segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lollapalooza Brasil 2012 - Parte II

Depois de algum tempo fora de jogo devido a uma recuperação cirúrgica, cá estou eu de novo, falando ainda sobre o Lollapalooza.

As pré-vendas se esgotaram em pouquíssimos dias, não sem muita bagunça no site (fora do ar, compras quase concluídas com problemas, validação da senha problemática, etc.). Eu com sorte consegui comprar os meus em pouco mais de uma hora.

Hoje, dia 05/12, a meia-noite começaram as vendas de todos os outros ingressos e também com problemas, pelo que li nas redes sociais. O valor é mais caro, R$ 300,00 por dia, ou R$ 500,00 pelo passe para ambos os dias.

Neste meio tempo também foram incluídas novas atrações no line-up, sendo a mais conhecida delas o Racionais MC's. Eu honestamente acho que a justificativa da organização, de que as edições do festival sempre contaram com os maiores artistas de hip-hop não pode ser justificada para confirmar o Racionais no line-up. O hip hop americano tem uma outra cara e é algo muito mais pop que o hip hop brasileiro. Racionais é um som pesado e de protesto, mas enfim, são artistas e como qualquer outro tem fãs e vai ter muita gente que vai lá para vê-los. Eu particularmente, achei estranho.

E para finalizar, foi divulgado o line-up dividido entre os dias 07 e 08/04. Faltam agora somente os horários para que aqueles que vão ao festival possam decidir a que horas chegar em algo tão longo. Abaixo você confere!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lollapalooza Brasil 2012

Começou o Loollapaloza Brasil! Daqui 137 dias, no Jockey Club de São Paulo (presta atenção, no Jockey Club e não na Chácara do Jockey). E o início foi dado em uma coletiva de imprensa com a presença de Perry Farrel, o idealizador do festival. A imprensa toda lá e aqueles que se acham alguma coisa (tipo eu) e os curiosos/fãs puderam acompanhar pelo Facebook ao vivo.

O festival acontecerá dias 07 e 08/04 de 2012 (sábado e domingo), o que já estava confirmado, para maiores de 16 anos ou menores acompanhados, com shows do meio-dia às 23 horas. A pré-venda dos ingressos começa dia 22/11, às 00:01 e vai até dia 04/12, com um lote limitado a 20% dos ingressos do festival e para cerca de 64 mil pessoas que tinham se cadastrado no site do evento anteriormente. Cada pessoa poderá comprar no máximo dois passes para os dois dias na pré-venda. As vendas normais devem ser iniciadas dia 05 ou 06/12 pela internet e pela estrutura física da Futebol Card (principalmente com pontos de vendas em estádios).

O preço é de R$ 500,00 inteira para ambos os dias (R$ 250,00 cada dia), com meia entrada valendo (caro, o que foi explicado pelos organizadores pelo fato de 70 a 80% das vendas serem de ingressos de estudantes... Tanta gente estudando nesse país...que orgulho!). A organização diz que terão a verificação mais rigorosa já vista em eventos do Brasil para checagem da documentação de meia entrada (então seja um cidadão normal e só compre meia se for estudante!!!). Não há área VIP e ingressos VIP (com exceção de tendas promocionais, que são outros 500), graças a Deus!

Serão 70 mil pessoas por dia! Organizadores dizem que no espaço cabem cerca de 100 mil pessoas, mas o festival quer privilegiar a mobilidade das pessoas. Dois palcos principais (Cidade Jardim e Butantã), algumas tendas abertas, espaços para comer, banheiros, etc. E por isso, gente a menos para que as pessoas possam se locomover (o SWU esteve bem na mobilidade, mas mal na localização da estrutura de apoio... Veremos como será neste festival).

A escolha do local tem como preocupação refletir a atmosfera do festival original em Chicago, com a cidade ao fundo e facilidade na chegada. Por ser no Jockey as pessoas podem ir a pé, usar a linha 4 do metrô usando a estação Butantã (600 metros da entrada principal), o trem da Marginal Pinheiros e ainda haverá a opção de estacionamento em alguns shoppings (citados Eldorado, Vila Lobos e Vila Olímpia) onde será possível estacionar o carro e pegar um transporte até o local do show.

E o que mais importa, o lineup terá as atrações principais:
- Foo Fighters
- Arctic Monkeys
- Jane's Addiction

O lineup completo abaixo!

Eu curti muito as atrações! Um mix legal de grandes nomes, nomes novos que estão surgindo, bandas nem tanto conhecidas e estilos diferentes! Muita coisa que normalmente fica presa aos EUA e não chega por aqui. Curti também a escolha das atrações nacionais, saindo do óbvio e clássico de sempre e foi dito também que os brasileiros irão tocar no meio das atrações internacionais, o que eu acho muito justo e bacana para valorizar o nosso som (foi comentado ainda a possibilidade do O Rappa ir tocar na edição de Chicago do festival)! Até três atrações ainda devem ser confirmadas (provavelmente alguma coisa do Chile, que também hospeda o festival e mais artistas nacionais).

