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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Lollapalooza - Shows do 1o dia - 05 e 06/04/2014

Sábado e primeiro dia do Lollapalooza 2014 não foi de grandes shows. Tudo bem mais ou menos mesmo. Devido ao desconhecimento do local onde foi feito o festival e por causa do trânsito insuportável do sábado a tarde, perdi os primeiros shows que queria ver, do Cage the Elephant e do Julian Casablancas. Então começamos com o Imagine Dragons.

Imagine Dragons
Imagine Dragons
Chegamos, entendemos mais ou menos como funcionava o local e fomos para o palco Onix ver o Imagine Dragons. Um dos shows mais cheios do festival e acho que o mais cheio deste palco. Muita gente sentada esperando o show e fizemos o mesmo: arrumamos um espaço e sentamos.

Quando o show começou, claro que todos levantaram e mesmo num anfiteatro natural, era difícil ver o palco. O som não chegava onde estávamos e foi horrível. Descobrimos que aquele palco que tinha tudo para ser o melhor, tinha um grave problema com o som. Ele não subia o morro.

Então saí com a Marina, a namorada e única companhia neste momento, de onde estávamos (lado direito do palco e onde chegam todas as pessoas que acabaram de vir do festival e onde chegam as pessoas que vem de outros palcos) e fomos para o lado esquerdo do palco, que já no primeiro show, se provou o melhor local de ver shows neste palco. Como todo mundo chega e fica no lado direito, o lado esquerdo permitia sempre chegar mais perto do palco e ter boa visão e escutar bem.

Imagine Dragons
O show teve o seguinte setlist:

1. Fallen 
2. Tiptoe 
3. Hear Me (tem vídeo)
4. It's Time 
5. Amsterdam 
6. Rocks 
7. Song 2 (cover do Blur)
8. Cha-Ching (Till We Grow Older) 
9. Demons 
10. Bleeding Out 
11. On Top of the World 
12. The River 
13. Radioactive

O show, pra mim, foi bem chatinho. Mais uma cópia dessas bandas indie alegres, mas sem muita novidade. Ainda ouvi alguns dos hits que tocam na rádio e de fato o público cantava em peso e parecia curtir bastante o show. O mais divertido pra mim, foi ouvir a versão de 'Song 2' do Blur e todo mundo pulando.

Saímos quando eles ainda tocavam 'Demons' e saindo lá por cima passávamos por gente que quase não ouvia nada, mas cantava tudo. Queria ter visto 'Radioactive', maior hit da banda, mas aí já estávamos rumando em direção ao próximo show. Este não devo ver de novo...

Fica um vídeo da banda para mostrar mais ou menos como foi.


Lorde
Lorde
Conseguimos achar o palco Interlagos na tentativa de ver o início do show da Lorde (o plano era na sequência ir ver parte do show do Phoenix) e conseguimos chegar lá antes dela subir ao palco.
O show teve o seguinte setlist:

1. Glory and Gore 
2. Biting Down 
3. Tennis Court 
4. White Teeth Teens 
5. Buzzcut Season (tem vídeo)
6. 400 Lux 
7. Easy (cover do Son Lux)
8. Ribs 
9. Hold My Liquor (cover do Kanye West)
10. Royals 
11. Team 
12. A World Alone

Lorde

Fiquei surpreso com o som dela. Apesar de não ter ficado encantado, deve ter sido a coisa mais original que vi e ouvi no Lollapalooza (junto com o Savages, no segundo dia). Batidas eletrônicas, apenas dois músicos de apoio, uma voz poderosa aos 17 anos e uma presença no palco meio assustadora, aliada a passos de dança meio descoordenados (e por vezes divertidos). Som bom para ouvir naqueles dias que você precisa de uma música calma.

Vimos e dançamos o show até 'Ribs', quando decidimos nos locomover até o Phoenix e foi uma péssima decisão. Muita gente chegando para ver o final do show da Lorde, misturando com o pessoal que veio e ficou vendo pelo caminho de acesso ao palco, com as filas dos foodtrucks que ali estavam, fez com que o processo de saída fosse chato, difícil e por vezes, um pouco assustador pelas pequenas confusões que vão rolando.

Ouvimos 'Royals', o maior hit da cantora, na muvuca e cantando. Saímos de lá odiando o autódromo e chegamos para as duas últimas músicas do Phoenix.

