sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Jamiroquai - 07/02/2013



Jay Kay
Quinto show do Jamiroquai e uma grande expectativa depois da aparição no Rock in Rio, que aconteceu sem que nenhum dos clássicos antigos fosse apresentado. Volta ao local do segundo show, Credicard Hall, que foi aquele no qual eu mais me diverti. Eu só queria dançar até me acabar, como já fiz outras vezes. Missão cumprida! As músicas antigas voltaram ao setlist, garantindo a diversão.

Ingressos comprados com mais de um mês de antecedência (obrigado Amanda!) e ótima companhia (além da Amanda, primeiro show com a namorada - enquanto namorada, casais Otavio e Tata, Marcelo e Marcela - não é sacanagem, Luis e Mariana e presença ilustre vinda de Brasília: Bruno Crazy!). Sempre digo que música boa e companhia agradável é receita de sucesso para um show bom. Não foi diferente.

O tradicional casaco do Brasil
Lição aprendida para shows no Credicard Hall, chegamos cedo. Show marcado para 21:30 e 20:30 estacionamos o carro. Pouca fila para pagar o estacionamento, vaga na boca da saída (receita de sucesso para um pós show não traumático). Lá dentro ainda tudo vazio, tempo de tomar aquela primeira cervejinha. Show começou um pouco atrasado, por volta das 22:20 (o que é raro, pois os shows todos tem começado com pontualidade britânica), já com uma pedrada: 'Twenty Zero One' (gravada, afinal, eu queria curtir o show! Por isso, adiantei logo as obrigações blogueiras e fui para o abraço).

O setlist foi:

  1. Twenty Zero One
  2. Alright
  3. Use the Force
  4. High Times
  5. Little L
  6. Canned Heat
  7. Hot Tequila Brown
  8. Talullah
  9. Space Cowboy
  10. Main Vein
  11. Cosmic Girl
  12. Love Foolosophy
  13. Deeper Underground
  14. White Knuckle Ride (bis)

Jay Kay
Segunda pedrada da noite, 'Alright' é uma música simpática. Todo mundo canta, bate palma e pede mais. A coisa dá uma esfriada com músicas menos conhecidas até chegar 'Little L', com suas palminhas no refrão e 'Canned Heat', que teve uma versão tocada que tira um pouco daquela vontade insana de dançar, mas ainda sim muito boa.

Mais uma caída no ritmo para arranjos mais voltados pro jazz e músicas mais lentas, terminando com 'Space Cowboy' (saudades dessa música!). Esta foi a primeira música que ouvi deles (acho que assim como muita gente) e o primeiro CD (Return of the Space Cowboy) que comprei. Bom demais, boas lembranças e a versão puxando o original mais jazz e menos dance é sensacional. Eu que gosto de ambas as fases da banda, estava sentindo saudades dos arranjos instrumentais bem elaborados.

Cozinha do Groove
Voltando com tudo em 'Cosmic Girl' e a galera enlouquecida (música boa de dançar!). Um susto com 'Love Foolosophy' que começa bem devagar, mas depois recuperando o fôlego e botando todo mundo para cantar alto.

A tradicional saideira 'Deeper Underground' rolou como saideira da primeira parte (atrás de mim ouço: "Deeper Underground! Legal, aquela música do filme do Batman!" Hein???). Faltava algo das novas e o bis veio simples com 'White Knuckle Ride', comigo pulando e fechando um show que é sempre uma balada. Delícia!

Backing Vocals irretocáveis
Jamiroquai continua sendo (depois de quase perder este posto com os últimos CD's e o show do Rock in Rio) uma das minhas bandas preferidas. A babaquice de não tocar as antigas para não pagar direitos autorais a quem saiu da banda pelo visto foi resolvida. E que eles voltem sempre e de preferência em alguma casa de show (e acho que só sobrou o Credicard Hall mesmo).

A banda continua incrível, apenas com uma ressalva que já não é tão virtuoso como era no início. Mas bateria, teclados e backing vocals irretocáveis. Banda boa não só de se ver apresentando, mas de ouvir e de observar os músicos. Pode ter todo ano?

E agora deixa eu ir porque este show foi só o esquenta pro carnaval...

Como prometido, 'Twenty Zero One'.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O Primeiro Carnaval A Gente Não Esquece...

Este é o terceiro post neste blog falando sobre carnaval desde que conheci o Bangalafumenga enquanto batuqueiro. O primeiro relatou minha emoção de ter começado esta jornada. O segundo relatou a ansiedade e a realização do nosso primeiro show no Clube Pinheiros. Seria no mínimo loucura da minha parte se eu não escrevesse algo sobre o meu primeiro carnaval em São Paulo como parte da bateria.