Enfim, tem tudo para ser um baita festival e trazendo um pouco do conhecimento e experiência de fora, elevar o nosso padrão de produção de eventos! Agora é comprar, esperar por abril de 2012 e curtir! Eu vou, fato!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Faith no More - 14/11/2011

ALELUIA! Chegamos ao último show da noite, do SWU! O 171o show da minha vida! Bora Faith no More! Toca! E acaba logo, que eu to morrendo porra! E não é que arranjei forças para pular? Na hora da empolgação a gente esquece a merda toda e o buraco em que você está (literalmente vimos o show numa das depressões do asfalto da área dos shows, dentro de uma poça d'água: buraco).

Depois de um dito poeta pernambucano proferir suas palavras em alguns momentos sábias, em outros somente divertidas e em outras sem qualquer sentido, a banda veio ao palco! E que palco! Nota 10 para a produção!

Meu cunhado me disse que a idéia foi roubada da banda dele! Se fudeu negão! Chegou atrasado. Mas de fato fazer uma apresentação toda branca (roupas e palco), com flores foi sensacional. Fiquei sem entender no começo se era uma comemoração de ano novo e teríamos contagem regressiva, um enterro (apesar de no enterro todo mundo ir de roupa escura, né?) ou um terreiro de macumba! Ponto para a última opção! Mas só ficou mesmo claro depois que o nosso anfitrião, Mike Patton, entrou todo de branco, bengala, mancando e charuto na boca.

O setlist foi:
1) Woodpecker From Mars (com Delilah's Tom Jones Snippet)
2) From Out of Nowhere
3) Last Cup of Sorrow
4) Caffeine
5) Evidence (com partes em português)
6) Midlife Crisis
7) Cuckoo for Caca
8) Easy (cover do Commodores)
9) Surprise! You're Dead!
10) Ashes to Ashes
11) The Gentle Art of Making Enemies
12) King for a Day
13) Epic
14) Just a Man (com o Coral de Heliópolis)
15) Alguma música que não sei qual foi
16) Digging the Grave
17) This Guy's in Love with You (cover do Burt Bacharach)

O show começou com uma porradaria e a música brega da vez que o Faith no More usa para abrir os seus shows! Depois entramos no padrão das músicas conhecidas! E vale tudo no show dos caras! Tocar a maior porrada do mundo, depois a música mais calminha do repertório deles e entrar com outra porrada! Qual a idéia deles para montar os setlists eu não sei.

Mike Patton falou português, cantou em português, interagiu com a platéia reclamando do tempo, apresentando a caipirinha que estava tomando no bis e ainda deu uma de regente do coral de Heliópolis, que cantou a última música antes do bis com a banda (e ficou legal, viu?). Um baita figura, que arrancava risadas ao olhar para a chuva, parar na frente do palco e reclamar "do merda do tempo" e depois dar de ombros. Um verdadeiro mestre de cerimônias.

O show em si falhou no setlist, na minha opinião. Num show tão porrada deixaram de fora We Care a Lot. Além disso, em alguns momentos, parecia mais que estávamos vendo o show do Fantomas (projeto paralelo do Mike Patton). Gritos, guitarras distorcidas e desencontradas do resto dos instrumentos e uma doideira difícil de entender (alguma semelhança com Sonic Youth?). Mas um bom show. Pior do que aquele que eu vi há alguns anos atrás na Chácara do Joquei, fato.

Ápice claro ficou para Epic, primeira música da banda que fez sucesso! Mas acho que foi o único momento de êxtase. De resto todos cantaram Easy e outras músicas mais famosas, mas sem tanta empolgação ou aquela devoção vista em Epic e em outros shows da noite.

Porra! Caralho! E o show foi divertido afinal! Uma ótima forma de terminar o SWU! Um bom show de música e uma grande apresentação do figura da noite, Mike Patton!

E chega! Bora dirigir até em casa, mas não sem antes sair com cuidado do estacionamento para não atolar! E depois comer no New Dog! Deitar às 7 da manhã na cama com sentimento de que foi sensacional e de que ainda existe algum espírito jovem em mim que me fez aguentar a maratona e ainda querer mais.

E fica o vídeo de From Out of Nowhere para fechar a maratona! Com braços doídos, imagens tremidas e com vídeo e som sem aquela qualidade! Mas no final, o registro era o que importava. A qualidade ficou pro próximo festival! Rs

Alice in Chains - 14/11/2011

O Alice in Chains foi o penúltimo show do SWU! A essa altura do campeonato eu já estava ensopado! O frio chegava a passos largos e o cansaço estava me matando (já ficava mais tempo com os meus pés de lado para evitar ter de pisar com eles, pois a dor estava foda). Tudo o que eu queria era um show animado! Mas não! O Alice in Chais é bom, mas não é animado!

Mais uma banda onde estávamos vendo o cover premium! O único sobrevivente da formação original da banda era o Jerry Cantrell. Tudo bem, pois ele sempre foi o dono da banda e principal compositor, mas o que estávamos vendo ali era o Alice in Chains parte 2. É uma banda totalmente diferente. Dos vocais sombrios, sem expressão, meio roucos do Layne Staley, passamos aos vocais potentes do negão William DuVall. O vocal não mudou muito, mas a presença de palco sim! E quanta diferença! O novo vocal é mais simpático, menos baixo astral e ainda toca uma guitarrinha safada, com direito a uns solos no meio do show!

