem faz a interface com o público parece estar tão louco, que não se conecta com a platéia. Sorte a dele que a música dele e da banda fazem melhor isso que ele.

Mas valeu por ouvir as grandes pancadas e dançar algumas músicas que ainda não existiam na última vez que os vi.


E assim terminou mais um Lollapalooza. Que em 2018 a organização repense a quantidade de público ou resolva os problemas de estrutura de bebida e comida. A gente não quer só show bom, a gente quer isso, cerveja gelada e cada vez mais aproveitar esse clima festival. :)

segunda-feira, 27 de março de 2017

Lollapalooza - 25/03/2017

O Lollapalooza 2017 foi mais uma vez um ótimo festival. Como todo ano, há reclamações sobre o lineup não ser muito bom e de fato, desta vez eu conhecia bem pouca coisa. Mas acredito que seja eu que estou ficando velho e não o lineup que está ficando ruim. Rs

Lollapalooza: dias bonitos, muita música e diversão.
Os pontos que valem menção do festival este ano são a qualidade do som que melhorou muito. A impressão que tenho é que foram adicionadas novas torres de delay de som ou se elas já existiam, algo foi alterado, pois em todos os palcos e em quase todas as posições, longe ou perto, você ouvia muito bem e com quase nada de delay, os shows.

A qualidade do som pode ter sido reforçada, pois este ano o festival recebeu muito mais gente. Números falam em 100 mil pessoas por dia e mesmo sem falar em números exatos, estava claro no fluxo de gente se deslocando entre palcos a quantidade de gente a mais, se comparado a outros anos. Também foi o primeiro ano que o Lollapalooza teve o sistema cashless, onde o ingresso era uma pulseira, que também era uma carteira virtual, que dava mais segurança a todos nas compras. De fato não ter de se preocupar em esquecer o ingresso e em levar a quantidade certa de dinheiro e ter cartão, ajuda muito.

O ponto negativo ficou pelas longas filas nos bares em todo o festival. A impressão que deu foi que havia mais gente, mas que a estrutura de bares não foi incrementada. Parece que achavam que o sistema cashless ajudaria a agilizar as compras, mas o fato é que isso tornou o processo mais lento (o processo tinha duas etapas e muita gente não sabia usar o sistema). E além disso, os produtores de comida e os bares não estavam preparados. Para comer, você pagava e tinha de esperar a comida ficar pronta. Para beber, você pagava e ainda demorava um tempo até te entregar tudo, se você pedisse mais de um item.

Para manter a mesma quantidade de pessoas para 2018, é preciso multiplicar a estrutura de bebida e comida. Ou será preciso voltar a quantidade de público de 2016. Mas tirando esse problemas com os bares, todo o resto funcionou muito bem. E vamos de música...

- 1975
A banda inglesa fez um show animado, dançante. Eu conhecia zero da banda e achei, apesar de legal de dançar, o som meio adolescente.

O vocalista fazendo pose fumando sem parar, coisa que já não se vê com tanta frequência nos palcos, mas a banda parecia mais pose que qualidade.
1975

O setlist foi:
1. The 1975
2. Love Me
3. UGH!
4. Heart Out
5. A Change of Heart
6. Loving Someone
7. She's American
8. Somebody Else
9. Girls
10. Sex
11. If I Believe You (tem vídeo)
12. Chocolate
13. The Sound

Desde já peço desculpas pela qualidade dos vídeos, pois a minha câmera começa a apresentar sinais de cansaço. Mas deu para registrar tudo.

Infelizmente não tenho muito o que falar da banda. Dançamos, rimos e valeu ver os caras. Mas eu não sei se os veria de novo com este som que eles fazem hoje. Fica um vídeo do show, mas... da música mais lenta da apresentação. Rs Foi mal!


- Rancid
Primeiro show dos caras no Brasil, apresentação que eu tinha de ver, por ser uma banda que gosto desde adolescente. O tempo passou, o Tim Armstrong está absolutamente irreconhecível, mas o som continua aquilo que se espera dos caras.

O setlist foi:
1. Radio
Rancid
2. Roots Radicals
3. Journey to the End of the East Bay
4. Maxwell Murder
5. The 11th Hour
6. East Bay Night (tem vídeo)
7. Last One to Die
8. Dead Bodies
9. Salvation
10. Bloodclot
11. Old Friend
12. The Bottle
13. St. Mary
14. Tenderloin
15. Olympia WA.
16. Honor Is All We Know
17. It's Quite Alright
18. Fall Back Down
19. Time Bomb
20. Ruby Soho

O bom de show de punk rock é que é música atrás de música, pouca firula e no final, 20 músicas em uma hora. A banda toda continua em boa forma, mas é difícil entender com o Tim ainda tem voz. O cara estava muito rouco no fim do show.