Obrigado multidão!
Passar 4 noites seguidas (por "coincidência" as noites que antecediam ao desfile - que foi parado) sem dormir e acordando durante a noite, sentindo sono e ainda assim sem conseguir pregar o olho. Tudo isso por causa do dia 02 de fevereiro. Dia pelo qual vínhamos ensaiando desde maio (alguns desde 2011) e no qual era a nossa hora de parar de sorrir em um grupo restrito de pessoas e levar estes sorrisos que estampam os nossos rostos para mais gente (cerca de 22 mil pessoas nas ruas da Vila Madalena, segundo estimativas da PM e mais de 20 mil pessoas confirmando a presença no evento no convite oficial do mesmo no Facebook).
 
Os dias que antecederam o meu primeiro carnaval (e da maioria) e o segundo de um grande grupo da bateria de São Paulo foram de ansiedade, assim como contei no post em que falava sobre o show do Pinheiros. A diferença aqui se deu pelo fato de termos uma multidão confirmando presença pelo evento no Facebook, causando uma certa apreensão. E isso não só porque tocaríamos na frente de uma multidão, mas porque sabíamos que o local seria pequeno para tanta gente. Assim sendo, nós batuqueiros e a organização tentamos avisar aos convidados que chegassem cedo. Em vão, pois muita gente acabou não vendo a apresentação pelo fato do local estar simplesmente LOTADO e por isso o trânsito de pessoas ter sido bastante complicado (acho que agora a prefeitura aprendeu o poder da alegria em reunir pessoas).

O sorriso do "palhaço"
Mas nem isso tirou a animação da grande maioria, que agora podemos saber por agradecimentos, posts no Facebook e outras formas de comunicação, que curtiram muito a energia daquele sábado. Onde o sol pegou os desavisados sem filtro solar de surpresa (afinal, no Banga "Todo Dia Tem Céu Azul", já dizia Matheus Von Kruger) e a chuva esperada, assim como em 2011 (onde eu era apenas folião), veio para animar ainda mais todos os que lá estavam querendo pular e se divertir (já durante a apresentação do Sargento Pimenta, quando aproveitamos para curtir e descarregar toda aquela emoção e tensão acumulada).

Poder ajudar na organização dentro do possível e tocar foi uma experiência completa, mas vamos aqui nos concentrar na música. Como em todo show faço, aqui não poderia deixar de apresentar o setlist:
Nosso mestre e nossa voz
  1. Sexta feira
  2. De Amor é Bom
  3. Novidade
  4. Ai Que Saudade D'Ocê
  5. Pelas Ruas
  6. Trem das Onze
  7. Funk dos Orixás
  8. Lourinha Bombril
  9. Fio Maravilha/País Tropical
  10. Canto da Raça/Anunciação
  11. Caminho das Águas
  12. Homenagem aos Batuqueiros
  13. Maracatu Embolado
  14. Moça Bonita/Taxi Lunar
  15. Sempre Tem Céu Azul
  16. Raça
  17. Cirandeiro
  18. Frevo Mulher
  19. Não Quero Dinheiro
  20. Especial Samba
  21. Mineira
  22. Festa Profana
  23. É Hoje
Uma mistura de mestres cariocas e paulistas nos guiando. Baterias do Rio (nosso porto seguro) e de São Paulo (os aprendizes) juntas, independente do nível de conhecimento e prática com os instrumentos, levando uma multidão a gritar após cada música. E pulando até ficar sem fôlego, principalmente em 'Trem das Onze', 'Lourinha Bombril', 'Fio Maravilha/País Tropical', 'Frevo Mulher' e 'Não Quero Dinheiro'. Olhar e ver até a última pessoa onde o seu olhar alcança (devido a uma subida na rua) pulando é demais!

Nosso mestre mirim e mascote não iria nos abandonar
Poder expressar nossa felicidade, empolgação e emoção, que de verdade espero que todos que lá estavam vendo possam ter sentido, em 'Homenagem aos Batuqueiros', quando pulamos e nos divertimos como qualquer outro folião. Poder tirar um momento para se emocionar enquanto tocamos 'Todo Dia Tem Céu Azul', saindo diretamente da voz do compositor (já antes citado Mateus Von Kruger) e deixar as lágrimas saírem durante a música. É o resultado não só de ensaios, mas da união, da amizade, do respeito que surgiu do que poderia ser simplesmente uma oficina de percussão.

