Mostrando postagens com marcador Cine Jóia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cine Jóia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de novembro de 2014

The Hives - 16/11/2014

The Hives no Cine Jóia
Assim que vi que o The Hives abriria pro Arctic Monkeys, comprei o ingresso. Assim que vi que o The Hives faria um show solo para cerca de 1.000 pessoas no Cine Jóia, comprei também. Por sorte, pois devido a péssima organização do show do Arctic Monkeys, perdi o show do The Hives neste dia (quem ficou triste foi a noiva, que perdeu a apresentação na sexta e vendeu o ingresso de domingo achando que já os teria visto. Mas nós os veremos de novo! Certeza!)

O ingresso da noiva foi vendido para um amigo recente, grande Edu. E acredito eu, que ele seja até mais fanático por música e shows que eu. Buscando nosso lado jovem, lá fomos nós pular um bocado. E como ele gosta de uma bagunça, acaba me dando vontade de me acabar um pouco mais que o normal (no Bad Religion foi assim, e foi mal falar Edu, ele voltou da bagunça sem a camisa dele. Pegou o nível? Rs).

O Cine Jóia é aquele lugar bom de ver show, pois não importa onde você está, você tem uma boa visão do palco e está relativamente perto do bar. E o The Hives é uma banda que você quer ver de perto. Porque se de longe, num festival, a energia dos caras já é uma coisa alucinante, de perto é quase indescritível.

Pelle Almqvist, vocalista do The Hives
Não posso dizer que os caras fazem o melhor show que já vi na vida, mas seguramente é um dos melhores em termos de repertório, conexão com a platéia e energia. E o vocalista, Pelle Almqvist, é um dos melhores show man que eu já vi na vida (além de ser um doido completo).

Foram 90 minutos de músicas pra cima, um público enlouquecido e rodinhas, no último show da turnê dos caras. O setlist foi:

1. Jaws: Theme (versão do tema do John Williams)
2. Come On! 
3. Take Back the Toys 
4. Two-Timing Touch and Broken Bones 
5. Walk Idiot Walk 
6. Two Kinds of Trouble 
7. Supply and Demand 
8. Wait a Minute - tem vídeo 
9. Main Offender 
10. Try It Again 
11. The Bomb 
12. Won't Be Long 
13. Go Right Ahead 
14. I'm Alive 
15. Tick Tick Boom - tem vídeo (de parte da música) 
16. Patrolling Days 
17. My Time Is Coming (bis)
18. Insane (bis)
19. Hate to Say I Told You So (bis)

The Hives
Eu, de verdade, não consigo comentar as músicas, porque todas são boas e agradam muito o meu gosto pelo que eu gosto de ouvir em apresentações ao vivo. É muita pedrada. E os maiores hits, claro, chamam mais atenção, causam mais comoção.

Então vou falar da banda. Vocal, duas guitarras, baixo e bateria. Dois ninjas de roadies (um com a cara coberta e o outro literalmente vestido de ninja - este além de roadie, toca maracas ou uma meia lua em algumas músicas). O vocal, Pelle Almqvist, é um louco genial, conversando com a platéia o tempo todo, pedindo palmas, liderando a multidão, autografando discos na hora e demonstrando de qual álbum será a próxima música, subindo nas caixas de som, etc. Ah, ele canta e dança também. Para um melhor exemplo do poder dele, vejam os dois vídeos que estão mais adiante neste post. Em 'Wait a Minute', ele conversa com o público, demanda e é atendido. Na parte de 'Tick Tick Boom' que eu gravei, ele faz o local todo sentar (ou se abaixar), como ele fez com um público infinitamente maior no Lollapalooza, e transforma o ato de levantar numa explosão de energia.

Niklas Almqvist, guitarrista do The Hives
O irmão desse louco, o guitarrista Niklas Almqvist é outro doido. Parece que toca depois de ter consumido algo pesado. Toca com uma pose bem punk! Se joga na galera, continua tocando. Faz caras e bocas. Junto com seu irmão, quebram o público.

O outro guitarrista, Vigilante Carlstroem, parece um urso de tão grande e largo e tem cara de quem bebe bem (na verdade, todos eles) e é bem calmo no palco. O baixista, Dr. Matt Destruction, é um monstro tocando, mas fica ali no canto dele fazendo o dele. Por fim, o baterista, Chris Dangerous, mantém o andamento frenético da banda e é responsável por indicar e fazer a pausa na queda do andamento de algumas músicas também. Fica lá atrás, fazendo umas caretas, mas não teve dúvida, depois do fim do show, de dar um mosh e a galera quase não deixa o cara voltar.

A banda solta tanta energia, que eu que já não entrava numa roda desde o show do Arctic Monkeys no Lollapalooza Brasil, me mandei no meio da molecada. Foi bom pra curtir, extravasar e me lembrar que já não sou mais um menino. Rs Saí de lá com a língua de fora  (faltou fôlego!).