Sem entrar em nenhuma rodinha, deu para pular bastante, o show passou que nem deu pra sentir. E claro, como todos no Lollapalooza, o final reservou as três músicas mais famosas dos caras, fazendo aquele final apoteótico. Demorou para os caras virem, mas deu para ver que tem público e podem voltar para fazer um showzinho mais longo. Estamos esperando.


PS: tentamos ver o The XX na sequência, mas a fila do bar para comer e beber era tão grande que perdemos o show todo para comprar espetinhos e cerveja. AÍ NÃO DÁ PRODUÇÃO? :/

- Metallica
Claro, a banda mais esperada da noite, quem sabe do festival, era o Metallica. Os caras fizeram um show de duas horas, como sempre técnicamente perfeito. A diferença foi a apresentação do novo disco, Hardwire... To Self-Destruct. E eu que ouvi e achei chato, achei que as músicas funcionaram muito bem ao vivo.

O setlist foi:
1. Hardwired
Metallica
2. Atlas, Rise!
3. For Whom the Bell Tolls
4. The Memory Remains
5. The Unforgiven
6. Now That We're Dead
7. Moth Into Flame
8. Harvester of Sorrow (tem vídeo)
9. Halo on Fire
10. Whiplash
11. Sad but True
12. One
13. Master of Puppets
14. Fade to Black
15. Seek & Destroy
16. Battery (bis)
17. Nothing Else Matters (bis)
18. Enter Sandman (bis)

Você só sente que os caras estão ficando velhos pela quantidade de solos que rolam para a banda descansar. Fora isso, a pegada segue a mesma. E foi essa pegada que levou a Marina, a esposa, a dizer que gostou do show. Meu coração se encheu de alegria! Rs

Por ter sido um show mais curto, ficou muita coisa de fora. Mas para um apanhado de festival, o setlist teve um pouco de tudo. Momentos altos para mim ficam sempre com 'Whiplash' e 'One'.

Foi um dia de poucos shows pelo atraso na minha chegada e filas, mas... com bandas e estilos tão diferentes, que é perfeito para lembrar a graça de um festival. Ver de tudo um pouco, se divertir com os amigos e aproveitar música ao vivo de qualidade. E ainda tinha o segundo dia...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Lollapalooza - A Estrutura - 05 e 06/04/2014

Um festival gigante! Foi isso que o Lollapalooza se tornou e provavelmente assim estará este post quando eu acabar de escrevê-lo! Estrutura gigante, shows impressionantes e problemas do mesmo nível. Então façamos assim: este post será dividido em estrutura e dias 01 e 02 do festival. E assim, quem sabe, eu consiga escrever tudo que tenho para falar deste mega evento.

Entrada do Lollapalooza

Lollapalooza: A Estrutura
Na sua 3a edição, o Lollapalooza mudou de data (saiu da páscoa e ganhou ponto positivo por isso), mudou de 3 para 2 dias me relação a 2a edição (não sei dizer se isso é bom ou ruim), voltou a crescer a lotação máxima do festival para 70 mil pessoas em relação a 2a edição (ponto negativo), foi para o Autódromo de Interlagos (ponto negativo, na minha opinião) e mudou a forma de organizar o lineup (ponto super negativo!).

Fato é, o Lollapalooza com a Time For Fun é outro festival daquele organizado pela Geo. O festival da Geo era menor, mais confortável e te dava a chance de ver a grande maioria dos shows sem perder muita coisa. O da Time For Fun é um mega evento, onde você precisa escolher o quer ver e para isso, precisa andar muito. Mas vamos ponto a ponto...

Longas Distâncias a Serem Percorridas no Autódromo
A escolha do Autódromo de Interlagos para a realização do Lollapalooza para mim foi ruim, mas pode ter sido boa para outras pessoas. Longe... Acesso por transporte público possui, assim como possuía o Jockey. O acesso de carro ficou mais fácil, por ter mais espaço para estacionamento, inclusive com a venda de um voucher antecipado (ponto positivo). Minha escolha foi ir de van, alugada e dividida com um grupo de amigos, para fugir do se beber não dirija e da muvuca que poderia ser o transporte público (que me foi dito por alguns, que apesar da muvuca, funcionou muito bem). Apesar da espera de um grupo para que a van possa sair e ao final de um show, o ritmo de cada um é diferente, para mim provou ser a escolha certa.