Um pouco de como foi a Lorde...


Phoenix
Posso dizer que o setlist foi o abaixo:
Pheonix

1. Entertainment 
2. Lasso 
3. Lisztomania 
4. Too Young / Girlfriend 
5. Trying to Be Cool / Drakkar Noir / Chloroform 
6. If I Ever Feel Better / Funky Squaredance 
7. Sunskrupt! (combinação de "Love Like a Sunset" e "Bankrupt!")
8. Consolation Prizes 
9. S.O.S. in Bel Air 
10. Armistice 
11. 1901
12. Rome 
13. Entertainment

Vimos, muito de longe, eles tocarem 'Rome' e 'Entertainment' e rumamos ao show mais esperado da noite pra mim, o Nine Inch Nails.

O show me pareceu bastante animado e dançante. Queria ter visto mais.

Nine Inch Nails
NIN
Voltamos ao palco Onix (que não tinha metade do público do Imagine Dragons e estava super tranquilo) e fomos ao local onde aprendemos ser o melhor local daquele palco e de cara encontramos com parte do grupo que tinha ido conosco na van.

Eu já havia visto o NIN em 2005 e esperava um grande show, principalmente pela iluminação, que dá todo o tom da apresentação.

O setlist foi:

1. Wish 
2. Letting You 
3. Me, I'm Not 
4. Survivalism 
5. March of the Pigs 
6. Piggy 
7. Find My Way 
8. Sanctified (com o riff de Sunspots)
9. Disappointed 
10. All Time Low (tem vídeo)
11. Burn 
12. The Great Destroyer 
13. The Big Come Down 
14. Gave Up 
15. Hand Covers Bruise 
16. Beside You in Time 
17. The Hand That Feeds 
18. Head Like a Hole 
19. Hurt

NIN
Este foi o primeiro show que vi inteiro e curti muito. Marina, apesar de gostar de algumas músicas, ficou meio assustada com a porradaria. Zeca, meu cunhado, segundo palavras dele, ficou catatônico. É uma banda bem diferente mesmo.

Trent Reznor, o "dono da banda", é um baita artista. NIN era um som super original quando surgiu e a verdade é que continua sendo. Não existem muitas bandas que tocam o som que estes caras fazem. E todos os detalhes pensados, seja do gelo seco, da iluminação, da banda que toca seus instrumentos e depois ataca nos sintetizadores (ou o batera, que também toca guitarra e não erra nada em nenhum dos dois instrumentos), tudo parece muito bem pensado e executado. Para quem curte um som mais pesado, as vezes, ou mais elaborado, as vezes, é um baita show.

O início com 'Wish' foi eletrizante (sim, eletrizante mesmo!). A sequência 'Survivalism' e 'March of the Pigs' deixou o povo louco. Depois o show dá uma flutuada entre a porradaria, as músicas mais calmas e os sintetizadores. E por mim poderia ter acabado com 'The Hands that Feed', que é minha música favorita.

Um show estranho como a banda, mas bom pacas, pois ninguém mais faz igual.

Um pouco de sintetizadores misturados com o som da banda para verem como foi.


Muse
Muse
E fomos ver o show de encerramento da noite e claro que perdemos o começo, pois em 5 minutos, nem que eu quisesse muito estaria no palco Skol.

O setlist foi:

1. New Born 
2. Agitated 
3. Lithium (cover do Nirvana)
4. Bliss 
5. Plug In Baby 
6. The 2nd Law: Unsustainable 
7. Butterflies & Hurricanes 
8. Liquid State 
9. Madness (tem vídeo)
10. Interlude 
11. Hysteria (com parte de "Back in Black")
12. Starlight 
13. Time Is Running Out 
14. Stockholm Syndrome 
15. Yes Please 
16. The 2nd Law: Isolated System (bis)
17. Uprising (bis)
18. Knights of Cydonia (bis)

Como chegamos com o show já em andamento, o espaço do palco já estava bem cheio. Ficamos de frente pro palco, mas bem ao fundo, mas deu pra ouvir bem (mas de novo o som estava bem baixo em alguns pontos). A banda priorizou umas coisas mais velhas e fugiu de vários hits. O melhor do show, foi, bem, vejam só, o Muse tocando Nirvana, no caso 'Lithium'. Por estarem se completando exatos 20 anos da morte de Kurt Cobain e também do último cancelamento de show da banda, no próprio Lollapalooza, a homenagem caiu bem. E foi o único momento em que todos pularam.