Você já viu The Hives? NÃO? Então veja assim que puder. Você não irá se arrepender. Para acabar, os vídeos prometidos e algumas fotos extras que ficaram minimamente legais.

Wait a Minute


Tick Tick Boom (parte apenas)


Fotos da noite

Pelle Almqvist e Dr. Matt Destruction

Pelle Almqvist

Pelle Almqvist e Chris Dangerous (ao fundo)

Pelle Almqvist e Vigilante Carlstroem

The Hives

Niklas Almqvist na galera

Pelle Almqvist

The Hives

Roadie Ninja tocando maracas

The Hives

Pelle Almqvist

The Hives se despedindo da galera

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mayer Hawthorne - 12/12/2013

Mayer Hawthorne
Eu nunca tinha ouvido Mayer Hawthorne e nem fui eu quem quis ir ao show dele. Este show foi um pedido da namorada, Marina, e depois de alguma dúvida financeira sobre a compra ou não, compramos os ingressos. Uma quinta-feira a noite, no Cine Jóia. Eu vou a tanto show que gosto e ela tem me acompanhando quase sempre, mesmo nem sempre curtindo o som, que topei acompanhá-la nesse. E o que posso adiantar é que não me arrependi. Muito pelo contrário!

Uma enorme falha para este que tanto gosta de shows era não conhecer ainda o Cine Jóia. Claro, que por lá passa uma cena musical da qual talvez eu não faça parte tanto assim, mas eu gostei da estrutura interna da casa e da lotação máxima que a casa permite. Bem legal!

Única crítica da noite: o som do show não estava legal. Nunca tinha visto show lá antes. Não sei se pelo fato do palco ser alto, do teto ser altíssimo, de ter um segundo andar e o som ficar prejudicado para quem está perto do teto do andar de cima, mas fato é: os graves estavam bem claros, mas a voz e a guitarra não estavam tão claras assim. Tanto que estava complicado entender o que o Mayer Hawthorne dizia. A gente ouvia, mas parecia distante, embolado. Espero que tenha sido algo específico deste show.

De resto, foi só alegria! Começando com um "elegante" atraso de 1 hora, o show começou com uma sequência matadora de músicas animadas, num estilo meio "The Roots", praticamente sem pausas entre uma música e outra. Para quem não conhecia nada, deu para dançar bastante.

O setlist foi:

1. Physicality 
2. Back Seat Lover 
3. A Long Time 
4. Henny & Gingerale 
Mayer Hawthorne
5. Designer Drug 
6. No Strings 
7. The Innocent 
8. Green Eyed Love (vídeo no fim do post)
9. Allie Jones 
10. Crime 
11. Get To Know You 
12. I Wish It Would Rain 
13. The Stars Are Ours 
14. Corsican Rose 
15. Her Favorite Song 
16. I Can't Go For That (cover do Hall & Oates) (vídeo no fim do post)
17. The Walk (vídeo no fim do post)
18. Wine Glass Woman 
19. Where Does This Door Go 
20. The Ills 
21. Maybe So, Maybe No (bis)
22. Your Easy Lovin' Ain't Pleasin' Nothin (bis)

Mayer Hawthorne
Junto com a sequência inicial de músicas bem animadas, vieram também todas as coreografias, dancinhas. É divertido, pois lembra muito algo americano (o que é!), mas bem dos anos 80 (o que eu adoro), musical e esteticamente. Dancinhas que nos dão vergonha, figurino engraçado (apesar do dele estar bem simples) e coreografias meio desengonçadas. Mas tudo cabe perfeitamente no show, inclusive a bebida que ele recebe estrategicamente no início da música 'Henny & Gingerale', que dá a deixa da música.

Para completar a performance, durante o show o cara toca pandeiro, batuca na bateria e toca guitarra em algumas músicas. Resumindo, o cara é um showman. Promove um pacote completo de entretenimento.

Algumas baladas no meio do repertório e um cover, que é aquilo que você pode chamar de encaixe perfeito para um artista. Confesso que me amarro em 'I Can't Go for That' do Hall & Oates, mas a versão do Mayer Hawthorne faz parecer que foi ele quem compôs a música, do tanto que ele parece ter vindo daquela época. E casa perfeitamente com 'The Walk', música que ele junta no seu único cover (ou versão) de todo o show.

O bis, pelo visto, foi de clássicos dele. Pra mim, só músicas novas. Mas muito boas! Última dançadinha, já mais perto da porta, afinal é uma quinta-feira. Na saída, posters do show para quem quiser.

Ótima casa, ótimo show, ótimo serviço e surpresa na saída! Bacana, né? Foi o tanto que gostei do show do Mayer Hawthorne.

E os já tradicionais vídeos:

- Green Eyed Love


- I Can't Go For That / The Walk