Intenso Fluxo de Pessoas
O lineup bem interessante foi o melhor para o meu gosto musical do que as edições anteriores, mas infelizmente não trouxe nenhuma surpresa, como trouxeram as edições anteriores (tipo aquele show de uma banda que você conhece mais ou menos e passa a ser fã por causa da performance dos caras). Mas infelizmente, por ter mudado de dois palcos principais e um alternativo para três palcos principais, grandes atrações tocaram ao mesmo tempo. Sim, você precisa escolher o que quer ver! E em alguns momento isto foi difícil: Lorde x Phoenix / Soundgarden x Jake Bugg / Arcada Fire x New Order, por exemplo. Provavelmente existiram outros embates para outros fãs, mas pra mim as escolhas foram óbvias. E por mais óbvias que elas tenham sido, eu também gostaria de ter visto os outros shows e quem sabe conhecer algo que eu nunca tinha visto ou conhecia pouco, melhor. Enfim, eu queria VER TUDO PORRA! Mas ok, novo conceito, mudemos a mentalidade... Aqui nem critico ou aplaudo, mas preciso compreender que nem tudo é mais como era antigamente.

Filas. Muitas Filas
Sobre o espaço, no primeiro dia eu sofri. É tudo muito longe! E os caminhos que levam um palco a outro, nem sempre os mais curtos, afinal estávamos em um autódromo. Os "atalhos" ficavam tão insuportavelmente cheios, que o jeito era dar a volta mais longa e isso significava sempre (além das escolhas), ou perder o final do show de alguém ou perder o início do show de alguém. E aqui eu critico! Ter de escolher é uma coisa, mas se os shows são alternados para que você possa passar de um palco a outro, o intervalo deveria ser maior. Em condições normais já seria complicado sair de um pouco e ir para outro em 5 minutos. Com toda aquela boiada então, impossível. Cada movimentação exigia pelo menos uns 20 minutos, o que é FODA!

O espaço grande foi para acomodar um público de até 70 mil pessoas e para esta quantidade de gente, é preciso ter mais estrutura. Filas grandes para comprar fichas em alguns caixas (outros vazios) e fila para pegar bebida. Dois erros inaceitáveis em um festival para mim. Os banheiros, apesar de distantes em alguns casos, fluíam bem e tinham até uma água para jogar na mão. E para finalizar, o erro mais grave, acabou comida e acabou bebida em alguns horários em alguns bares em ambos os dias. INACEITÁVEL!

Palco Onix. Visão Ótima e Péssimo Som
Para piorar ainda tivemos palcos em locais interessantes, mas com qualidade do som nem tão interessante assim. O palco ONIX foi colocado em um anfiteatro natural, o que seria incrível para quem quer ter uma boa posição para ver o show. Mas não, pois o som não subia a montanha onde a galera ficava. Então ou você estava no mesmo nível do placo ou não iria ouvir nada. O palco Skol ficava num grande espaço, o maior deles, que era naturalmente limitado por dois pequenos morros em cada uma das laterais e os guard rails do autódromo. Deveria ter sido ótimo, se o terreno não fosse largo e caso você se localizasse em uma lateral, ouviria bem mal o show. O palco mais remoto e quase sempre o mais vazio, chamado de Interlagos, era o mais plano e por isso com o melhor som. Mas a simples tarefa de entrar ou sair do espaço poderia ser bem complicada, com gente chegando e indo embora pelo mesmo corredor, onde ainda tinha gente vendo os shows e foodtrucks com filas. Em resumo, tinha tudo para ter sido bom, mas não foi.

Chef's Stage
Por fim, as atrações extras como pista de patinação, roda gigante e bar suspenso, atraíram gente, mas não como em outros anos. As filas eram sempre razoáveis (apesar de eu não ter entrada em nenhuma). E a feira de comidas feitas por chefs (Chef's Stage) foi uma grande adição ao festival, fazendo com que fosse possível comer de forma rápida e razoavelmente bem em um festival tão longo. Ponto pra Time for Fun.

Aos patrocinadores só posso dizer o seguinte: cerveja a R$ 9,00 e maquina de cartão de crédito que não funciona por falta de "rede", não dá né?

Ao final, eu (e lembre-se, é uma opinião pessoal) preferia o Jockey. Mais próximo, menores distâncias entre os palcos, sem choques de grandes shows e maior/melhor organizada estrutura de bar e comida. Talvez esteja na hora de me adaptar a este tipo de festival. E parabéns pela inclusão do Chef's Stage. De resto, vamos aos shows...

Lollapalooza Brasil