O resto do show foi meio caído. 'Uprising' já no bis, deu uma animada, mas aí o show já estava terminando e a jornada para casa já tinha acontecido para a maioria do público, pois o local já estava bem mais vazio a esta hora.

Abaixo o vídeo de 'Madness' que mostra o som mais ou menos e um show meia boca também.


Em resumo, o primeiro dia valeu pelo NIN. O resto foi para cumprir tabela e o Muse, depois do show feito no Rock in Rio, deixou muita gente esperando mais.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rock in Rio 2013 - Final de Semana I

Eu vacilei e não consegui comprar ingresso para nenhum dia do Rock in Rio de 2013. E se eu der qualquer vacilo deste de novo, pode me bater. De qualquer forma comprei 6 ingressos que me permitirão ver em São Paulo pelo menos 8 shows que estarão no Rock in Rio. Menos mal, mas tá doendo ver aquela animação toda na TV.

E não adianta, festival é cansativo, mas tem uma energia boa demais. Ainda mais o Rock in Rio, que é um festival daqui, que tem uma história. Aprendi a gostar de música vendo a versão de 85 em VHS e até hoje me emociono quando o hino do festival toca.

Não vi tudo, mas queria deixar aqui meus comentários sobre o que vi. Mas antes, queria deixar minha opinião sobre os comentários que aparecem toda edição do Rock in Rio, dizendo que o festival deveria ser chamado Pop in Rio, por causa das suas atrações. Cara, nenhum Rock in Rio foi 100% rock. A edição de 1985 teve Baby Consuelo, Ney Matogrosso, Al Jarreau, George Benson, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Ivan Lins, Alceu Valença e Moraes Moreira, como exemplos de que o festival tinha uma veia bem com pop, jazz e MPB também, além de rock. Em 1991, no Maracanã também teve Moraes Moreira, Alceu Valença e Elba Ramalho, além de New Kids on the Block, Jimmy Cliff e Prince. Nunca houve uma única edição sem outros estilos além do rock. Pode-se argumentar que em 1985 a distância entre os estilos era bem menor, mas o fato é: o festival nunca foi só rock. Ponto!

Vintage Trouble
Mas indo ao que interessa, vamos de impressões. Na 6a feira, 13 de setembro, o primeiro show que vi pela TV foi o da banda Vintage Trouble, que tocou com a Jesuton, mas não vi a jam. Não conhecia e valeu a pena. Rock and roll old style, divertido, botando todo mundo para dançar. A melhor surpresa do festival até aqui para mim.

Depois vi Selah Sue e Maria Rita. Além dois shows chatos, perderam a chance de fazer algo diferente. Cada um tocou seu show e depois de juntaram em uma música, mal ensaiada por sinal. Perda de tempo.

O show de homenagem ao Cazuza, chamado de "Cazuza - O Poeta Está Vivo", na minha opinião, foi pavoroso. É clássico e não se mexe em clássico, a não ser que seja para fazer algo melhor. Os arranjos ficaram muito ruins e as interpretações da Maria Gadú e da Bebel Gilberto, sofríveis, fora de contexto. Palmas para Ney Matogrosso e as belas interpretações que fez e para o original tocado pelo Barão Vermelho.

Living Colour e Angélique Kidjo
Living Colour (show que verei em São Paulo esta terça, 17 de setembro, no Bourbon Street) foi, como sempre, demais! Óbvio que aqui existe um gosto pessoal, mas palco lotado e show impecável. Além disso, a dobradinha com a Angélique Kidjo foi sensacional, inclusive cantando 'Love Rears It's Ugly Head". Muito boa junção.

Nossa maior estrela da música pop, Ivete Sangalo, entrou e quebrou tudo como de costume. Não gosto do tipo de música dela, mas é impossível não reparar na forma como ela domina a platéia com seu repertório e seu jeito divertido. Segurou e bem a imagem do Brasil antes da Beyoncé (eu já vi a Beyoncé no Brasil, com abertura da Ivete Sangalo e fica ruim pra gringa botar a galera para pular depois da baiana).