Ver nosso mestre Negão e nossa voz Rodrigo Maranhão pulando de um lado para o outro durante a bossa número 1 do samba especial e ter vontade de estar lá no meio pulando com eles. Ver que nosso mestre mirim e mascote Thiaguinho não nos abandonou e surgir nos ombros do mestre Negão e cantando 'Trem das Onze' como se fosse sua música preferida de infância que lhe trazia memórias tão saudosas de sua vida, claramente envolvido naquela atmosfera. Dar um abraço em cada um ao final do show e dar um abraço coletivo, vendo mestres e batuqueiros com sorrisos felizes e com o sentimento de missão cumprida no olhar. Querer que toda a multidão nos abraçasse e pulasse junto conosco. Esse é o Banga!

Que venha o carnaval do Rio, onde vou poder ter a sensação do meu primeiro carnaval novamente, graças ao mestre Joãzinho (Gracie) Di Sabbato e seu convite para integrar o naipe carioca das caixas (sempre como aprendiz e apaixonado por esta nova brincadeira). E que venha 2013 inteiro com novos batuqueiros, outros shows, mais ensaios abertos e toda a preparação para 2014, quando se a prefeitura deixar, teremos mais de 20 mil foliões pulando ao mesmo tempo.

Mas antes disso que venha o Jamiroquai na quinta feira, pois este blog já estava sentindo falta dos shows...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Norah Jones - Cancelado

Por causa da morte do seu pai, Ravi Shankar, os shows da Norah Jones que aconteceriam em dezembro, no Brasil foram cancelados.

Em virtude disso e na falta de novos shows no horizonte, acredito que a Joss Stone tenha encerrado o ano de 2012 do blog. Veremos se vem alguma surpresa por aí e 2013 já está garantido com os shows do Lollapalooza. Se tudo der certo, Sónar e Rock in Rio aparecerão por aqui também. E quem mais vier se apresentar por aqui com boa música.

Até 2013... (no fundo, no fundo, estou esperando cair um show surpresa na minha frente daqui pro fim do ano... Tem muita água para rolar ainda...)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Joss Stone - 11/11/2012


Joss Stone. Só isso já bastaria para este post... Pelo menos para os leitores masculinos! Rs

Delícia!
Depois de não conseguir vê-la por estar viajando e por chegar tarde no Rock in Rio, finalmente consegui ver a princesinha loira do soul. Ingresso comprado com desconto, graças aos amigos Rafa e Laura e seu poderoso cartão do Citibank (ou qualquer coisa do gênero). Obrigado! As finanças agradecem.

Em pleno domingo, calor de bode, partimos para um show cedo (20 horas) no Credicard Hall, com um trânsito meio feio para chegar ao show (vai entender, ainda tinha ingresso para vender na bilheteria) e com estacionamento a preço de ouro (R$ 33,00 com direito a fila enorme para pagar - ok, o Robert Plant ainda tá no topo com seus R$ 50,00 por carro). Por que não usam o sem parar nestes estacionamentos? Ajudaria um bocado...

Show começou um pouco atrasado por conta da transmissão ao vivo pelo Multishow (ainda bem, pois se não metade do público teria perdido a apresentação enquanto estava no trânsito). E quando entrou, a loira chegou chegando! 'Give More Power to the People' abre o show com todo peso que a música black merece (apesar de ter branco pacas na banda e eu volto a dizer, quanto mais negão, melhor o som).

A banda toda muito boa! Backing vocals detonando nos agudos e dançando muito. Naipe de metais e baixista brancos, mas com a pegada soul brother. Confesso que só não senti muita fé no batera e no guitarrista (apesar de negões, parecia que faltava swing ali), pois poderia ser melhor, mas todos juntos fizeram um puta som.

O setlist foi:
O show segue dançante, mas não sem antes passar pelas duas músicas mais conhecidas da musa, 'You Had Me' e 'Super Duper Love' (devidamente filmadas).

Todos juntos!
O que eu vi daí em diante foi uma loira que é mais negona do que eu achava. Voz, som, composições, etc. Passei grande parte do show acreditando piamente que eu estava num culto gospel de Nova Iorque, com aqueles coros do Brooklin ou algo do gênero. Todos louvando ao senhor, cantando, dançando, batendo palma! OH HAPPY DAY! PRAISE THE LORD!

Além da música, sensacional de ouvir, sentir e dançar, dedicaremos aqui um capítulo específico a ela: Joss Stone! Assim, de verdade, vamos enumerar:




  1. Gata - OK
  2. Canta para cacete - OK
  3. Gostosa - OK
  4. Sexy - OK
  5. Simpática - OK
  6. Usa vestidinho esvoaçante - OK
  7. Ri tímida e mata os homens - OK
  8. Se abana como ninguém - OK
  9. Joga os cabelos de um lado para o outro - OK
  10. Olhou para mim na platéia e se derreteu - OK TAMBÉM
ELA É UM ESPETÁCULO!!!