Acho que é sim uma banda nova. O Jerry Cantrell viu que tinha mais chance de continuar fazendo dinheiro usando o nome Alice in Chains, com uma galera nova e tocando as músicas da banda do que saindo em carreira solo (na qual ele já se arriscou e pelo o que eu conheço, manda bem também). Por ser uma banda nova, gravaram disco novo já com essa nova identidade. É diferente, mas a banda manda bem sim e não faz feio frente ao que era feito antigamente, mas de novo: é diferente.

O setlist foi:
1) Them Bones
2) Dam That River
3) Rain When I Die
4) Again
5) Check My Brain
6) It Ain't Like That
7) Your Decision
8) Got Me Wrong
9) We Die Young
10) Last of My Kind
11) Down in a Hole
12) Nutshell (dedicatda ao Layne Staley e Mike Starr)
13) Acid Bubble
14) Angry Chair
15) Man in the Box
16) Rooster
17) No Excuses
18) Would?

Este show já foi mais longo! E na verdade tudo que eu queria era um show mais curto! Tava frio porra! Para falar a verdade, apesar de gostar do som e passar a apresentação toda fazendo comparações, a verdade é que naquele momento achei o show uma merda. As músicas são lentas para o estado de espírito que estava. Já ontem, vi pela TV a reapresentação do show e achei do caralho!

Durante toda a apresentação, a banda interagiu um pouco com a galera. O Jerry Cantrell parecia de fato emocionado em estar de volta ao Brasil (apesar da gente sempre achar que no Brasil é especial e saber que não é assim). A última vez da banda aqui tinha sido num Hollywood Rock com o Nirvana em 93, se não me engano.

Todos os hits da banda estavam presentes e mais uma vez: ponto alto para Man in the Box, esperado por todos! Mas o fechamento do show com Would? foi sensacional! Adoro essa música e curti mais que no Man in the Box, já no caminho para o outro palco para a apresentação do Faith no More.

Abaixo o vídeo da música It Ain't Like That. Dá pra ver bem o som da banda nova toda junta, vocal novo e duas guitarras! Foi mal aí pela grua da Globo no meio direto e pela chuva que arrebentou a imagem e o som em alguns momentos também.

Stone Temple Pilots - 14/11/2011

Meu segundo show do Stone Temple Pilots. O primeiro havia sido no Via Funchal e foi muito bom! Logo, grandes expectativas sobre esta apresentação! E expectativas totalmente atingidas e quem sabe superadas! Grande show!

Scott Weiland apresentou-se em grande forma! Muito melhor do que a apresentação anterior no Via Funchal (na qual para falar a verdade ela estava quase morrendo no fim do show). E o Stone Temple Pilots foi uma das poucas, se não a única banda a tocar com a formação 100% original. E vamos combinar, faz toda a diferença.

O setlist foi:
1) Crackerman
2) Wicked Garden
3) Vasoline
4) Heaven & Hot Rods
5) Between the Lines
6) Big Empty
7) Silvergun Superman
8) Plush
9) Interstate Love Song
10) Big Bang Baby
11) Sex Type Thing
12) Trippin' on a Hole in a Paper Heart

Eu particularmente gosto de todas as músicas que tocaram! Pode ter faltado uma ou outra, mas o setlist foi animal! Também um show mais curto do que o que eu tinha visto quase um ano antes, mas cobriu bem tudo (comentário a parte que não fiz em nenhum post foi que com a quantidade de shows que o SWU colocou no lineup, se por um lado por vezes era frustrante ver um show mais curto, eles tinham de ser assim. Não havia a menor possibilidade de serem todos shows mais longos, pois não ia ter energia que aguentasse. Logo, era como se estivéssemos assistindo aos melhores momentos de várias bandas e passa para a próxima. Eu gostei da fórmula. Se alguém gostou do que viu, tenta ver de novo em outra ocasião o show completo).

E assim como o Andre Mertens achou que o Pearl Jam tocou State of Love and Trust no último show em São Paulo como presente de aniversário para ele, o desgraçado/borrado/cagão pediu tanto que os caras tocaram Big Bang Baby! Para a sorte de todos nós! Obrigado André!

A banda estava toda entrosada, tocando as músicas antigas e novas sem nenhum erro aparente. Momento mais alto claro para Plush, que todo mundo conhecia e cantou junto (apesar de não ser minha música favorita, é legal cantar com a galera). O Scott Weiland parecia meio perdido entre as músicas, com o setlist, mas não sei se efeito de algum entorpecente ou se ele ficou assim depois de tanta droga consumida nos últimos anos!

Na minha opinião um dos shows mais divertidos do SWU! E nesse show, a chuva que só apertava, parecia que tinha vindo para lavar a alma e fazer a apresentação ainda mais especial! Bom demais!

Abaixo o vídeo de Interstate Love Song, uma das minhas favoritas! Todo mundo cantando junto!