Do David Guetta só vi um vídeo depois dele tocando 'Titanium' e o festival virou uma balada a céu aberto. Mas neste vídeo reparei que estava tudo gravado já e ele, enquanto DJ, quase nada fazia. Me perguntei se ele não estava lá tocando CD's e curtindo uma festinha. Eu curto ver o DJ trabalhar e montar os arranjos na hora, mesmo já sabendo que arranjos são estes.

Beyoncé
A estrela da 1a noite, Beyoncé, terminou a programação do dia com uma bela performance, 100% coreografada. Não curto toda dança ter de ser sexy e nem curto a falta de improviso, mas o espetáculo é muito bom, ensaiado e a banda feminina dela, continua muito afiada. Um ótimo show de música. A finalização com 'Aaaaaaah Le Lek Lek Lek', mesmo pra quem não curte funk, foi para arrebatar a platéia de vez.

Na 2a noite só ouvi falar que o 30 Seconds to Mars forçou e consegui uma grande empatia com o público, inclusive com o Jared Leto pulando da tirolesa. Vi um vídeo de Saints of Valory e me pareceu chato e chupado do Coldplay. Vi quase nada do Offspring, mas parecia estar divertido. A participação de Marky Ramone na bateria foi legal, mas com o Dexter Holland (vocal do Offspring) lendo e ainda assim errando toda a letra, ficou feio. Quem é líder de uma banda de punk rock e não sabe como uma música do Ramones vai? Matou um momento que deveria ter sido memorável.

Florence and the Machine me pareceu um show que eu acharia chato ver ao vivo num festival, mas a energia da dona Florence e a forma como ela canta, faz a apresentação ser bem forte e de uma troca de energia intensa com o público.

Muse
O principal show da noite, do Muse, foi brilhante. Rock bem tocado (3 integrantes e um músico contratado), criativo, performático e o Matthew Bellamy (vocalista) tem uma extensão vocal impressionante. A reação do público foi de matar de inveja quem ficou em casa, como eu.

Na 3a noite do festival e última do 1o final de semana, a primeira coisa que vi foi Jota Quest e a única coisa que me pergunto é: como uma banda que parecia que iria ser uma das melhores do Brasil se perdeu tanto? Tanta coisa ruim e brega que dói. Na sequência consegui ver pelo menos 'On Broadway', com George Benson e Ivan Lins, numa dobradinha que veio do Rock in Rio I e que pelo visto, continua com a mesma qualidade. Que som!

Alicia Keys
Jessie J não sabe se toca R&B, pop ou uma fusão de tudo. Uma atitude com o público surpreendente, ótimo vocal e disposição. Mas falta mais de espetáculo ali, acho eu, além de um figurinista (comentário meio feminino, eu sei, mas foi foda). Já a Alicia Keys poderia, além de fazer um bom uso de um figurinista também, pois parecia uma mulher fruta, voltar ao piano e a música. Ela sensualizando, dançando com bailarinos e tocando menos, não fez minha cabeça. As músicas e a qualidade da banda, do vocal e do piano da moça não precisam de comentários, mas acho que ela mais perdeu do que ganhou nessa nova pegada diva pop.

Para finalizar este gigantesco post, Justin Timberlake. E me desculpem aqueles que não respeitam o pop, mas o cara é foda! Presença de palco, canta e dança bem. As músicas são boas! Mas o que mais me chamou a atenção foi a banda do cara. Além de competente, os Tennessee Kids todos parecem estar se divertindo bastante, o que é sempre um prazer ver. Cenário simples, deixando a atenção focada toda no espetáculo musical. Única coisa que talvez não tenha curtido, é que de tão ensaiado, assim como a Beyoncé, achei que houve pouca margem para improviso e maior interação próxima ao público. Mas fora isso, apresentação perfeita.

Como resultado destes 3 primeiros dias, acredito de verdade que ficou, para a maioria dos artistas, a emoção do público. Muitos pareceram verdadeiramente emocionados e de fato o público deu show a parte no festival. O negócio é fazer valer esta fama de melhor lugar do mundo para se dar show (concorrência forte com México e Argentina).

Amanhã eu começo a minha maratona de shows em São Paulo e poderei acompanhar pouco o Rock in Rio, mas semana que vem publico mais um texto com as minhas impressões, se é que alguém se importa.

E para quem não viu, abaixo o show completo do Justin Timberlake.