Mas na verdade, a grande qualidade dela em cima do palco, é a simpatia. Ela cativa homens e mulheres da mesma forma e ganha o público. Há quem diga que ela estava de fato impressionada com o público. Ela disse que o Brasil é o lugar que ela mais gosta de cantar. Eu duvido e acho que os artistas falam isso para todos. Mas o que importa? O fato é que o show dela é bom e a galera estava na vibe do show do começo ao fim. Então, vou acreditar que ela se curtiu tanto quanto eu estar ali.

E no vídeo do show, a dobradinha 'You Had Me' e 'Super Duper Love', com direito a tremidinha, imagem ruim e a Joss Stone dançando e dando uma piradinhas!


Silvia Machete - 08/11/2012

Silvia Machete tocando contrabaixo, antes de se deitar
e cantar sobre ele
O show da Silvia Machete não foi um daqueles que planejei ver. Honestamente, eu não tinha ouvido falar dela até então. Mas uma coisa leva a outra... O meu mestre, João Di Sabbato (Gracie), do Bangalafumenga (sim, o Banga de novo) baterista da banda em questão fez o primeiro convite. E como eu gosto pouco de shows, topei.

Mas depois de comentar com umas duas pessoas sobre o show, elas já tinham ouvido falar da cantora, pois ela havia ganho um prêmio de show do ano. Além disso, um dia antes do show rolou aparição no Programa do Jô e no próprio dia da apresentação ouvi alguma divulgação na rádio. Então deixou de ser apenas um show para prestigiar o mestre e passou a ser de fato um programa. E foi divertido...

Minhas mulheres foram comigo... Marina e Camila, as irmãs Rondon, foram as companheiras desta noite, além do meu outro mestre, Andrezinho Kurchal, e mais uma pequena renca de batuqueiros, que também apareceram por lá.

As informações que eu tinha do show eram: ela é uma figura, vale a pena e é divertido. As informações que tenho agora são: ela é uma figura, vale a pena, é divertido, ela canta pra cacete e a banda é bem azeitada. De verdade, não é o estilo de música que eu ouço durante o meu dia, mas confesso que dá gosto de ouvir algo bem tocado e de ouvir uma voz feminina cantando MPB que não seja igual as outras 347 das novas divas da nossa música.

Joãozinho Di Sabbato (Gracie) no seu momento bichinho
fazendo coral em 'Underneath the Mango Tree"
Tem samba, tem versão de Édith Piaf, tem letras de chorar de rir. Tem piada, tiradas na hora com a platéia, tem air guitar no fim do show e tem uma performance com bambolê (enquanto um cigarro é enrolado e aceso... Sim, cigarro...). Eu ria e chorava de rir da Camila (uma das companheiras da noite, também cantora), que ria mais ainda.

Ah, tem a banda. Sim, já escrevi que é boa. Mas não disse que tem guitarra, baixo, bateria e sopro. Que  a cozinha está azeitada eu também já disse. Mas que eles tocam de pijama, que ganham chapéu de bichinho, que fazem performance e que fazem um coral e beat box, eu não falei. Inclusive Joãozinho Di Sabbato (Gracie), meu mestre. E cadê a moral agora? Rs


Infelizmente o público não fez justiça ao show. Éramos umas 50 pessoas, se tudo isso. Mas quem estava lá participou (claro, depois de tomar uma intimada da anfitriã da noite para ficarmos todos em frente ao palco).

Silvia Machete, guitarrista, baterista e baixista num
"grande" coral
Por último, mas não menos importante, vale ressaltar a cantora, afinal o show era dela. Uma personalidade incrível e uma rapidez para tiradas com o público para poucos. A performance em todo show é muito divertida. Mas honestamente, o que me chamou mais a atenção foi a voz, que é lindíssima e muito agradável.

Espero, por ela e pelo mestre, que os próximos shows em São Paulo sejam mais prestigiados. Não sei se de repente uma versão sentada deste show não seja melhor apreciada. Nem se de repente um teatro não seja um melhor local para esta apresentação. Mas o show vale por toda a performance de qualquer maneira. Diversão garantida, música boa e com uma mulher bonita do lado, dá até para dar aquela dançadinha...

Para terminar aquele vídeo maneiro (dessa vez mais tremido que nunca) do samba 'Volta por Cima'.